1 Escola de marketing interativa e não-econômicaCap. 5 – Escola de marketing interativa e não-econômica SHETH, J. GARDNER, D. M. GARRET, D. E.
2 Contextualização Analisa a interdependência mútua e os relacionamentos dos atores nas transações de mercado. Foco nas ciências comportamentais. Similaridade com a Escola do Comportamento do Consumidor, Macromarketing e Ativista. São 3 escolas interativas não-econômicas do marketing: Escola Dinâmica Organizacional Escola Sistêmica Escola das Trocas Sociais
3 Escola Dinâmica OrganizacionalComparativo: FUNCIONAL DINÂMICA As duas buscam explicar o complexo trabalho dos canais de distribuição Perspectiva econômica Perspectiva comportamental analisar a distribuição no canal e como esta e poderia ser mais bem estruturada e eficiente para eventual benefício do consumidor atenção para o bem-estar dos consumidores e para a análise das metas e das necessidades dos membros do canal de distribuição, como fornecedores, atacadistas e varejistas
4 Portanto visão competitiva e cooperativa.Escola Dinâmica Organizacional Dá início à visão do canal de distribuição como uma aliança competitiva baseada no interesse próprio. Dois atores competem entre si, para determinar quem ficará com os benefícios dessa empreitada cooperativa. Ridgeway (1957) publicou um artigo “Administration of Manufacture-dealer Systems”: relação competitiva entre fornecedor e negociador; fornecedor no papel mais lógico; poder do fornecedor por meio de sistema de recompensas e punições aos negociadores. Portanto visão competitiva e cooperativa.
5 Escola Dinâmica OrganizacionalBruce Mallen (1963, 1967), que mostrou o jogo de conflito, controle e cooperação presente na relação dos membros do canal (o líder que força, o líder que ajuda ou falta de liderança). Louis Stern (1969) analisa a inadequação da perspectiva econômica proposta formalmente pela Escola Institucional. Segundo os princípios da Escola Dinâmica as empresas formam arranjos comerciais devido às considerações de custo e receita. Suas estratégias estão condicionadas ao tipo de compensação nos vários mercados nas quais atuam.
6 Escola Dinâmica OrganizacionalPrimeira influência: Emerson (1962) e French e Raven (1959) justificam que os conceitos de dependência e compromisso são chaves no entendimento do relacionamento de poder nos canais de marketing. Quanto mais extensiva a divisão de trabalho entre os componentes dos vários sistemas no desempenho das suas funções, mais interdependentes esses componentes se tornarão. Assim, o poder permeia todo o canal que cada membro é dependente.
7 Escola Dinâmica OrganizacionalSegunda influência: Stern e Gorman (1969) mostra a dependência como sendo a causa do conflito: Quando um canal de distribuição é visto como um sistema social, os membros deste canal estão numa teia de interdependência. Esse relacionamento de dependência representa a raiz dos conflitos dos canais de distribuição. Em qualquer sistema social, quando um componente percebe que o comportamento de outro componente o impede de obter as suas metas ou a sua efetividade, e o seu desempenho eficaz o seu padrão comportamental, uma atmosfera de frustração prevalece.
8 Escola Dinâmica OrganizacionalContinuando a ideia de Stern (1969), outros também começaram a explorar mais criticamente alguns tópicos quanto a poder, conflito, cooperação e negociação. Surgem algumas questões: Quais são as fontes de poder? (Hunt e Nevin, 1974) - coercivo e não-coercivo (punição/ recompensa) Como utilizar as fontes de energia dos membros? (Kasulis e Spekman, 1980) - Aproveitar os canais para que as relações influenciem o comportamento do outro
9 Escola Dinâmica OrganizacionalComo o poder deve ser medido? (Frazier, 1983) - Alta performance Qual a relação entre poder e conflito? - o uso do poder coercivo pode gerar conflitos (Lusch, 1876) - porém funciona com ameaças (Etgar, 1978) - fornecedores com alta potência usam mais influência do que o poder coercitivo (Frazier e Summers, 1986) Como o conflito deve ser medido? (Day, 1981) monitoramento da frequência das divergências (conflito percebido, sentido ou manifestado)
10 Escola Dinâmica OrganizacionalQual é a cooperação em um sistema interorganizacional? (Childers e Ruekert, 1982) - troca equilibrada de recursos - ações conjuntas entre atores para atingir os objetivos Como o poder afeta o poder de negociação? - canais de distribuição são classificados como economias políticas (Stern e Reve, 1980) - afetam coletivamente o comportamento e a performance: abordagem econômica: orientada para “eficiência”, custos, diferenciação funcional abordagem política: orientada “socialmente” focando poder e conflitos - Dwyer e Welsh (1985) – desenvolve um modelo político econômico integrando as forças econômicas e sociopolíticas internas e externas do marketing.
11 Escola Dinâmica OrganizacionalQual é a cooperação em um sistema interorganizacional? (Childers e Ruekert, 1982) - troca equilibrada de recursos - ações conjuntas entre atores para atingir os objetivos Como o poder afeta o poder de negociação? - canais de distribuição são classificados como economias políticas (Stern e Reve, 1980) - afetam coletivamente o comportamento e a performance: abordagem econômica: orientada para “eficiência”, custos, diferenciação funcional abordagem política: orientada “socialmente” focando poder e conflitos - Dwyer e Welsh (1985) – desenvolve um modelo político econômico integrando as forças econômicas e sociopolíticas internas e externas do marketing.
12 Escola Dinâmica Organizacional
13 Capital (equipamentos)Escola Sistêmica Fluxo de informações Materiais Força humana Capital (equipamentos) Dinheiro Tornou-se visível devido à influência das técnicas de pesquisas operacionais e de outras disciplinas de negócios. Segundo Forrester (1958), a empresa é reconhecida pelas funções integradas que condicionam forças em direção ao crescimento, flutuações e declínio.
14 Escola Sistêmica Para Boulding (1956), na Teoria Geral dos Sistemas, afirma que as frequentes confusões de relacionamento entre Produção, Marketing e Consumo poderiam ser organizadas numa perspectiva coerente e unificada, especialmente de níveis de sistemas para a classificação de problemas. Para ele, os problemas de marketing pertencem à classe de sistemas caracterizada pela comunicação e adaptação nas organizações sociais.
15 Escola Sistêmica Ludvig von Bertalanffy (1968), em seu artigo “Teoria Geral dos Sistemas”, propõe uma teoria que explica os sistemas ao longo de vários contextos. Ele discutiu os sistemas abertos que interagem com o ambiente em que estão inseridos, recebendo e processando inputs, exportando outputs e trocando informações e energia com o ambiente Input Processamento Output
16 Escola Sistêmica Kuhn (1963) ampliou o pensamento de sistemas para uma perspectiva mais macro, por meio da aplicação de conceitos de sistemas para a sociedade. Para ele, o Marketing pode ser considerado um subsistema dentro da sociedade, com mais subsistemas ainda, como o mercado e os canais de distribuição. Duas classes de variáveis: os componentes ou elementos e; os relacionamentos entre esses componentes. Interagem dentro de um conjunto de condições limitadas, usualmente referidas como sendo o ambiente.
17 Escola Sistêmica Katz e Kahn (1966) trabalharam para familiarizar os acadêmicos de administração com a perspectiva de sistemas, no livro “A Psicologia Social das Organizações”. Os sistemas organizacionais são complexos, abertos e comportamentais: Importação de energia: sistemas abertos importam alguma energia do ambiente. Transformação: sistemas abertos transformam a energia disponível para eles. Os trabalhos são realizados dentro do sistema, de tal forma que há uma reorganização do input. Output: os sistemas abertos exportam algum produto para o ambiente.
18 Escola Sistêmica Sistemas como ciclos de eventos: o padrão de atividades de energia de troca apresenta uma característica cíclica. Entropia negativa: uma lei universal da natureza é a entropia, isto é, todas as formas de organização movem-se no sentido da desorganização ou da morte. Para sobreviver, os sistemas abertos devem adquirir entropia negativa, importando do ambiente de mais energia do que aquela que gastam. Entrada de informação, feedback negativo e processo de codificação: em adição à energia, o sistema aberto também importa informação, a fim de fornecer sinais para a estrutura sobre o ambiente e sobre seu funcionamento em relação ao ambiente. O tipo mais simples de informação é o feedback negativo, que permite ao sistema a exata correção de curso.
19 Escola Sistêmica O Estado estático e a homeostase dinâmica: qualquer fator interno ou externo que provoque uma ruptura no sistema é contrabalançado por forças que restauram o sistema, o mais perto possível do estado inicial. Diferenciação: os sistemas abertos se movem na direção da diferenciação e da elaboração. Padrões gerais são realocados por funções mais especializadas. Equifinalidade: um sistema pode atingir o objetivo por uma variada gama de caminhos.
20 Escola Sistêmica Para Dowling (1983) o subsistema de marketing apresenta características homeostáticas (instáveis) complexas, que ajuda a atingir um equilíbrio dinâmico e se preservar. Esse papel faz que seja idealmente apto para ajudar a monitorar alterações ambientais e, onde necessário, para prover informações que auxiliarão a iniciar a mudança dentro da estrutura da empresa. A habilidade do sistema de Marketing em realizar essa função homeostática determinará, em parte, como uma empresa percebe e reage ao seu ambiente
21 Trocas Sociais E os pioneiros dessa nova perspectiva em Marketing foram Alderson e McInnes. McInnes (1964), em seu influente livro “Teoria de marketing”, argumentou que uma atenção maior deveria ser dada ao papel do mercado, como ponto central das trocas entre compradores e vendedores. Para ele, os mercados resultam da troca social entre os indivíduos quando os produtores e os usuários dos bens e serviços econômicos procuram satisfazer suas necessidades e desejos através da troca.
22 Trocas Sociais Para Alderson e Martin (1965) uma situação concreta que ofereça uma oportunidade de troca, o número de alternativas realisticamente disponíveis para ambos os lados não é infinita em número, mas limitada a apenas algumas possibilidades. Enfrentando uma decisão, o indivíduo deve ser guiado pelo seu conhecimento das alternativas e pelo ordenamento, de acordo com as suas preferências, dado o conjunto de alternativas.
23 Trocas Sociais Para Kotler (1972) o conceito básico de Marketing é a transação. E a transação é a troca de valores entre duas partes. As coisas de valor não precisam se limitar a bens, serviços e dinheiro — podem incluir outros recursos, como tempo, energia e sentimentos. O profissional de Marketing é um especialista em entender os desejos e valores humanos e sabe quanto custa para alguém agir.
24 Trocas Sociais Para Bagozzi (1978) os compradores e vendedores não são mais tratados somente como atores isolados emitindo ou respondendo a estímulos. Em vez disso, o comportamento de Marketing é agora considerado uma atividade social inerente, na qual os resultados da troca dependem de barganha, negociação, poder, conflito e do significado compartilhado entre comprador e vendedor. Bagozzi (1979) e Kotler (1972) mantêm que o conceito de troca forma a fundação de uma Teoria Geral de Marketing.
25 Trocas Sociais Para Houston e Gassenheimer (1987) sugeriram que a troca deveria servir como um hub - terminal, que conectaria outras teorias de Marketing, mas ressaltaram que esta escola ainda não completou a promessa de prover uma estrutura coerente para a disciplina. Para outros estudiosos da área, a Escola de Trocas Sociais é um elemento importante do Marketing, apesar de muito rasa e transparente para sustentar uma tradição forte e teórica.