1 Descentralização e CentralizaçãoProf. Luciano Thomé e Castro
2 Agenda Definição Centralização e Descentralização DelegaçãoDescentralização Vertical e Horizontal
3 Centralização e DescentralizaçãoQuando todo o poder para a tomada de decisão situa-se em um único ponto da organização – afinal, nas mãos de uma única pessoa, existe uma estrutura centralizada. Na extensão que o poder esta disperso entre muitas pessoas, sugerimos uma estrutura descentralizada.
4 Delegação Transferência de determinado nível de autoridade de um chefe para um subordinado, criando o compromisso pela tarefa delegada. Diferente da descentralização (que tem foco no poder de decisão) a delegação tem foco na tarefa. A responsabilidade sobre todo o processo continua com o chefe (ele definiu) e apenas transferiu a execução.
5 Fatores Comuns de InfluênciaCentralização Descentralização Manter nível de integração das atividades da empresa Para manter uniformidade de decisões e ações Para melhor administrar urgências Quando o principal executivo não aceita a divisão da decisão Para aumentar o nível de controle A carga de trabalho da alta administração está volumosa ou complexa Morosidade pelo ponto acima Para maior ênfase aos segmentos de mercado ou produtos Pela necessidade de gerar comprometimento, motivação
6 Por que descentralizar uma estrutura?Nem todas as decisões podem ser entendidas em um centro, um cérebro A organização pode responder rapidamente e corretamente às condições locais É um estímulo à motivação
7 Vantagens da DescentralizaçãoDecisões mais rápidas Alta administração com mais tempo para o fundamental Capacitação das pessoas em processos decisórios Diminuição do conflito entre níveis hierárquicos Tendência à maior inovação
8 Quais as desvantagens em geral da Descentralização?Decisões descentralizadas sem visão de conjunto Possibilidades de efeitos negativos na motivação Risco de duplicar esforços Risco de ineficiência na utilização de recursos Maior dificuldade de padronização e normatização
9 Direções da DescentralizaçãoVertical – Transferência de maior autonomia para a linha vertical de gerência. Essa transferência geralmente é formalizada e está relacionada ao escopo da autoridade do cargo. Horizontal – Transferência lateral da autoridade. Pessoa (chefe em qualquer nível) tem menos poder “absoluto”, porque sua decisão não é inteiramente livre, mas sofre influências de várias partes da organização.
10 Processo de Tomada de Decisão?Até onde vai o poder do chefe? Se é responsável por todos os processos, o poder é alto, se não ele é menor e por isso, existe uma descentralização: Informação Aconselhamento Escolha Autorização Execucão Ação Situação O que pode ser feito? O que deve ser feito? O que se pretende fazer? O Que é autorizado a ser feito? O que é feito de fato?
11 Questões fundamentaisQue poderes de decisão devem ser delegados aos escalões inferiores da cadeia de autoridade? Como o seu uso deve ser controlado?
12 Como a decisão está distribuida?Área Presidência Diretoria Gerência Analista Pesquisa Produção Marketing Finanças Produto A
13 Exercício Você é o dono de uma franquia de carros de luxo em Ribeirão Preto. Você tem em Ribeirão e região 150 clientes considerados muito importantes. Você tem um gerente de relacionamento com clientes e mais 3 vendedores (cada um cuida de cerca de 50 clientes). Em uma nova campanha a empresa quer investir R$600 mil ao todo no relacionamento com estes clientes. Isso equivale a R$ 4000 reais por cliente. Monte duas propostas de aplicação do dinheiro: uma que seja extremamente descentralizadora e outra extremamente centralizadora (em relação a sua posição de dono). Na sua visão quais as vantagens e desvantagens de cada? Em que situações uma ou outra é recomendada (perfil dos profissionais, clientes, mercado, etc)?
14 CONSELHOS
15 O QUE É CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO?Órgão colegiado encarregado do processo de decisão de uma organização em relação ao seu direcionamento estratégico, é o principal componente do sistema de governança QUAL É O SEU PAPEL? Seu papel é ser o elo entre a propriedade e a gestão para orientar e supervisionar a relação desta última com as demais partes interessadas. O Conselho de Administração recebe poderes dos sócios e presta contas a eles
16 QUAL É A MISSÃO DO CONSELHO?A missão do Conselho de Administração é proteger e valorizar a organização, otimizar o retorno do investimento no longo prazo e buscar o equilíbrio entre os interesses das partes (acionistas e demais stakeholders), de modo que cada uma receba os benefícios apropriados e proporcionais ao vínculo que possui com a companhia e ao risco a que está exposta
17 O Conselho de Administração é o guardião do objeto social e do sistema de governança. É ele que decide os rumos do negócio, conforme o melhor interesse da organização. Toda companhia deve ter um Conselho de Administração eleito pelos sócios, sem perder de vista as demais partes interessadas, o objeto social e a sustentabilidade no longo prazo. O Conselho de Administração deve sempre decidir em favor do melhor interesse da organização como um todo, independentemente do interesse das partes que indicaram ou elegeram seus membros
18 ATRIBUIÇÕES DO CONSELHOO Conselho de Administração deve zelar pelos valores e propósitos da organização e traçar suas diretrizes estratégicas. Para que o interesse da empresa sempre prevaleça, o Conselho de Administração deve prevenir e administrar situações de conflitos de interesses e divergências de opiniões.
19 Dentre as responsabilidades do Conselho de Administração destacam-se a discussão, a aprovação e o monitoramento de decisões envolvendo: estratégia; estrutura de capital; apetite e tolerância ao risco (perfil de risco); fusões e aquisições; contratação, dispensa, avaliação e remuneração do diretor-presidente e dos demais executivos, a partir da proposta apresentada pelo diretor-presidente; escolha e avaliação da auditoria independente; processo sucessório dos conselheiros e executivos; práticas de Governança Corporativa; relacionamento com partes interessadas; sistemas de controles internos (incluindo políticas e limites de alçada); política de gestão de pessoas código de conduta.
20 ATRIBUIÇÕES DO CONSELHOCompete ainda ao Conselho de Administração o apoio e supervisão contínuos à gestão da organização com relação aos negócios, aos riscos e às pessoas. Não deve, todavia, interferir em assuntos operacionais, mas deve ter a liberdade de solicitar todas as informações operacionais necessárias ao cumprimento de suas funções, inclusive a contratação de especialistas externos, quando necessário, para a avaliação de assuntos específicos de maior complexidade.
21 Interação com a Diretoria ExecutivaOs conselheiros necessitam de conhecimento acerca das atividades e princípios sustentados pela Diretoria Executiva. Um bom relacionamento entre Conselho de Administração e Diretoria Executiva é premissa para a manutenção de fluxo eficiente de informações entre os órgãos da Administração da companhia Discussões Estratégicas vs. Detalhes Operacionais Os conselheiros devem enfocar a obtenção de informações e o debate de temas primordialmente estratégicos e não operacionais. Não compete aos conselheiros envolver-se com a gestão operacional da companhia.
22 Posturas e Condutas EsperadasDever fiduciário do conselheiro de defender os interesses da companhia em detrimento dos interesses próprios ou do acionista que o indicou, sempre com discrição no trato dos assuntos corporativos Preparação adequada para as reuniões (tempo adequado de dedicação à companhia); c) Assiduidade de participação nas reuniões Participação presencial, com uso de tele ou videoconferência somente em casos excepcionais Pontualidade às reuniões Compromisso com resultados (geração de riqueza e retorno) Decisões fundamentadas e proposições eficazes Questionamentos produtivos (foco em questões que agregam valor) Redes de relacionamentos externos (abertura de portas para negociação, tendo como premissa básica os interesses legítimos da companhia) Integridade pessoal (história de vida e postura ética; retidão como padrão de referência): • saber ouvir e interagir, • imparcialidade, • senso de justiça,, • independência para propor, questionar e decidir • ausência de conflitos de interesse • equidistância em relação às partes envolvidas