1 EMERGÊNCIAS TOXICOLÓGICAS NOS ANIMAIS DOMÉSTICOS PROFa. Dra. DULCIDÉIA DA C. PALHETA – ASSOCIADA 2 – ISPA-UFRA
2 Tratamento Emergencial na clínica dos animais domésticos A abordagem geral de um processo agudo de intoxicação compreende os seguintes passos: - Estabilização dos sinais vitais. - Evitar a absorção de mais agente tóxico. - Administrar um antídoto se estiver disponível. - Facilitar a remoção ou eliminação do tóxico. - Aplicar terapia de suporte e monitorizar o animal
3 1 Estabilização dos sinais vitais INTUBAÇÃO ENDOTRAQUEAL E/OU RESPIRAÇÃO ASSISTIDA GARANTIR O CORRETO FUNCIONAMENTO DA FUNÇÃO RESPIRATÓRIA E CARDIOVASCULAR CORRIGIR POSSÍVEIS ARRITMIAS EQUILÍBRIO ÁCIDO-BÁSICO FLUIDOTERAPIA
4 1. Estabilização dos sinais vitais - GARANTIR O CORRETO FUNCIONAMENTO DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL EVENTUAIS ESTADOS CONVULSIVOS, HIPERATIVIDADE OU DEPRESSÃO. CONTROLAR A TEMPERATURA – HIPOTERMIA OU HIPERTERMIA Antes de realizar o exame do SN é necessário conhecer os dados epidemiológicos e a história clínica do caso com a maior precisão possível.
5 FLUIDOTERAPIA Os íons constituem aproximadamente 95% dos solutos nos líquidos corporais O principal cátion do LÍQUIDO EXTRA CELULAR (LEC) é o sódio
6 FLUIDOTERAPIA
7 Cálcio O Ca participa do processo de contração muscular; Nas vacas, a transmissão dos impulsos nervosos é bloqueada pela hipocalcemia. O fósforo exerce funções importantes no organismo, estando presente em diferentes tecidos. Juntamente com o cálcio compõem mais de 70% do total da matéria mineral do corpo animal. Sendo que 80% de todo o fósforo está localizado nos ossos e dentes e, os 20% restantes, estão distribuídos nos tecidos moles (hemácias, músculos e tecido nervoso). Fósforo
8 Magnésio A diminuição do Mg plasmático para valores abaixo de 1,2 mg/dL provoca tetania, a qual é a principal manifestação clínica da deficiência deste mineral. Potássio O potássio é um mineral (cátion) que participa da manutenção do equilíbrio ácido-básico, da pressão osmótica das células, é cofator da enzima piruvato quinase e ativa várias enzimas do metabolismo, além de estar relacionado com o processo de excitação nervosa e muscular.
9 2. Descontaminação gastrointestinal e Prevenção da absorção de agentes tóxicos – cães e gatos Indução de êmese e lavado gástrico, acompanhado de CARVÃO ATIVADO Catárticos e emolientes – ÓLEO DE RÍCINO; ÓLEO DE SOJA; ÓLEO MINERAL
10 2. Descontaminação gastrointestinal e Prevenção da absorção de agentes tóxicos. LAVAGEM DOS RESERVATÓRIOS GÁSTRICOS (estômago, papo ou rúmen) com água contendo uma substância que vá evitar uma maior absorção do agente tóxico – é indicado quando a êmese não pode ser executada; em caso de estado comatoso ou semi-comatoso Potros, bezerros, ovinos, caprinos e suínos - Carvão ativado, 160 g para cada100 kg de peso vivo, a cada 4 a 6 horas até a melhora dos sintomas. Para Equideos, bovinos e bubalinos adultos: 400 g para cada 500 kg de peso vivo, a cada 4 a 6 horas até a melhora dos sintomas.
11 INDUÇÃO DO VÔMITO E MECANISMOS BÁSICOS DO PROCESSO MECANISMOS BÁSICOS DO VÔMITO "Input" aferente até o centro do vômito ( Zona gatilho quimiorreceptora) "Input" periférico: Mucosa faríngea - Irritação da mucosa gastrointestinal - Lesão da mucosa gastrointestinal "Input" vagal e esplênico. "Input" central (cérebro): ativação direta cerebral e centros vestibulares. Saída eferente desde o centro do vômito: Saída eferente até: Diafragma; Glândulas salivares; Esôfago; Nervos cranianos. Vía comum do vômito: Inspiração profunda. Fechamento da glote - Abertura do esfíncter esofágico superior - Entrada a nasofaringe tapada pela epiglote. Fortes contrações diafragmáticas. Contração dos músculos abdominais Abertura do esfíncter esofágico inferior. Expulsão enérgica do conteúdo gastrointestinal.
12 MECANISMOS BÁSICOS DO PROCESSO DA ÊMESE ZONA GATILHO QUIMIORRECEPTORA Um dos sítios de ação dos fármacos eméticos: B Apomorfina - Ipecacuana. " A estimulação da zona do gatilho quimiorreceptora causa a secreção de: Dopamina; Histamina; Norepinefrina; Serotonina. Estes neurotransmissores estimulam o centro do vômito: uma das bases para o uso de agentes antieméticos.
13 DROGAS EMÉTICAS Emesis. XAROPE DE IPECA PERÓXIDO DE HIDROGÊNIO A 3% Apomorfina - emético de escolha para cães - Apomorfina estimula receptores dopaminérgicos na zona do gatilho quimioreceptora (CRTZ); Apomorfina não é recomendada para uso em gatos. Xylazin apomorfina e xylazina também causam depressão do SNC e bradicardia, que são efeitos colaterais indesejáveis
14 DROGAS DE EMERGÊNCIA NAS INTOXICAÇÕES TGI – carvão ativado, catárticos e emolientes BRONCODILATADORES – xantinas; b2 adrenérgicos (salbutamol; fenoterol) ANTICOLINÉRGICOS – sulfato de atropina; brometo de ipratrópio SIMPATOMIMÉTICOS – DOPAMINA PRA DEPRESSÃO RESPIRATÓRIA ANTICONVULSIVANTES – CRISES DE HIPERESTIMULAÇÃO - BDZ; tranquilizantes maiores (acepromazina; clorpromazina; levomepromazina
15 DIAGNÓSTICO AUXILIAR Deve-se buscar auxílios diagnósticos: hemograma, perfil bioquímico (glicose, cálcio, uréia, creatinina e enzimas hepáticas), exame do LCE, EEG, radiografias e tomografia (Figura 2), para chegar ao agente etiológico da convulsão, dentro das possibilidades de cada caso.