1 A RETOMADA DO CRESCIMENTO PASSA PELA INDÚSTRIARELAÇÃO SC/EUA E O “EFEITO TRUMP” ACOMPANHE OS PRINCIPAIS INDICADORES ESTRATÉGICOS PARA A INDÚSTRIA CATARINENSE
2 PANORAMA MACROECONÔMICOMENU MONITOR ECONÔMICO PANORAMA MACROECONÔMICO DEZEMBRO 2016 – Atualizado até 08/12/2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL REALIZAÇÃO Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC PRESIDENTE Glauco José Côrte 1º VICE-PRESIDENTE Mario Cezar de Aguiar DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL E INDUSTRIAL Carlos Henrique Ramos Fonseca RESPONSABILIDADE TÉCNICA Observatório da Indústria Catarinense - FIESC PRODUÇÃO E VENDAS EMPREGO COMÉRCIO EXTERIOR SONDAGEM INDUSTRIAL CENÁRIO INTERNACIONAL E PERSPECTIVAS A RETOMADA DO CRESCIMENTO PASSA PELA INDÚSTRIA Observatório da Indústria Catarinense – Todos os direitos reservados.
3 DEZEMBRO 2016 MONITOR ECONÔMICO Índice de Atividade Econômica Produção Industrial Vendas Industriais Utilização da Capacidade Instalada da Indústria 0,04% 0,00% -1,8% 79,5% SET 2016 SET 2016 SET 2016 OUT 2016 OUT 2016 Variação em relação ao mês anterior (dessazonalizada) 0,15% Variação em relação ao mês anterior (dessazonalizada) 0,5% Variação em relação ao mês anterior -4,6% 77,9% Percentual no mês Exportação Importação Saldo de Empregos da Indústria Transf. Taxa de Desocupação 2,1% -1,8% -776 6,4% NOV 2016 NOV 2016 SET 2016 OUT 2016 SET 2016 JUL-SET 2016 SET 2016 Variação em relação ao mês anterior 18,3% Variação em relação ao mês anterior 0,8% -5.562 Variação em relação ao trimestre anterior 11,8% Valor no mês Índice de Confiança do Industrial Estoque efetivo em relação ao planejado da Indústria Intenção de Investir da Indústria Perspectiva do número de empregados da Indústria (Próx. 6 meses) 52,8 55,3 50,1 OUT 2016 49,2 OUT 2016 NOV 2016 OUT 2016 OUT 2016 OUT 2016 50 pontos indica o estoque efetivo do período. O índice varia de 0 a 100. Índice de 0 a 100. Acima de 50 pontos indica confiança. 51,7 Quanto maior o índice, maior o estoque em relação ao usual 50,6 Quanto maior é o índice, maior a intenção de investir. 43,9 Índice de 0 a 100. Acima de 50 pontos indica crescimento. 45,4 DESEMPENHO: POSITIVO NEUTRO NEGATIVO TENDÊNCIA NOS ÚLTIMOS 12 MESES
4 Especial Acumulado do Ano DEZEMBRO 2016 MONITOR ECONÔMICO Índice de Atividade Econômica Produção Industrial Vendas Industriais Utilização da Capacidade Instalada da Indústria -2,9% -4,2% -10,8% 79,5% JAN-SET 2016 JAN-SET 2016 JAN-OUT 2016 SET 2016 OUT 2016 Variação em relação ao mesmo período do ano anterior(dessazonalizada) -4,8% Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (dessazonalizada) -7,8% Variação em relação ao mesmo período do ano anterior -13,1% 77,9% Percentual no mês Exportação Importação Saldo de Empregos da Indústria Transf. Taxa de Desocupação -2,6% -19,9% 6,4% JAN-NOV 2016 JAN-NOV 2016 5.146 JAN-OUT 2016 SET 2016 SET 2016 JUL-SET 2016 SET 2016 Variação em relação ao mesmo período do ano anterior -2,9% Variação em relação ao mesmo período do ano anterior -21,7% Variação em relação ao trimestre anterior 11,8% Valor no período Índice de Confiança do Industrial Estoque efetivo em relação ao planejado da Indústria Intenção de Investir da Indústria Perspectiva do número de empregados da Indústria (Próx. 6 meses) 52,8 55,3 50,1 OUT 2016 49,2 OUT 2016 NOV 2016 OUT 2016 OUT 2016 OUT 2016 50 pontos indica o estoque efetivo do período. O índice varia de 0 a 100. Índice de 0 a 100. Acima de 50 pontos indica confiança. 51,7 Quanto maior o índice, maior o estoque em relação ao usual 50,6 Quanto maior é o índice, maior a intenção de investir. 43,9 Índice de 0 a 100. Acima de 50 pontos indica crescimento. 45,4 DESEMPENHO: POSITIVO NEUTRO NEGATIVO TENDÊNCIA NOS ÚLTIMOS 12 MESES
5 MONITOR ECONÔMICO DESEMPENHO INDUSTRIAL EMPREGO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 MONITOR ECONÔMICO DESEMPENHO INDUSTRIAL EMPREGO INDUSTRIAL INSTABILIDADE MACROECONÔMICA PRINCIPAIS DESTAQUES Santa Catarina foi o Estado que mais gerou empregos na indústria de transformação em 2016, especialmente apoiado no setor de Têxtil e Confecção que é menos impactado pela crise. Observa-se queda do PIB, confirmando o comportamento antevisto pelo Índice de Atividade Econômica do Banco Central, com decréscimos na produção por setores de atividade e na composição do consumo (do governo, das famílias e das empresas). A isso, soma-se uma taxa de desocupação elevada e a alta dívida bruta como proporção do PIB. A produção industrial do Brasil teve um crescimento baixo (0,5%) em outubro, mas superior ao de Santa Catarina (0,0%). No Estado, houve um melhor desempenho das vendas (1,8%) e da massa salarial (4,0%), acompanhados de redução nas horas trabalhadas na produção (-4,5%) e da utilização da capacidade instalada (-1 ponto percentual). Houve duas quedas consecutives da taxa de juros, que responderam à redução da inflação (IPCA), sinalizando uma tímida mudança nas expectativas e uma política monetária mais frouxa, o que pode influenciar positivamente as decisões de investimento futuras. EXPORTAÇÕES INDICADORES DE EXPECTATIVAS IMPORTAÇÕES No comércio internacional, Santa Catarina aparece com uma dinâmica diferenciada em relação ao restante do Brasil. No último mês, tanto as exportações quanto as importações se ampliaram em relação a outubro de 2015, colocando o Estado como 7º exportador nacional e 4º Estado importador do Brasil. As vendas externas catarinenses aumentaram em 12,6% em comparação a outubro de 2015 (dinâmica diferente da economia brasileira, que apresentou redução). Este desempenho está apoiado essencialmente na soja, carne suína, automóveis, motores e geradores elétricos, tendo como principais parceiros comerciais os Estados Unidos e a China. As compras do exterior aumentaram em 14,9%, em relação a outubro de 2015, trajetória distinta daquela apresentada pelo cenário nacional (com queda de 19,1%). Após uma sequência de expectativas mais otimistas, houve recuo nos dois últimos meses. Essa flutuação evidencia um comportamento ainda cauteloso e conservador por parte dos industriais.
6 PANORAMA MACROECONÔMICODEZEMBRO 2016 PANORAMA MACROECONÔMICO PRODUTO INTERNO BRUTO VARIAÇÃO PERCENTUAL DO PIB EM RELAÇÃO AO TRIMESTRE IMEDIATAMENTE ANTERIOR O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma do valor de todos os bens e serviços finais produzidos em uma economia. Desde o segundo trimestre de 2014, o PIB brasileiro entrou em recessão. No 3º trimestre de 2016, sofreu retração de 0,8% em relação ao trimestre anterior, o que já era esperado dado o recúo de 0,79% no IBC-Br. Esse é o sétimo trimestre de queda consecutiva em todas as bases de comparação, embora seja possível notar uma desaceleração na queda do PIB. O consumo das famílias é afetado diretamente pelo desempenho do mercado de trabalho que, no 3º trimestre de 2016, atingiu valor de 11,8%, a maior taxa desde o início da série. Este cenário impacta também o setor de serviços. PIB TOTAL AGROPECUÁRIA INDÚSTRIA SERVIÇOS VARIAÇÃO PERCENTUAL DO PIB EM RELAÇÃO AO MESMO TRIMESTRE DO ANO ANTERIOR Índice de Atividade Econômica do Brasil Série dessazonalidada = 100 Período FBCF* Exportação Importação PIB a preços de mercado Consumo Famílias Consumo Governo 2016-I -5,4% -5,8% -0,8% -17,3% 12,7% -21,5% 132,93 2016-II -3,6% -4,8% -0,5% -8,6% 4,0% -10,4% 2016-III -2,9% -3,4% -0,8% -8,4% 0,2% -6,8% * Formação bruta de capital fixo (indicador que reflete o nível de investimento). FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e Banco Central do Brasil
7 PANORAMA MACROECONÔMICODEZEMBRO 2016 PANORAMA MACROECONÔMICO Em relação à taxa de câmbio, a depreciação observada a partir do segundo semestre de 2015 começou a se reverter em fevereiro deste ano. Em outubro, a taxa média de câmbio foi de R$ 3,18, já abaixo da taxa média em 2015 que foi de R$ 3,33. Tanto a inflação quanto a taxa de câmbio têm perdido forças em 2016, o que permitiu a flexibilização da política monetária, com a queda de 0,50 pontos percentuais da taxa Selic nas duas últimas reuniões do Conselho de Política Monetária (COPOM), ficando em 13,75% ao ano. CÂMBIO E INFLAÇÃO NOV 2016 Pela primeira vez desde março de 2015, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado em doze meses fechou abaixo de 8%. Na variação mensal, o IPCA apresentou um avanço de 0,26% em outubro de O grupo de Transportes foi o que apresentou a maior alta, puxado pelo aumento no litro do Etanol e, consequentemente, da gasolina. R$3,34 TAXA DE CÂMBIO – MÉDIA MENSAL (R$/US$) IPCA MENSAL (%) - OUTUBRO/2016 JAN-OUT 2016 5,78% CENTRO DA META DE INFLAÇÃO 2016 4,5% INFLAÇÃO - IPCA MENSAL ACUMULADO 12 MESES (EM %) ACUMULADO 12 MESES 7,87% FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e Banco Central do Brasil
8 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL PRODUÇÃO INDUSTRIAL MENSAL SANTA CATARINA: COMPORTAMENTO DA PRODUÇÃO INDUSTRIAL CONSIDERANDO A MÉDIA DE 2012 COMO 100. Santa Catarina apresentou comportamento pouco expressivo na Produção Industrial de setembro, que se manteve estagnada frente à agosto. Neste período, o desempenho industrial catarinense (0,0%) ficou abaixo do brasileiro (0,5%). No acumulado do ano, destacam-se os setores de Alimentos e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos, que cresceram acima da média. VARIAÇÃO DE JANEIRO A SETEMBRO DE 2016, RELATIVO A IGUAL PERÍODO DO ANO ANTERIOR (%) ANÁLISE COMPARATIVA SC/BRASIL SC BR VARIAÇÃO PERCENTUAL NO MÊS E ACUMULADA NO ANO (EM %) ALIMENTOS 3,9 2,0 BORRACHA E PLÁSTICO -6,0 -7,9 INDÚSTRIAS DE TRANSFORMAÇÃO -4,2 -7,8 MÁQUINAS, APARELHOS E MAT. ELÉTRICOS 4,5 -7,6 MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS -5,4 -13,7 METALURGIA -15,1 -8,2 MINERAIS NÃO-METÁLICOS -13,8 -11,9 PAPEL E CELULOSE -3,7 2,0 PRODUTOS DE MADEIRA -2,1 0,2 PRODUTOS DE METAL -21,2 -11,5 PRODUTOS TÊXTEIS -3,3 -7,0 VEÍCULOS -9,0 -17,0 VESTUÁRIO -3,7 -8,7 FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e IBGE
9 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL VENDAS INDUSTRIAIS SANTA CATARINA DESEMPENHO SETORIAL - Variações reais (em %) As vendas industriais têm apresentado comportamento estável nos últimos meses, porém em patamar inferior ao de anos anteriores. Os segmentos mais afetados pela crise no Estado são Produtos de Metal e Móveis, mas a variação mensal do último período indica um melhor desempenho nos setores de Móveis, Plástico, Têxtil e Minerais não-metálicos. COMPORTAMENTO DAS VENDAS INDUSTRIAIS SC E BR A Índice de base fixa – média 2006=100 95,46 COMPORTAMENTO DAS VENDAS INDUSTRIAIS DE SC OUT 2016 / SET 2016 OUT 2016 / OUT 2015 JAN-OUT 2016 / JAN-OUT 2015 -1,8% -13,1% -10,8% FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e CNI
10 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA INDUSTRIAL DE SANTA CATARINA O nível médio de utilização da capacidade produtiva da indústria de Santa Catarina ficou em 79,5% no mês de outubro, valor inferior ao de setembro (80%). A média no ano está em 80,4%, valor 1,1 ponto percentual menor que em iguais meses de 2015. Segundo os industriais catarinenses, a utilização da capacidade produtiva está abaixo do normal para o período e os estoques elevados. PERCENTUAL MÉDIO DE UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA NA INDÚSTRIA DE SC UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA EM RELAÇÃO AO NORMAL PARA O PERÍODO (PONTOS) 79,5 OUT 2016 UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA – OUTUBRO 2016 NÍVEL DOS ESTOQUES EM RELAÇÃO AO PLANEJADO (PONTOS) SC 79,5% BRASIL 77,9 % FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e CNI
11 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL PRODUÇÃO INDUSTRIAL – VENDAS – UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE INSTALADA (UCI) Média de 2014 = 100 Em geral, as vendas oscilam mais, pois dependem de fatores externos e de menor perenidade empresarial. Em contrapartida, o indicadores de produção mantêm um comportamento semelhante, já que apresentam natureza próxima, como é o caso da Produção Industrial e da Utilização da Capacidade Instalada (UCI). Estes, após uma tendência de queda desde 2014, começam a mostrar sinais de estabilização, variando pouco em 2016. FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e IBGE
12 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL EMPREGO INDUSTRIAL MENSAL SALDO DE EMPREGOS DA INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO EM SANTA CATARINA A Indústria de Transformação Catarinense mantém o posto de maior geradora de empregos do Brasil em outubro de A redução de 776 postos de trabalho no setor do Estado não fez com que Santa Catarina perdesse a liderança no saldo acumulado do ano, que totalizou empregos. Têxtil (271) e Indústria da Madeira e do Mobiliário (151) apresentam os maiores saldos positivos mensais. FONTE: Observatório da Indústria Catarinense e MTPS-CAGED VARIAÇÃO DE JANEIRO A OUTUBRO DE 2016, RELATIVO AO MONTANTE TOTAL DE EMPREGO BORRACHA, FUMO, COUROS E IND. DIVERSAS ANÁLISE COMPARATIVA SC/BRASIL 0,79 -1,87 SC BR ALIMENTOS E BEBIDAS 0,75 -0,09 2,34 -0,48 CALÇADOS 13,64 8,12 MADEIRA E MÓVEIS 1,66 -3,61 MATERIAL DE TRANSPORTE -4,13 -7,65 MAT. ELÉTRICO E DE COMUNICAÇÕES 0,22 -3,66 MECÂNICA -2,92 -4,79 METALURGIA 1,87 -4,85 MINERAIS NÃO-METÁLICOS -4,73 -5,72 PAPEL, PAPELÃO, EDITORIAL E GRÁFICA 1,30 -3,07 QUÍMICA, FARMACÊUTICA E OUTROS 0,39 0,26 INDÚSTRIA DE TRANSFORMAÇÃO TÊXTIL E VESTUÁRIO 3,85 -0,33 SALDO DE OUTUBRO E SALDO ACUMULADO DE JANEIRO A OUTUBRO DE 2016
13 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL SALÁRIOS – HORAS TRABALHADAS O comportamento dos indicadores Total de salários pagos e horas trabalhadas revelam uma tendência de queda desde 2014, reflexo do período de recessão econômica e incerteza política. Sinalizam o desaquecimento da produção industrial, sendo necessárias menos horas de trabalho para atender às demandas (o que impacta diretamente na soma das remunerações). Em 2016, o emprego atingiu valor mínimo na série, ganhando fôlego a partir de então, especialmente no último semestre. OUT/SET Jan-Out/Jan-Out 0,5% -8,4% 0,3% -8,3% (Os salários e as horas trabalhadas são representadas por índices com base 2014 = 100. O emprego compreende o saldo com ajuste sazonal) * Valores deflacionados pelo IPCA FONTE: Observatório da Indústria Catarinense
14 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL COMÉRCIO EXTERIOR O desempenho positivo das exportações em outubro, no entanto, ainda não foi suficiente para melhorar o resultado acumulado no ano, que continua apresentando declínio (-3,5%) na comparação anual, embora tal declínio venha sendo diminuindo ao longo dos últimos meses. As importações do Estado também avançaram no mês (14,9% em comparação com outubro de 2015), perfazendo US$ 972,6 milhões, enquanto que as brasileiras continuaram apresentando trajetória descendente (-19,1%). Em outubro, as exportações catarinenses somaram US$ 608,6 milhões. Em comparação com o mesmo mês do ano anterior, este montante representou um aumento de 12,6%, enquanto que as exportações brasileiras foram reduzidas em 14,5%. Na comparação com o mês de setembro, as exportações do Estado declinaram em 5,8% - queda inferior à das exportações brasileiras, de 13,1%. Fonte: : Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
15 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL COMÉRCIO EXTERIOR – SALDO COMERCIAL Dentre os dez principais Estados exportadores no mês, Santa Catarina se destaca como o único que obteve crescimento no montante exportado. Pelo lado das importações, o Estado mantém a posição de quarto importador nacional, com 8,5% de participação nas importações do Brasil. No mês de outubro, observou-se um déficit comercial de US$ 364 milhões no Estado, seguindo a tendência observada desde o mês de abril do corrente ano. Por outro lado, o desempenho positivo das exportações permitiu ao Estado chegar à posição de sétimo exportador nacional, com 4,4% de participação nas exportações brasileiras. Fonte: : Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
16 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL COMÉRCIO EXTERIOR - EXPORTAÇÕES Principais Destinos da Exportação em Outubro 1º Estados Unidos 61,3% 2º China 141,6% 3º Argentina -11,2% 4º Holanda 18,6% 5º México 16,0% Principais Produtos Exportados em Outubro 1º Carnes de aves 20,6% Em outubro, destacaram-se de forma positiva sobretudo as exportações destinadas aos Estados Unidos e à China – nossos dois principais parceiros comerciais -, que aumentaram em 61,3% e 141,6%, respectivamente. Dentre os dez principais destinos das exportações catarinenses no mês, declinaram apenas a Argentina (-11,2%), o Japão (-23,0%) e a Alemanha (-10,7%). Dentre os produtos, o destaque vai para o aumento das exportações de soja e de carne suína, principalmente para a China, bem como para automóveis, motores e geradores elétricos, madeira e obras para carpintaria, sobretudo para os Estados Unidos. 2º Carne suína 42,0% 3º Automóveis * 4º Motores e Geradores Elet. 6,2% 5º Partes para motores -15,5% * Crescimento superior a 1000%. O exponencial crescimento das exportações de automóveis para os E.U.A. decorreu do acordo formalizado entre este país e a unidade da BMW de Araquari, que prevê a exportação de 10 mil veículos até o final do ano. Fonte: : Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
17 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL COMÉRCIO EXTERIOR - EXPORTAÇÕES No acumulado do ano de 2016, a principal contribuição para a queda nas exportações catarinenses veio dos produtos de alta tecnologia, que declinaram 23,1% na comparação anual, embora tenham representado apenas 0,6% do total exportado no período. A única categoria que apresentou crescimento no montante exportado foi a de produtos de baixa tecnologia. Embora tal aumento seja pequeno (0,8%), estes produtos foram responsáveis por mais de 50% do total exportado pelo Estado. Em termos de setores das contas nacionais, a maior parte das exportações catarinenses no período foi composta por bens intermediários (42,6%). Esta categoria apresentou declínio na comparação anual. Por outro lado, as exportações da categoria de bens de consumo – responsável por 41,1% das exportações no período – aumentaram 7,4%. Também declinaram as exportações de bens capital e, em maior magnitude, de combustíveis e lubrificantes, embora este grupo seja responsável por menos de 1% das exportações do Estado. Fonte: : Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
18 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL COMÉRCIO EXTERIOR - IMPORTAÇÕES Principais Origens da Importação em Outubro 1º China 6,4% 2º Argentina 32,5% 3º Chile 14,9% 4º Estados Unidos -0,1% 5º Alemanha 5,9% Principais Produtos Importados em Outubro Embora as importações catarinenses no mês de outubro tenham aumentado em relação ao mesmo mês do ano anterior, este valor ainda é consideravelmente inferior ao observado no ano de 2014. Em outubro de 2016, aumentaram sobretudo as importações provenientes da Argentina – que cresceram mais de 30% na comparação anual –, principalmente de milho e de polímeros de etileno. Dentre os produtos importados, também é destaque o aumento das importações de cobre – notadamente do Chile – e de fios de filamentos sintéticos, principalmente da Índia, Taiwan e Vietnã. 1º Cobre 34,2% 2º Polímero de etileno 6,9% 3º Fios de filamentos sintéticos 77,9% 4º Milho * 5º Fios de fibras artificiais descont. 53,9% * Crescimento superior a 1000% Fonte: : Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
19 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL COMÉRCIO EXTERIOR - IMPORTAÇÕES No acumulado de 2016, contribuíram para a queda nas importações catarinenses principalmente os produtos de baixa e média-baixa tecnologia. Juntas, estas categorias foram responsáveis por cerca de 45% das importações do Estado no período. Houve aumento apenas na importação de produtos não industriais, responsáveis por menos de 5% das importações catarinenses. O grupo de produtos intermediários, responsável por 58% das importações, apresentou queda de 18,7% na comparação anual. Os bens de consumo, que representam 23,3% das importações, foram os principais responsáveis pela queda no montante importado, com declínio de 28,8% na comparação anual. Fonte: : Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
20 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL PERSPECTIVAS A pesquisa Sondagem Industrial de Santa Catarina mostrou, em outubro, otimismo para os próximos seis meses em relação às exportações e estabilidade para o emprego. Segundo os empresários, o crescimento da demanda será tímido, já que a expectativa está menos otimista comparada aos meses anteriores. O índice de intenção de investimento industrial apresentou pequeno avanço de setembro para outubro, ficando em 50,1 pontos, puxado basicamente pelas grandes empresas. PERSPECTIVAS DA INDÚSTRIA PARA OS PRÓXIMOS SEIS MESES (PONTOS) INTENÇÃO DE INVESTIR NOS PRÓXIMOS SEIS MESES (PONTOS) O Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Valores acima de 50 indicam expectativa de crescimento e abaixo de 50, perspectiva de queda. Indicador varia no intervalo de 0 a 100. Quanto maior o índice, maior é a intenção de investir. Fonte: Observatório da Indústria Catarinense.
21 50,2 53,2 46,6 56 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL ÍNDICE DE CONFIANÇA DO INDUSTRIAL CATARINENSE O otimismo permanece, mas em intensidade menor. O Índice de Confiança do Empresário Industrial Catarinense (ICEI) da Indústria de Construção e de Transformação alcançou 52,8 pontos em novembro, ficando abaixo dos 53,1 registrados em outubro. O indicador da indústria da Construção se situou em 50,2 pontos, revelando melhora frente o mês anterior (46,2), o que representa uma expectativa otimista . O da indústria de transformação, apesar de indicar confiança (53,2), baixou 1,1 ponto percentual em relação ao do mês anterior. PONTOS NOV 52,8 CONSTRUÇÃO TRANSFORMAÇÃO 50,2 53,2 O Índice varia no intervalo de 0 a 100. Acima de 50 pontos indica confiança e abaixo, falta de confiança na economia. PONTOS PONTOS CONDIÇÕES ATUAIS EXPECTATIVAS 46,6 56 PONTOS PONTOS Fonte: Observatório da Indústria Catarinense
22 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL SONDAGEM INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO DE SANTA CATARINA UTILIZAÇÃO DA CAPACIDADE DE OPERAÇÃO (UCO) NÍVEL DE ATIVIDADE EM RELAÇÃO AO USUAL PARA O PERÍODO (PONTOS) SETEMBRO 59% OUTUBRO 57% EXPECTATIVA PARA OS PRÓXIMOS 6 MESES A indústria da Construção de Santa Catarina passa por um período de atividade inferior ao usual para o período. As expectativas, embora melhores que no mês anterior, não garantem uma retomada no curto prazo. Fonte: Observatório da Indústria Catarinense
23 DESEMPENHO INDUSTRIALDEZEMBRO 2016 DESEMPENHO INDUSTRIAL ÍNDICE DE CONFIANÇA DO INDUSTRIAL CATARINENSE E INTENÇÃO DE INVESTIR NOS PRÓXIMOS SEIS MESES As séries do Índice de Confiança do Industrial Catarinense e Intenção de Investir têm tido comportamento similar desde No período onde a recessão brasileira se aprofundou, ambos apresentaram comportamento de queda. Atualmente, a simetria no comportamento dos indicadores também se comprova, porém a intenção de investir reage com menor intensidade. A existência de capacidade instalada inutilizada explica a postergação do investimento. 52,8 50,1 Fonte: Observatório da Indústria Catarinense
24 CENÁRIO INTERNACIONALDEZEMBRO 2016 CENÁRIO INTERNACIONAL Relações Comerciais Santa Catarina – Estados Unidos e o possível “Efeito Trump” Historicamente, os Estados Unidos são o mais proeminente parceiro comercial de Santa Catarina. Desde 1997, o país figura como o principal destino de nossas exportações, sendo responsável, naquele ano, por cerca de 17% do total exportado do Estado. Esta participação chegou a quase 27% no ano de 2002 e, em 2016 (no acumulado de janeiro a outubro), alcançou 16%. O país também aparece como uma das principais origens das importações catarinenses. Atualmente, cerca de 7,3% do montante importado pelo estado tem origem neste país. A balança comercial catarinense com os Estados Unidos é historicamente superavitária – à exceção do ano de A partir do ano de 2009, porém, dado o significativo crescimento de nossas importações deste país, houve uma redução no superávit. Até 2015, os principais produtos exportados eram bombas de ar, partes para motores e motores elétricos, bem como móveis e demais produtos de madeira. A partir de 2016, os automóveis passaram a figurar como o principal produto catarinense exportado para o país. Já os principais produtos importados são bens intermediários, sobretudo do setor de químicos e plásticos, como polímeros de etileno e carbonatos, além de coques de petróleo e alguns produtos acabados como automóveis
25 CENÁRIO INTERNACIONALDEZEMBRO 2016 CENÁRIO INTERNACIONAL Possíveis impactos para o Brasil e Santa Catarina De qualquer modo, a política a ser praticada por Trump deve afetar o Brasil e Santa Catarina. Ainda que o Brasil não esteja entre as prioridades na gestão do presidente eleito, que se voltará principalmente às relações comerciais com a China, com o NAFTA e com os países do Acordo Transpacífico, o país deve sofrer os efeitos colaterais de uma política econômica mais protecionista. Uma visão mais otimista pode apontar que as relações comerciais Brasil-Estados Unidos pouco se afetarão, assim como as relações de comércio exterior brasileiras com o mundo. Em um gesto político, o atual presidente Temer desejou êxito ao novo presidente norte-americano e também afirmou que as relações comerciais entre os dois países não devem sofrer mudanças. Por outro lado, especialistas apontam que a economia brasileira pode sofrer fortes alterações. Uma das possíveis mudanças diz respeito ao agronegócio brasileiro, que pode perder parte do mercado para os norte-americanos, uma vez que o republicano teve apoio de produtores agrícolas norte-americanos, os quais almejam políticas que incentivem a produção agrícola no país. Assim, a pauta de exportação brasileira seria afetada não apenas pela menor demanda norte-americana, como também pelo efeito de preços no mercado internacional. Em relação ao câmbio, viu-se uma rápida apreciação do dólar em um movimento de aversão ao risco, principalmente em relação às moedas de países emergentes. Além disso, o mercado mantém-se apreensivo sobre uma provável elevação da taxa de juros americanas em dezembro. Mais do que nunca, o Brasil precisa adotar medidas voltadas às reformas tributárias e de infraestrutura, concluir acordos comerciais e facilitar a realização de negócios e investimentos para ganhar competitividade, conquistar segurança jurídica e garantir posição no comércio internacional. Donald Trump surpreendeu mais uma vez ao se eleger presidente dos Estados Unidos no dia 09 de novembro de 2016, contrariando a maioria das previsões. Certamente a eleição do notável candidato republicano causará mudanças importantes nas relações diplomáticas e econômicas mundiais. Conjunto ao plebiscito que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia e à rejeição do acordo de paz com as Farc, a eleição de Trump aponta para um cenário internacional mais conservador. Ainda que o partido Republicano seja tradicionalmente visto como defensor do ideário liberal, Donald Trump utilizou do protecionismo econômico como elemento central em sua candidatura. Com essa estratégia, o republicano prometeu preservar as empresas norte-americanas e recuperar os empregos e o crescimento econômico do país. De um lado, a configuração de um congresso majoritariamente republicano pode ser mais um aliado para implementar suas principais propostas de governo, contudo, caso o congresso republicano decida seguir o ideário liberal do partido, poderá haver oposição às medidas de protecionismo de Trump. Estima-se a retomada a longo prazo da força industrial americana, bem como políticas voltadas aos incentivos fiscais e creditícios para atrair investidores estrangeiros objetivando gerar emprego e recuperar a economia, que hoje está em fase moderada de recuperação. Medidas de defesa comercial também poderão ser intensificadas de modo a proteger a indústria nacional americana.
26 CENÁRIO INTERNACIONALDEZEMBRO 2016 CENÁRIO INTERNACIONAL TAXA DE CRESCIMENTO DO PIB ESPERADA PARA 2017 Fonte: Observatório da Indústria Catarinense e FMI
27 Media das expectativasDEZEMBRO 2016 PERSPECTIVAS PERSPECTIVAS EXPECTATIVA DO IPCA | PRÓXIMOS 12 MESES O Relatório Focus é um documento organizado pelo Banco Central, que divulga projeções de economistas de bancos, corretoras, agências de câmbio e outros participantes do mercado financeiro e do setor empresarial. Esses dados são utilizados na avaliação dos riscos e retornos dos investimentos, de modo que podem ser vistos como um termômetro da economia. 5,02 Nos últimos boletins tem-se percebido a melhora das expectativas para diversos indicadores, reflexo de uma melhora na instabilidade política e a sinalização de novas medidas econômicas. EXPECTATIVAS DO PIB SETORIAL - FOCUS AGROPECUÁRIA INDÚSTRIA SERVIÇO -1,57% -3,39% -2,82% EXPECTATIVAS FOCUS – 02/12/2016 EXPECTATIVA DE CRESCIMENTO DO PIB - PRÓXIMOS 12 MESES Media das expectativas Valor Atual Expectativa 2016 Expectativa 2017 1,30 Produção Industrial -8,30% -6,50% 1,05% PIB -2,87% -3,43% 0,80% IPCA 7,87% 6,69% 4,93% Selic Meta 13,75% 13,75% 10,50% -3,22 Taxa de Câmbio - Média período (R$/US$) 3,34 3,46 3,41 Fonte: Observatório da Indústria Catarinense e MDIC
28 A RETOMADA DO CRESCIMENTO PASSA PELA INDÚSTRIANALDEZEMBRO 2016 A RETOMADA DO CRESCIMENTO PASSA PELA INDÚSTRIANAL Na comparação do segundo trimestre de 2016 com o anterior, dois componentes mostraram desempenho positivo na desagregação do PIB brasileiro: o setor industrial e a Formação Bruta de Capital Fixo (indicador que registra a ampliação da capacidade produtiva futura). Esse desempenho de ambos os componentes sinaliza uma possível retomada do crescimento via aumento da capacidade produtiva da indústria. Para que essa expectativa se confirme, contudo, são necessários diversos outros fatores que atualmente estão limitando a retomada do crescimento brasileiro. No cenário externo, as incertezas ainda são grandes e fazem com que a taxa de câmbio se mantenha apreciada. Em outubro, isso estimulou o aumento das importações e não chegou a deprimir as exportações, que inclusive apresentaram crescimento na comparação com o mesmo mês de No cenário interno, as reformas nos âmbitos fiscal, previdenciário e tributário precisam sair do papel, de modo a estimular efetivamente o setor produtivo e incentivar novos investimentos. No balanço do ano, ainda teremos um desempenho muito aquém do potencial brasileiro e catarinense, resultados que ainda são reflexos da recessão iniciada em Os níveis de atividade e emprego que tínhamos em 2014 só serão vistos novamente no decorrer dos próximos anos, dependendo da velocidade da recuperação. Ainda assim, destaca-se que o novo cenário que se desenha tem o potencial de ser construído sobre bases mais sólidas, pois deriva da realização de investimentos e do aumento da produção industrial nacional. Desde a recessão de 2008, o crescimento da economia brasileira esteve pautado fortemente na demanda interna, incentivado pelas políticas de crédito, programas sociais, desonerações tributárias e pelo aumento do salário mínimo. Com as crises fiscal e política deflagradas principalmente no início de 2015, impôs-se a necessidade de redução dos incentivos e dos gastos para ajustar as contas públicas. Somado à turbulência do cenário interno, o tímido crescimento do PIB mundial e o desaquecimento da economia chinesa inviabilizaram uma possível compensação via comércio exterior, limitando os efeitos das exportações como estímulo econômico.. Assim, não há expectativas de que a economia venha a ser novamente alavancada pelo governo ou pela demanda externa. Portanto, a retomada do crescimento econômico brasileiro passa primordialmente pelo resgate da confiança dos industriais e, consequentemente, pela geração de novos investimentos, o que deve impulsionar a produção do país e aquecer o mercado interno. Nesse cenário, destaca-se a melhora dos indicadores que refletem a movimentação da atividade econômica futura, tais como o índice confiança do industrial na economia e a intenção de investir nos próximos meses, ambos com sensível aumento a partir de abril e junho deste ano. Essa melhora na expectativa quanto ao futuro indica que o mercado está mais confiante na gradual superação dos efeitos da crise política, tanto pelos reflexos da desaceleração da inflação (e consequente redução da taxa de juros) quanto pela sinalização do governo com relação aos ajustes a serem implementados, tais como a redução dos gastos públicos e a reforma da previdência.
29 Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESCREALIZAÇÃO Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina – FIESC PRESIDENTE Glauco José Côrte 1º VICE-PRESIDENTE Mario Cezar de Aguiar DIRETORIA DE DESENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL E INDUSTRIAL Carlos Henrique Ramos Fonseca RESPONSABILIDADE TÉCNICA Observatório da Indústria Catarinense - FIESC EQUIPE RESPONSÁVEL PELA ANÁLISE Carolina Silvestri Cândido – Doutoranda em Economia UFRGS Daniele Neuberger – Doutoranda em Economia UFSC Edilene Cavalcanti dos Anjos – Economista UFSC Henrique Reichert – Doutorando em Economia UFSC Liana Bohn – Doutoranda em Economia UFSC Márcia Camilli – Mestre em Economia UNISUL Sidnei Manoel Rodrigues – Mestre em Administração UFSC Sílvia Verônica Vilarinho Couto – Doutoranda em Economia UFSC