Administração Estratégica

1 Administração EstratégicaConceitos iniciais Prof. Ms. L...
Author: Tomás Taveira de Miranda
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1 Administração EstratégicaConceitos iniciais Prof. Ms. Leandro Somma

2 PARTE I: Conceitos iniciaisObjetivo: oferecer uma visão geral sobre a origem da estratégia e sua aplicação no mundo dos negócios.

3 Dimensão Temporal “O tempo não pode ser controlado, apenas gerenciado. Então, tudo o que nos resta é saber o que fazer com o tempo que nos resta”.

4 Futuro estratégico Evolução e incerteza...palavras de ordem da humanidade. Para as organizações, planejar tornou-se condição essencial para melhores resultados. Aqueles que não fizeram ou fizeram errado, ficaram pelo caminho...

5 Primeiras aplicações e conceitos estratégicosPassado estratégico Primeiras aplicações e conceitos estratégicos

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7 Origem de tudo

8 As constantes lutas e batalhas e o conceito de pensar antes de agir.Origem de tudo As constantes lutas e batalhas e o conceito de pensar antes de agir. A condução das guerras passou a ser planejada com antecipação: Maior ganho e resultados. Surge o termo "estratagema“ - treta ou ardil para conseguir uma vantagem através da surpresa.

9 Segundo o estadista francês Georges Clemenceau, a guerra é um negócio muito importante para ser deixada para os soldados.

10 Origem de tudo nas empresasSegunda fase da revolução industrial: termo passou a ser empregado administrativamente Em tempos remotos, a abordagem era rudimentar acerca da estratégia - estava quase sempre voltada para o controle de empregados. Mais recentemente - a estratégia passou a ocupar um espaço significativo e a fazer parte de um dos temas mais debatidos na organização.

11 Origem de tudo nas empresasAo levar o conceito de estratégia para a área empresarial, percebe-se que não basta um propósito ou boa disposição para concretizar uma situação futura. É necessário elaborar planos, estabelecer políticas, definir caminhos a serem percorridos, efetivar ações para viabilizar esses desejos. Ou seja, eliminar o conceito de sorte!

12 Retenção Quais as principais dificuldades encontradas para a transposição desses conceitos de estratégia para as práticas cotidianas na sua área?

13 PARTE II: Necessidade e a importância de estratégiasObjetivo: Ressaltar a importância da Gestão Estratégica dentro do contexto de negócios

14 Estratégias de sobrevivênciaAnimais em Ação Estratégias de sobrevivência

15 PENSAR ESTRATÉGICO - NECESSIDADE HUMANA No passado reis, governantes ou administradores sempre tiveram necessidade de decidir antecipadamente: Quais os rumos ou cursos de ação seguir (o quê) De que forma fazer (como) A intenção do seu domínio (porque) Porém, nem sempre fica claro a questão do tempo (quando) principalmente em épocas mais remotas.

16 PENSAR ESTRATÉGICO - NECESSIDADE HUMANA O grande motor dessa evolução rápida foi o crescente nível de exigências das empresas Nos últimos anos, os executivos passaram a viver mais intensamente a dimensão do problema da definição das estratégias de suas empresas – como lidar com uma séria de eventos – dentre eles a concorrência - de modo produtivo.

17 Competição e estratégiaQuando duas espécies quaisquer competiam por um recurso essencial, mais cedo ou mais tarde, uma delas deslocava a outra e, na ausência de recursos compensadores que mantivessem um equilíbrio estável, proporcionando a cada um uma vantagem em seu próprio território, somente uma das duas sobreviveria. Henderson (apud Fernandes, 2005)

18 Competição e estratégiaDaí surge a questão: com tantos concorrentes no mercado, como planejar a melhor estratégia de apresentação de uma empresa? Video: Cemitério Jardim da Eternidade

19 Competição e estratégiaOutra questão: como definir a linha tênue entre aquilo que é permitido ou não fazer? Vídeo: Amizade a prova: Entrevista de emprego Pepsi

20 PARA PENSAR… “Nós temos somente duas fontes de vantagem competitiva: a capacidade de aprender mais sobre nossos clientes, mais rápido que nossos concorrentes e a capacidade de transformar esse conhecimento em ações, mais rápido que nossos concorrentes”. (Frank Welch, CEO da GE)

21 IMPORTÂNCIA DA GESTÃO ESTRATÉGICA

22 FATORES DE RELEVÂNCIA Assumir o controle sobre as ações da empresa:A Estratégia estabelece meios e instrumentos de controle para encaminhar a organização à sua meta. Enxergar as oportunidades: O pensamento estratégico sinaliza as oportunidades de negócio quando nos convida a olhar além.

23 FATORES DE RELEVÂNCIA Aproveitar para agir:Orientação de esforços ativos para romper a inércia. Introduzir a disciplina de pensar a longo prazo: O pensamento estratégico, quando sistematizado, incute na organização o hábito de se pensar a longo prazo (algo além do aqui e agora).

24 FATORES DE RELEVÂNCIA Desenvolver um processo educacional e incentivar a interação e a negociação: Enriquecer seu entendimento e incentivar o pensamento alternativo em sintonia com os propósitos gerais. Mobilizar recursos para objetivos comuns: A estratégia comum, entendida e compartilhada ajuda a unificar os esforços da organização.

25 FATORES DE RELEVÂNCIA Investir na capacidade de interpretação das pessoas: É preciso mobilizar esforços que favoreçam o processo de entendimento das estratégias.

26 Retenção Gestão Estratégica pode ser considerada Meio ou Fim para uma organização?

27 PARTE III: Desafios para a estratégiaObjetivo: Analisar os principais desafios a serem superados para a implantação efetiva da gestão estratégica.

28 Para pensar A Arte da Guerra“Aquele que conhece o inimigo e a si mesmo lutará cem batalhas sem perigo de derrota; para aquele que não conhece o inimigo, mas conhece a si mesmo, as chances para a vitória ou para a derrota serão iguais; aquele que não conhece nem o inimigo e nem a si próprio, será derrotado em todas as batalhas”. Sun Tzu

29 Contexto A maioria das MPEs acredita não precisar da presença de um administrador em tempo integral ou de uma estrutura administrativa claramente definida para alcançar seus propósitos. Segundo Drucker (1981, p.221), “uma empresa é do tamanho da estrutura administrativa que necessita”.

30 Qual a Metodologia? A partir da análise das especificidades de cada negócio, torna-se necessário desenvolver metodologias direcionadas a suprir deficiências de gestão estratégica, geralmente inerentes a esses tipos de empresa.

31 “Ar no pulmão” Porter (1995) afirma que quanto menor a empresa, mais importante é a estratégia. Isto porque as empresas menores, ao contrário das maiores, são mais sensíveis às variações de mercado e, por isso, precisam perceber o ambiente competitivo com maior clareza e rapidez para garantir a sobrevivência nos negócios.

32 Realidade das MPEs? As empresas geralmente atuam num cenário em que, cada vez mais: o ambiente é volátil os concorrentes são vorazes, pois os recursos são escassos os consumidores são exigentes Os desafios a serem superados são cada vez maiores, principalmente quando nem todos os gestores se mostram capazes de lidar com o pensamento estratégico.

33 Video: Coca e Pepsi se unem em comercial polêmicoUma coisa é certa... Se não estivermos fazendo a nossa parte usando a estratégia, com certeza nosso concorrente estará! Video: Coca e Pepsi se unem em comercial polêmico

34 Vale lembrar que o mercado está cheio...Com tamanhos e estratégias diferentes, brigando por cada pedacinho de mercado...

35 A grande empresa engolia a pequena.Antigamente... A grande empresa engolia a pequena.

36 A empresa rápida engole a lerda.Hoje... A empresa rápida engole a lerda.

37 O que é REALIDADE? Aqueles que ficam deitados, descansando sobre os resultados obtidos, correm sério risco de perder seus clientes...e o mercado.

38 Receita para o FRACASSO

39 Desafios para a estratégiaVISÃO GLOBAL Considerar todos os fatos relevantes. VISÃO SISTÊMICA Observar o fluxo de todas as atividades. RACIOCÍNIO SINTÉTICO As estratégias são geralmente, idéias curtas. RACIONALIDADE A estratégia deve ser baseada na razão. AUDÁCIA E CONSERVADORISMO O segredo é o equilíbrio e a análise do momento.

40 O Desafio da Gestão: Execução de estratégias adequadasEfetividade Organizacional Execução Retroalimentação

41 CAUSAS DE INSUCESSO NA IMPLANTAÇÃO DAGESTÃO ESTRATÉGICA BAIXO ENVOLVIMENTO DAS PARTES INTERESSADAS FALTA DE ADERÊNCIA ENTRE O PLANO ESTRATÉGICO E SEUS DESDOBRAMENTOS FALTA DE COMPROMETIMENTO DA ALTA ADMINISTRAÇÃO AUSÊNCIA DE SISTEMAS DE MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO BARREIRAS NA IMPLEMENTAÇÃO DOS PROCESSOS DE PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO

42 Peça de quebra-cabeças?Adaptado de Villas-Boas, 2000 – professor da UFRJ

43 Explícita ou implícita?Todas as empresas têm estratégias que, por diversas razões, podem permanecer total ou parcialmente implícitas. Com efeito, em muitas empresas, a formação e o desenvolvimento da estratégia estão ligados não ao planejamento formal, mas ao pensamento estratégico - visão empresarial criativa da empresa e do meio envolvente - ou ao processo decisório que representam respostas efetivas à oportunidades e problemas inesperados.

44 Explícita ou implícita?Se partirmos da ideia de estratégias explícitas: Planos e documentos escritos são, provavelmente, as fontes fundamentais a analisar. Se o que interessa são as estratégias efetivamente seguidas: Mesmo na ausência dos planos, estamos diante de estratégias implícitas que podem ser deliberadas ou emergentes.

45 Explícita ou implícita?A falta de explicitação não significa, portanto, a ausência de estratégia, mas pode impor alguns limites: Pouca ou nenhuma divulgação aos envolvidos; Dificuldade de claro entendimento; Executor como mero coadjuvante; Pode morrer junto com o proprietário.

46 Retenção Que ações podem ser desenvolvidas para elevar o nível de comprometimento da força de trabalho com as estratégias a serem seguidas pela empresa?

47 O maior Desafio ? A ESSÊNCIA DA ESTRATÉGIA É FAZER ESCOLHAS DIFÍCEIS SOBRE O QUE É POSSÍVEL, E CRIAR INTELIGENTEMENTE NOVAS OPORTUNIDADES A PARTIR DE RECURSOS LIMITADOS.

48 PARTE IV: O planejamentoObjetivo: apresentar o planejamento como ferramenta de antecipação e alcance de resultados.

49 Planejamento Atividade permanente e contínua, que se desenvolve de modo ordenado e racional, sistematizando um processo de tomada de decisões, com vista ao alcance de objetivos que permitirão otimizar a futura posição da instituição, a despeito de mudanças aleatórias ou organizadas no meio ambiente futuro.

50 Fases do Planejamento I - EXAME DA SITUAÇÃO:levantamento da situação dos ambientes externo e interno. (“Quem somos? Onde estamos?”)  II - REFLEXÃO E DECISÃO: definição dos objetivos a alcançar e dos caminhos (estratégias) a usar. (“O que fazer? Como?”)  III - ELABORAÇÃO DE PLANOS: elaboração do plano de ação, com previsão de metas, recursos e prazos. (“O que? Onde? Quem? Quando?”)  IV - DESENCADEAMENTO DA AÇÃO: implementação das ações definidas na etapa anterior.  V - SUPERVISÃO E CONTROLE: avaliação dos resultados das ações e fornecimento de feedback.

51 Posturas de PlanejamentoREATIVA Postura do esperar para ver o que pode vir a ocorrer Reação às mudanças Retorno à situação prévia INATIVA Visão conservadora Mudanças são ilusórias, superficiais e temporárias Busca da estabilidade e sobrevivência PRÓ-ATIVA Mentalidade de fazer acontecer o que se deseja Adoção de metas inovadoras Treinamento constante Capacitação dos tomadores de decisão PRÉ-ATIVA Aproveitamento das oportunidades Preparação para enfrentar ameaças Filosofia da otimização

52 Dimensões do PlanejamentoHUMAN WARE HARD SOFT Análise do Comporta- mento Análise da Infraestrutura Trabalho FRAQUEZAS FORÇAS

53 Desdobramento do PlanejamentoOportunidades Fraquezas Ameaças Forças Visão Fatores Críticos de Sucesso Missão Competências Essenciais ESTRATÉGICO Visão Estratégica PLANEJAMENTO Análise do Negócio Software Hardware Humanware Dimensões Planos de Ação TÁTICO Perspectivas Indicadores Balanceados

54 Ótica futura do PlanejamentoPRESENTE (Aprendizado pontual) FUTURO (Aprendizado contínuo) Revisão dos tópicos estratégicos (20%) Fornecer input para tópicos estratégicos que estão sendo trabalhados atualmente Dialogar sobre performance explicar anomalias sugerir soluções identificar tópicos Identificar tópicos estratégicos para descrição na próxima reunião do grupo Revisar performance dos dados Revisão dos tópicos estratégicos (60%) Discutir implicações no negócio (40%) Discutir implicações (30%) Revisar performance (40%) Revisar performance (10%) REUNIÕES MENSAIS ACOMPANHAMENTO DE RESULTADOS ENTRE AS REUNIÕES REUNIÕES ESTRATÉGICAS TRIMESTRAIS

55 Perigo no planejamento

56 Bibliografia consultadaAMERINO, Raposo Filho. Dimensões da estratégia: evolução do pensamento estratégico. Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro, 1990. BETHELEM, A. Estratégia empresarial: conceitos, processos e administração estratégica. 3. ed. São Paulo: Atlas: 1999. CERTO, Samuel; PETER, J. Paul. Administração estratégica. São Paulo: Makron Books, 1993. DRUCKER, Peter. Prática da administração de empresas. São Paulo: Pioneira, 1981. FERNANDES, Bruno Henrique Rocha. Administração estratégica. São Paulo: Saraiva, 2005. PORTER, Michael. Quanto menor a empresa mais importante a estratégia. Qualidade total. Mar.,p.12, 1995. TAVARES, Mauro Calixta. Planejamento estratégico – a opção entre sucesso e fracasso empresarial. São Paulo: Harbra, 1991. TZU, Sun. A arte da guerra. São Paulo: Record, 2001. WRIGHT, Peter L. et al. Administração estratégica: conceitos. São Paulo: Atlas, 2000.