1 Espaços Livres Públicos: PraçasProfa. Renata Segalla Profa. Elizabeth F. Correia Prof. Nilo Nunes Prof. Fernando L.A. Guedes CRÉDITOS Profa. Vanessa G.B. Figueiredo CEUNSP
2 Espaços Livres Públicos: Praças“O habitual nas nossas cidades é a praça ser residual, ou seja, ter a forma, se assim se pode dizer, da sobra, do resto. E, se as praças existem, elas estão situadas, localizadas, estão em algum lugar. Não dar importância a isso é novamente aceitar o costume, que é a praça estar na margem, à margem. Remanescente e marginal”. BARTALINI , Vladimir. Praça: a forma mais que difícil. Arquitextos, São Paulo, , Vitruvius, jul 2007.
3 Espaços Livres Públicos: PraçasA praça é uma criação física do homem e é por excelência o palco da vida pública na cidade. Enquanto senhora dos espaços públicos, sobreviveu às transformações, ao abandono e à indiferença ao longo de séculos (Caldeira, 2007). A praça tem um significado imprescindível na vida da cidade e na do citadino. Representa uma centralidade urbana, é uma centralidade “funcionalizada”, uma centralidade que acolhe os produtos e as pessoas.
4 Espaços Livres Públicos: PraçasPRAÇAS: A QUESTÃO DA FUNÇÃO As praças também nasceram de necessidades: espaço para abrigar as atividades de troca-comércio (econômico) para a tomada de decisões coletivas, manifestações (política); endereço para os encontros (sociabilidade), para as festividades, jogos (recreação e lazer); para rituais espitituais (religiosidade) símbolo para a comunidade (cultura); um “centro” facilmente acessível para a realização das mais variadas funções (urbano).
5 Espaços Livres Públicos: PraçasPRAÇAS: A QUESTÃO DA FORMA “Comumente se entende forma como antônimo de conteúdo, como simples aparência, epiderme sob a qual jazem as verdadeiras razões, ou as razões profundas dos fatos. Formalista é alguém dado a superficialidades, a futilidades, ao não necessário. No entanto, precisamos criar formas para tudo: para comer, dormir, trabalhar, para manifestar prazer ou pesar, para reter algo na memória, para imaginar o futuro”. “Mas as formas não são ingênuas” BARTALINI , Vladimir. Praça: a forma mais que difícil. Arquitextos, São Paulo, , Vitruvius, jul 2007.
6 Espaços Livres Públicos: PraçasA “PRAÇA” NAS CIDADES OERIENTAIS Segundo Henri Lefèbvre o domínio da cidade sobre o território é representado pelo Palácio do Príncipe, “recinto sagrado”, o “umbigo”, o “centro do mundo”. Pelo “caminho triunfal”, conectado ao recinto sagrado, “vão e vêm os exércitos que protegem e oprimem o território agrícola que a cidade administra”. É nele que ocorrem os desfiles militares, as procissões religiosas. CAMBODJA Onde o caminho triunfal intersecta o recinto sagrado há uma PORTA, se o “centro do mundo” não está aberto ao território, a Porta converte-se no verdadeiro centro urbano. Ao redor da Porta, reúnem-se os guardas, os caravanistas, os errantes, os ladrões. É aí que se encontram os habitantes para conversas espontâneas. É o lugar da ordem e da desordem urbanas, das revoltas e das repressões. BARTALINI , Vladimir. Praça: a forma mais que difícil. Arquitextos, São Paulo, , Vitruvius, jul 2007.
7 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA “Já na cidade grega e, mais tarde, na romana, a centralidade será expressa por um vazio. A forma praça, como centralidade, é portanto uma criação do ocidente e, mais especificamente, do mundo em volta do Mediterrâneo”. BARTALINI , Vladimir. Praça: a forma mais que difícil. Arquitextos, São Paulo, , Vitruvius, jul 2007.
8 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA Piazza Navona-Roma 81.A.C. Espaço para corrida de carros
9 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA NA ANTIGUIDADE CLÁSSICA “A praça nasce de uma necessidade: a de reunir as pessoas, mas também de uma escolha, que se traduz num princípio de relacionamento entre as pessoas – o igual direito à palavra. Mas esta necessidade e esta escolha poderiam se realizar mediante outra “forma”, ter uma outra gênese formal que não a do vazio de um círculo. Por sinal, a origem etimológica da palavra praça é o vocábulo latino platea, ou rua larga. No entanto, escolheu-se o círculo”. BARTALINI , Vladimir. Praça: a forma mais que difícil. Arquitextos, São Paulo, , Vitruvius, jul 2007.
10 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA MEDIEVAL Mudaram os modos de produção e os sistemas sociais. Perde-se o vínculo da forma circular da praça (relações simétricas e recíprocas entre as pessoas), mas a praça continuou a representar a centralidade urbana. Lefèbvre: FUNÇÃO ECONÔMICA. “Entretanto, prossegue Lefèbvre, a centralidade assim funcionalizada e estruturada continua a ser objeto de todos os cuidados. É ornamentada. A menor aldeola [...] possui arcadas, uma praça monumental, edifícios municipais tão suntuosos quanto possível, lugares de prazer. BARTALINI , Vladimir. Praça: a forma mais que difícil. Arquitextos, São Paulo, , Vitruvius, jul 2007.
11 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA MEDIEVAL Piazza Vecchia Bergamo Piazza Grande Arezzo À centralidade condensada na praça medieval sucedeu-se, o “centro de consumo” da cidade capitalista, uma centralidade dupla onde se dá ao mesmo tempo o “lugar de consumo e o consumo do lugar”
12 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA RENASCENTISTA A Renascença sinaliza a origem dos tempos modernos, um movimento de retorno às artes e conhecimentos da antiguidade, nos séculos XVI e XVII. Através do artifício da perspectiva e com objetivo de EMBELEZAMENTO E ORNAMENTAÇÃO, surge a praça renascentista. As praças serviam para dar suntuosidade à cidade e seus monumentos. Pela primeira vez, igualado ao valor funcional e social das praças aparece o valor simbólico e artístico. Apesar de a praça renascentista adquirir um novo sentido, ela não deixa de desempenhar as funções sociais e comercias. Piazza San Marco. Veneza. Forma medieval e tratamento renascentista
13 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA RENASCENTISTA Piazza del Campidoglio, Michelangelo
14 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA RENASCENTISTA Na cidade renascentista, os jardins se ampliam em extensas praças com desenhos geométricos, escalonados. É o jardim monumental para ser observado e pouco desfrutado. O jardim é praticado em espaços privados, não está nas praças públicas ! Vila Lante. Begnália- Itália
15 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA BARROCA Apela mais ao lado monumental do espaço do que ao lado funcional. A praça barroca, retira as atividades econômicas da praça e preenche o vazio com monumentos e mobiliários. (obelisco e fontes) Ênfase nas formas mais ricas e ornamentadas, na ilusão, na emoção, na expectação (criação de cenários), na simetria e regularidade. Enquadramento de monumentos ou enquadrada por arquitetura monumental. Piazza Navona. Barroco. Bernini
16 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA BARROCA O Barroco Francês. O jardim Francês: é considerado o mais rígido e formal de todos os estilos, e se traduz em formas geométricas e simetria perfeita. Hotel des Invalide. 1671/76. Paris Palais du Luxenburg. Paris. 1615/31.
17 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA MODERNA MODERNISMO: ruptura. Brasil. Roberto Burle Marx Praça Duque de Caxias Largo da Carioca Praça em frente Aeroporto Santos Dumont
18 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA MODERNA MODERNISMO: ruptura. Brasil. Roberto Burle Marx Av. Atlântica. Rio de Janeiro Praça Cívica. Brasilia.
19 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA CONTEMPORÂNEA Diversas tendências Pershing Square (Los Angeles, California – EUA) Projeto: Ricardo Legorreta e Laurie Olin
20 Espaços Livres Públicos: PraçasPershing Square (Los Angeles, California - EUA)
21 Espaços Livres Públicos: PraçasPiazza d’Italia – New Orleans, Louisiana – EUA) Projeto: Charles Moore
22 Espaços Livres Públicos: PraçasPiazza d’Italia – New Orleans, Louisiana – EUA)
23 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA CONTEMPORÂNEA Diversas tendências Piazza d’Italia – New Orleans, Louisiana – EUA)
24 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA CONTEMPORÂNEA Diversas tendências La Muralla Roja – Calpe – Espanha. Projeto: Ricardo Bofill. 1973 Plaza Pius XII – Barcelona - Projeto: Ricardo Flores e Eva Prats World Trade Center Memorial New York City, New York – EUA Projeto: Santiago Calatrava
25 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA NO BRASIL A Praça no Brasil caracteriza-se como espaço público, coletivo e multifuncional. O conceito de praça é popularmente associado às idéias de verde e de ajardinamento urbano.
26 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA NO BRASIL Praça da Sé Praça da Sé – São Paulo - SP Projeto: José Eduardo A. Lefèvre anos 70
27 Praças de Itu 1 - Praça Padre Bento Dias Pacheco2 – Praça Dr. Gaspar Ricardo 3 - Largo de São Benedito 4 - Praça da Bandeira
28 Praças de Itu 5 - Praça Duque de Caxias 6 - Praça Dom Pedro I7 - Praça Padre Anchieta 8 - Praça Padre Miguel
29 Praças de Itu 10 – Praça Conde de Parnaíba 9 - Praça da Independência12 – Praça Regente Feijó
30 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA CONTEMPORÂNEA NO BRASIL Anos 30 Projeto: Sylvio Mantovani 1994 Pça. Pio XII – Florianópolis - SC
31 Espaços Livres Públicos: PraçasA PRAÇA NO BRASIL “A praça republicana mais enalteceu as instituições e seus edifícios, do que atendeu ao povo, do qual não nasceu. A não consolidação deste tipo de espaço público permite que se chame de praça uma rotatória, um trevo viário ou qualquer nesga de terra pública”.. BARTALINI , Vladimir
32 Espaços Livres Públicos: Praças“A localização (o lugar) da grande maioria das nossas praças é, de certo modo, coerente com os usos que muitas delas acolhem... A alternativa a não refletir sobre esta forma é adotar alguma disponível nos catálogos e aceitar o que ela ‘diz’ ”. BARTALINI , Vladimir QUAIS AS FUNÇÕES E FORMAS QUE DEVEMOS PENSAR PARA OS ESPAÇOS LIVRES PÚBLICOS DE HOJE ?