1 Do Intelecto a IntuiçãoCapítulo VII A Intuição e a Iluminação Marcelo Land Lombardo FCA 02jul2017
2 Intuição é o conhecimento direto da Verdade separada da faculdade do raciocínio ou de qualquer processo intelectual. Porque conhecimento direto ? Conhecimento direto porque não existem intermediários, somos uma parcela individualizada desta Divina Energia que chamamos Deus, fragmentos da Divindade. Que Verdade é essa ? É a própria Sabedoria Universal, através da intuição o homem conhece a Verdade sem véu e liberta da miragem que o véu da matéria lança sobre ele, ele ouve a Sabedoria que esta guardada em sua alma. Penetra na Mente de Deus AAB
3 Iluminação é um sentido exaltado de unidade com o TodoConcentração – Meditação – Contemplação – Iluminação Depois de uma concentração, meditação, e contemplação apropriadas aquilo que obscurece a Luz é removido gradualmente e segue-se um estado de ser chamado de desincorporado, livre das modificações do princípio pensante, este é o estado de iluminação. Patânjali Iluminação é um sentido exaltado de unidade com o Todo
4 Algumas Considerações Iniciais
5 Que é você mesmo, senão a expressão exterior de uma ideia divinaQue é você mesmo, senão a expressão exterior de uma ideia divina ? Que temos em nossa manifestação exterior senão o sinal visível do plano de uma Deidade criadora ? Que existe neste mundo objetivo que não seja o símbolo inadequado de uma ideia divina ?
6 Entende-se que todas as formas são apenas símbolos de uma realidade interior ou espiritual, e que ler com o espírito pressupõe o desenvolvimento da faculdade de ler ou ver o aspecto vida que as formas exteriores velam e escondem. Isto aplica-se tanto a forma humana como a qualquer outra forma da natureza, todas as formas escondem um pensamento, ideia ou verdade divina e são a manifestação tangível de um conceito divino. Gradualmente, à medida que ganha pratica em fazer isso, chega a um conhecimento da Verdade e já não é enganado pelos aspectos ilusórios da forma.
7 O mais famoso e conhecido registro da criação da raça humana encontramos no Genesis. Genesis é o primeiro livro tanto da bíblia Hebraica quanto da bíblia Cristã. Palavra de origem grega que significa nascimento, narra uma visão mitológica desde a criação do mundo até a fixação do povo judeu no Egito. No Genesis encontramos Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança.. Deus criou o homem à sua imagem à imagem de Deus ele o criou homem e mulher Ele os criou
8 Façamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhançaFaçamos o homem à nossa imagem, como nossa semelhança... Deus criou o homem à sua imagem Do texto se supõe similitude geral de natureza, inteligência, vontade, poder, Filho de Deus.
9 à nossa imagem, como nossa semelhança...à nossa imagem, como nossa semelhança... Certamente o autor não se refere ao aspecto ao desenho físico do homem e sim ao Espírito de Deus, seus filhos unos são todos parcelas desta Divina Energia que chamamos Deus. Todos somos manifestações do Espírito que é revelado dentro de nós. Cada um de nós é uma vida, uma mente, e Espírito. AAB Deus é o princípio de toda Vida e cada filho seu é uma parcela individualizada, consciente e ativa desse Uno e Grandioso Princípio de Vida, de Amor e Poder. SG É preciso de forma definitiva trazer esta Verdade a nossa mente ao nosso cérebro a nossa consciência.
10 Cérebro Humano e a MenteCérebro Humano é o seu principal órgão e centro do sistema nervoso. Pode-se dizer que a função mais importante de nosso cérebro é servir como estrutura física subjacente da mente. Mente é o estado da consciência ou subconsciência que possibilita a expressão da natureza humana, termo utilizado para descrever as funções superiores do cérebro.
11 A maioria dos pensadores considera a mente como distinta do cérebro, sustentam a hipótese de que é uma realidade subjetiva substancial, a qual pode servir-se do cérebro como seu terminal de expressão, e que a ele pode impressionar a fim de exprimir os conceitos e intuições que um homem é suscetível de usar conscientemente. AAB
12 Concentração - Meditação – Contemplação - IluminaçãoMas como podemos adquirir uma nova consciência que não seja sensorial, consciência da Verdade de nossa própria natureza espiritual, parcela individualizada ? "seus filhos unos são todos parcelas desta Divina Energia que chamamos Deus" Concentração - Meditação – Contemplação - Iluminação
13 A Meditação faz avançar a obra para o plano mentalA Meditação faz avançar a obra para o plano mental. O desejo dá lugar ao trabalho prático de preparação para o conhecimento divino, a meditação produz o Conhecedor. Vemos que a meditação é um processo pelo qual a mente é reorientada para a realidade e que, convenientemente empregada, pode conduzir o homem a outro reino da natureza, a outro estado de consciência e de Ser e a outra dimensão. AAB
14 Para os esoteristas o objetivo da meditação é fazer com que a mente cesse de registrar, seja qual for, a forma de atividade, mas comece a registrar as impressões vindas deste Fator em constante manifestação a que chamamos A Mente de Deus, A Mente Universal. Esta Mente distingue-se pelo sentido de Totalidade, e de síntese. AAB
15 Através da Meditação o homem pode então começar a dominar seu instrumento, a mente, torná-la unidirecional, e assim aprender a focalizar seu pensamento de tal modo sobre um tema escolhido ou uma ideia, que poderia fechar-se a todo conceito externo, e fechar a porta completamente sobre o mundo fenomenal. O pensamento dominou a consciência durante o estágio da meditação com semente ou com um objeto, mas mesmo isto tem de ir-se agora. "Como banirei a mente para fora da mente ?" Aqui está o maior obstáculo a intuição e ao estado de iluminação. AAB
16 O esforço para manter qualquer coisa na mente não deve ser mais prolongado, nem mais nada há para ser pensado. O raciocínio deve ser posto de lado e o exercício de uma faculdade superior, até aqui não empregada, deve tomar o seu lugar. AAB
17 Pela concentração e Meditação o homem conseguiu uma larga medida de controle mental e aprendeu como manter sua mente firme na luz. A consciência sai então rapidamente do eu inferior (para fora do reino da consciência cerebral e mental) e o místico passa ao estado contemplativo, na qual atua como alma e identifica-se como o Conhecedor. A natureza da alma é conhecimento e luz e o seu reino de existência é o reino de Deus. AAB
18 O Eu Superior torna-se ativo, e o eu inferior permanece inteiramente imóvel e tranquilo, enquanto que a verdadeira Entidade espiritual penetra no seu próprio reino e registra os contatos que emanam daquele reino espiritual de fenômenos.
19 Na contemplação, um agente superior intervém. É a alma que contemplaNa contemplação, um agente superior intervém. É a alma que contempla. A consciência humana cessa sua atividade e o homem torna-se o que é na realidade – uma alma – um fragmento da Divindade.
20 Há um Reino da Alma chamado de Reino de Deus, que é na realidade um outro reino da natureza, (mineral, vegetal, animal, humano) um quinto reino. A entrada neste reino é um processo tão natural como foi a passagem da vida, elevando-se de um reino da natureza para outro, no processo da evolução.
21 A intuição começa a funcionar, a iluminação é experimentada e a vida de inspiração, com suas múltiplas características deve ser estudada. Patânjali
22 Quando os sentidos e tudo que eles transmitem são focados no senso comum, enriquecem esta mente, tornando-se suscetível de numerosos estados de consciência. Quando estas atividades podem ser negadas e quando a mente rica e sensitiva pode, por sua vez ser retocada, torna-se um aparelho sensitivo ( um sexto sentido) que registra as coisas do Reino de Deus e abre ao homem em profunda meditação estados de consciência e degraus de conhecimento que até ali estavam selados para ele. AAB