AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

1 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA ...
Author: Diana di Azevedo Macedo
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1 AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

2 DEFINIÇÃO Diferente de testagem e da criação de instrumentos e técnicas; Possibilita a integração entre teoria e prática e, consequentemente, que as teorias possam ser testadas, aprimoradas, contribuindo para a evolução do conhecimento na Psicologia “É uma atividade mais complexa e constituiu-se na busca sistemática de conhecimento a respeito do funcionamento psicológico das pessoas, de tal forma a poder orientar ações e decisões futuras” (Primi, 2010, p 26)

3 A avaliação psicológica é um processo de construção de conhecimentos acerca de aspectos psicológicos, com a finalidade de produzir, orientar, monitorar e encaminhar ações e intervenções sobre a pessoa avaliada, e, portanto, requer cuidados no planejamento, na análise e na síntese dos resultados obtidos.

4 A Avaliação Psicológica é um processo técnico-científico de coleta de dados, realizado com pessoa ou grupos, que tem por objetivo o estudo e interpretação de informações a respeito dos fenômenos psicológicos resultantes da relação do indivíduo com a sociedade, utilizando, para tanto, de métodos, técnicas e instrumentos psicológicos (Resolução CFP 07/2003). Trata-se de um procedimento que integra informações provenientes de diversas fontes, como testes, técnicas, entrevistas, observações e análise de documentos. Por meio da Avaliação Psicológica, é possível investigar diferentes características psicológicas como emoção, afeto, cognição, inteligência, motivação, personalidade, atenção, memória, percepção, entre outros.

5 Requer Planejamento preciso e cuidadoso e de acordo com demandas e fins as quais se destinaResolução 07/2003- Condicionantes históricosociais

6 NOS TRILHOS DA HISTÓRIA DA APBusca conhecimentos a respeito do funcionamento psicológico das pessoas, de tal forma a poder orientar ações e decisões futuras Instrumentos inserem-se no processo mais amplo de avaliação psicológica

7 Área das mais antigas Área já prática “Não é simplesmente uma área técnica produtora de ferramentas profissionais, mas sim a área da psicologia responsável pela operacionalização das teorias psicológicas em eventos observáveis” (Primi, 2010) Integra teoria e prática Integra ciência e profissão Considerar a grande diversidade de estilos de pensamento Psicométrico Impressionista

8 Validação de Teorias Validação de Testes Teoria Explicações sobre fenômenos Psicológicos e suas causas Definição do construto e das interpretações dos indicadores ou escores derivados do instrumento Hipóteses e Objetivos Deduções de previsões sobre eventos da realidade Deduções de associações internas e externa Delineamento Planejamento do levantamento de dados procurando testar as explicações derivadas das deduções Planejamento dos estudos de validade testando as previsões derivadas Parte Empírica Coleta e análise dos dados Coleta e análise de dados Conclusão Falseamento ou corroboração das hipóteses explicativas e realimentação ou reformulação das teorias Falseamento ou corroboração das interpretações pretendidas para os escores ou indicadores do teste Tabela 1. Estágios da validação de teorias científicas comparada à validação de testes

9 A partir de 1990 Profusão eventos na área de AVALIAÇÃO PSISociedades científicas ASBRo: 1993 IBAP : 1997 Revista na área; 2002 Ampliação da Pós: laboratórios e linhas de pesquisa Aumento número de publicações na área SATEPSI; Certificação de instrumentos de A P- qualifica instrumentos apto ou inapto para uso

10 QUESTIONAMENTOS AVALIAÇÃO Questões Provão 2000 e 2001 foram anuladas Revista “Isto É” trouxe questão da validade de avaliação  em processos seletivos CFP buscou medidas para inibir o uso de instrumentos de má qualidade Resolução CFP nº 30/2001 Resolução CFP nº 07/2003 SATEPSI

11 Sobre a área de Avaliação Não simplesmente área aplicada, mas a área que operacionaliza as teorias psicológicas em eventos observáveis, isto é, integra teoria e prática.

12 VARIÁVEIS A SEREM CONSIDERADASNível sócio-econômico ( profissão e escolaridade dos pais. Renda familiar) Sexo Idade Nível de escolaridade Condições biopsicossociais Queixa

13 OBJETO: FEÑÔMENOS OU PROCESSOS PSIMÉTODO: CONDIÇãO PARA CONHECER OBJETIVO :DDIAGNOSTICAR, COMPRENDER CAMPO TEÓRICO: SISTEMAS CONCEITUAIS- CONEHCIMENTO ÁREA OBJETO: FEÑÔMENOS OU PROCESSOS PSI AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA

14 Problematizando o campoFenômenos Psi percebidos concretamente, que exigem habilidades do conhecer Duas exigências metodológicas: Positividade: capacidade descrição Inteligibilidade: demonstre o significado Não somente fenômeno individualizado, mas em relação às variáveis ou fenômenos na situação-problema

15 Campo orientado Atendimento e superação sofrimento humano Aperfeiçoar campo conhecimento Campo só se torna acessível se transformado em ação social e profissional dos psicólogos

16 TESTES PSICOLÓGICOS São instrumentos de avaliaçãode características psicológicas, são registros de amostras de comportamentos e respostas de indivíduos, nas áreas emoção/afeto, cognição/inteligência, motivação, personalidade, atenção, memória, dentre outras, segundo padrões definidos pela construção dos instrumentos

17 OBJETIVOS TESTES PSICOLÓGICOS PROJETIVOS BPR-5, Colúmbia, EFN;Ênfase na objetividade e padronização dos estímulos e respostas; Respostas fechadas e elaboradas previamente BPR-5, Colúmbia, EFN; EFS, IHS, ISSL, ESI, ETDAH, Escalas Beck, Wisc III, WAIS III PROJETIVOS Ênfase na abrangência e riqueza das informações por meio de respostas livres; Respostas abertas, construídas pessoalmente Rorschach, HTP, Zulliger, Z-Test, Desenho da Família

18 INSTRUMENTOS AVALIAÇÃOPERSONALIDADE Comportamentos sociais, adaptativos e problemáticos, dinâmica familiar, relações interpessoais Rorschach, HTP, Zulliger, Z-Test, Desenho da Família, EFN; EFS, IHS, SMHSC COGNITIVOS/ INTELIGÊNCIA Atenção, funções sensoriomotoras, lateralidade, organização perceptual, aprendizagem e memória, raciocínio, funções executivas, linguagem, rendimento acadêmico. BPR-5, Colúmbia Wisc III, WAIS III HABILIDADES ESPECÍFICAS Administração do tempo, orientação vocacional, estruturação familiar, ansiedade, estresse, déficit de atenção e hiperatividade... Diagnóstico Organizacional, EFE, EVHAD, Jogo Reflexivo do casal, Função do Jogo Colaborativo, CONFIAS, Compreensão leitora, ADT, IAT, Jogo das Profissões, TDE, ISSL, ESI, ESA, TDAH, Escalas Beck, Guerra do Stress

19 Clínica Escolar INSTRUMENTOS AVALIAÇÃO OrganizacionalComportamentos sociais, adaptativos e problemáticos, dinâmica familiar, relações interpessoais Anamnese, BPR-5, Colúmbia, EFN, EFEx, EFS, IFP, IHS, SMHSC, TAT, Rorschach, Escala Hare, EFE, ISSL, ESI, ESA, TDAH, Escalas Beck, IECPA, QSG, SDT, WISC III, WAIS III, Wisconsin, Jogo Reflexivo do casal, CONFIAS, Compreensão leitora, ADT, Jogo das Profissões, Guerra ao Stress, Figuras de Rey... Organizacional Atenção, funções sensoriomotoras, lateralidade, organização perceptual, aprendizagem e memória, raciocínio, funções executivas, linguagem, rendimento acadêmico. BPR-5, EVHAD, EFN, EFEx, EFS, IFP, IHS, TAT, Z-Test, ISSL, Escalas Beck, IECPA, QSG, Diagnóstico Organizacional, ADT, IAT. Escolar Administração do tempo, orientação vocacional, estruturação familiar, ansiedade, estresse, déficit de atenção e hiperatividade... EFEx, EFS, IFP, IHS, SMHSC, EFE, ISSL, ESI, ESA, TDAH, Escalas Beck, IECPA, QSG, SDT, WISC III, WAIS III, Wisconsin, CONFIAS, Compreensão leitora, Jogo das Profissões, Guerra ao Stress, Figuras de Rey...

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23 Atributos positivos e limitaçõesTécnicas projetivas devem ser consideradas como ferramentas. Geram hipóteses interpretativas São comuns em diversos âmbitos, contextos

24 PROJEÇÃO FREUD: Mecanismo de defesa, que consiste em atribuir aos outros ou ao mundo externo impulsos e afetos que pertencem ao próprio sujeito. Depois, em 1913, em Totem e Tabu Freud passou a considerar mecanismo normal, que não ocorre somente na presença de conflito. Portanto lembranças são fundamentais, influenciam na percepção de estímulos contemporâneos. Forma compreender e estruturar o mundo externo com base em aspectos individuais (internos- também conteúdos conscientes e não reprimidos

25 Ocorre com o indivíduo que se defronta com um material-estímulo cuja ambiguidade abrange a liberdade de expressão e a de tempo. Projeção seria um dentre vários mecanismos psicológicos envolvidos nas técnicas projetivas

26 HERMANN RORSCHACH

27 T A T- TESTE DE APERCEPÇÃO TEMÁTICA

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29 PSICOLOGIA PROJETIVA Estudo funcional do sujeito Análise dinâmicaPortanto, não se ocupa de segmentos isolados, mas de técnicas mais complexas. Inspirada em fatores: Psicanálise (Inconsciente); Desenvolvimento das escolas totalistas , tais como Gestalt Psicologia do Indivíduo – Adler Personologia de Murray

30 Estímulos organizam-se num campo de forças que, sendo estruturado, fará predominarem os fatores externos; sendo pouco estruturado, predominarão os fatores internos. Portanto os estímulos usados em técnicas projetivas são pouco estruturados . Possibilitem maior regressão, menor controle.

31 APERCEPÇÃO “Processo pelo qual uma experiência é assimilada e transformada pelo resíduo da experiência passada, ou seja, é a interpretação subjetiva da percepção, que é apenas a interpretação objetiva de um estímulo” (Werlang, 2002, p.410) Portanto duas pessoas podem ter a mesma percepção de um evento, mas nunca a mesma interpretação ou apercepção.

32 REGRESSÃO “ ... Possibilita a interrupção temporária da ação do juízo crítico, com o relaxamento da censura, liberando material que envolve indício sobre conflitos, fantasia, desejos se emoções” (p.125). Princípio da Realidade Processo Secundário Princípio Prazer Primário

33 Técnicas aperceptivas requer mínimo de organizaçãoTécnicas aperceptivas requer mínimo de organização.Além da projeção o sujeito precisa lançar mão do processo secundário. Ao contar histórias, compor imagens ou construir formas, o sujeito utiliza-se de registros de vivências e imagens para atualizar sua experiência, colocando em ação as formas com que lida com as situações da vida, bem como demonstrando, recursos, habilidades para enfrentamento dos problemas . Elementos que compõem psiquismo- dinâmica

34 TÉCNICAS PROJETIVAS FORA CONTEXTO PSICANALÍTICOConceito de projeção não é desconsiderado TAT na abordagem gestaltica TAT - análise de conteúdo Psicanálise como um dos referenciais, não o único. Não exclusividade psicanálise traz benefícios Não há o que obrigue que essas técnicas sejam interpretadas por uma teoria única

35 APERCEPÇÃO como interpretação dá sentido à experiência do sujeito e pode ser compreendida sob diferentes enquadres teóricos, não somente com visão intrapsíquica de sujeito, de inconsciente Teoria Sistêmica

36 STATUS CIENTÍFICOS Discute-se validade e fidedignidadeCritérios de cientificidade não pode se fundamentar, apenas nos padrões da psicometria, desprezando-se raciocínio clínico Não exigir mesmos requisitos para testes psicométricos

37 CRÍTICAS Ausência de cientificidadeStatus testes- influência examinador Falta de trabalhos- validade Há estudos que demonstram valor destas técnicas Caráter clínico não invalida seu rigor (Anzieu) Ainda há necessidade de maior estudos

38 PONTOS FORTES Reflete a postura do sujeito interno, seu comportamento singular Minimização da postura defensiva Menos suscetíveis às fraudes e simulações, já que sujeito tem menor controle sobre as respostas

39 PASSOS ESSENCIAS Levantamento objetivos avaliação e particularidades indivíduo ou grupo Escolha instrumentos Coleta informações pelos meios escolhidos Integração dos dados e desenvolvimento hipóteses Indicações das respostas e comunicação cuidadosa dos resultados

40 ESCOLHA INSTRUMENTOS Contexto no qual s se destina ObjetivosConstructos Adequação das características dos instrumentos aos indivíduos Condições técnicas, metodológicas e operacionais dos instrumentos de avaliação Habilidades e competências do avaliador

41 HABILIDADES PSICÓLOGOPercepção caráter processual Conhecimento legislação Conhecimento constructos psicológicos Conhecimento psicopatologia Fundamentos de medida de psicometria Domínio dos procedimentos (administração, aplicação, levantamento e análise de dados) Domínio elaboração de documentos Entrevista devolutiva

42 ETAPAS Identificar Integrar Inferir hipóteses Intervir Monitorar

43 1º 2º 3º Identificação da Demanda.Quem devo avaliar e por que fazer uma AP? Delimitação dos Fenômenos Psicológicos. Que fenômenos devem ser avaliados nesta demandada? Fundamentação Teórica. É necessário entender o fenômeno para uma boa avaliação?

44 4º 5º 6º Análise e Significação.Escolha da Técnica. Quais técnicas devem ser utilizadas para esta avaliação? Coleta dos Dados. Que dados devem ser obtidos na aplicação da(s) técnica(s)? Análise e Significação. Como contextualizar a teoria, os dados e a demanda?

45 Conclusão. O que deve ser concluído sobre a intervenção realizada? Decisões e Estratégias. Qual a melhor forma de intervenção a partir das conclusões? Elaboração do Informe. Como registrar o processo da avaliação procedida? 10º Devolução. A quem, de que maneira e o que devolver como resultado da avaliação psicológica?

46 PASSOS ESSENCIAS Levantamento objetivos avaliação e particularidades indivíduo ou grupo Escolha instrumentos Coleta informações pelos meios escolhidos Integração dos dados e desenvolvimento hipóteses Indicações das respostas e comunicação cuidadosa dos resultados

47 ESCOLHA INSTRUMENTOS Contexto no qual s se destina ObjetivosConstructos Adequação das características dos instrumentos aos indivíduos Condições técnicas, metodológicas e operacionais dos instrumentos de avaliação Habilidades e competências do avaliador

48 HABILIDADES PSICÓLOGOPercepção caráter processual Conhecimento legislação Conhecimento constructos psicológicos Conhecimento psicopatologia Fundamentos de medida de psicometria Domínio dos procedimentos (administração, aplicação, levantamento e análise de dados) Domínio elaboração de documentos Entrevista devolutiva

49 ETAPAS Identificar Integrar Inferir hipóteses Intervir Monitorar

50 ATESTADO PSICOLÓGICO  FLARC - Clínica Psicológica Atesto, para fins de dispensa de ingestão de substância alcoólica durante procedimentos litúrgicos, que o Padre José João da Silva encontra-se neste momento em fase de tratamento psicoterápico iniciado, em função do relato do próprio, por motivo de dependência química a substâncias alcoólicas x-----x-----x-----x-----x----x-----x x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x--- Sugere-se um período mínimo de 6 (seis) meses da licença solicitada a contar da presente data que coincide com o início do tratamento. ---- -----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x-----x--- Classificação do motivo: F Transtornos mentais e comportamen-tais devidos ao uso de álcool - síndrome de dependência (CID 10) LOCAL , 23 de abril de 2004.  F R C Psicólogo CRP- nº 06/ Rua da Independência, 84 – Centro – Florianópolis / SC Telefone: (48)

51 DECLARAÇÃO  FLARC - Clínica Psicológica DECLARAÇÃO Declaro, para fins de comprovação junto ao local de trabalho, que Exemplino Acadêmico da Silva compareceu a este consultório, onde esteve em tratamento psicoterapêutico individual, no horário de 14 às 15 horas. Florianópolis, 23 de abril de 2004.  F R C Psicólogo CRP- 06/...... 

52 USO DE TECNOLOGIAS PARA TRANSMISSÃO DE DADOSFax tem validade jurídica institucional não é sigiloso Provedores têm acesso a s particulares Cuidado com assinatura digitalizada Use recursos avançados de gravação de arquivos: Arquivo somente leitura (não editável) Arquivo com senha de abertura

53 CONSIDERAÇÕES FINAIS Observar que um documento é expressão de competência profissional Considerar as possíveis implicações legais Atentar para a resolução em vigor Cuidar com os aspectos éticos do conteúdo Lembrar das responsabilidades junto à sociedade e à categoria O uso de adjetivos e advérbios é indesejável Todo documento deve ser datado, identificado e assinado