ESTUDO DE MERCADO DE CAMARÕES MARINHOS NATIVOS UTILIZADOS COMO ISCAS-VIVAS NA BAIXADA SANTISTA, SÃO PAULO, BRASIL CASTILHO-BARROS, Leonardo1, 4, BARRETO,

1 ESTUDO DE MERCADO DE CAMARÕES MARINHOS NATIVOS UTILIZAD...
Author: Sônia Faro Pinhal
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1 ESTUDO DE MERCADO DE CAMARÕES MARINHOS NATIVOS UTILIZADOS COMO ISCAS-VIVAS NA BAIXADA SANTISTA, SÃO PAULO, BRASIL CASTILHO-BARROS, Leonardo1, 4, BARRETO, Oscar José Salleé2, 4, SILVA, Newton José Rodrigues3,4, HENRIQUES, Marcelo Barbosa2,4,5 1 – Mestrando - Bolsista CAPES/CNPq. 2 – Pesquisador Científico – Instituto de Pesca/SAA/SP 3 – Extensionista - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral/SAA/SP 4 – Av. Bartolomeu de Gusmão, 192 – Ponta da Praia – Santos, SP 5- INTRODUÇÃO RESULTADOS E DISCUSSÃO - Das 23 entrevistas realizadas, 48% dos pescadores são praticantes da pesca de costão, seguido pela pesca de praia (32%) (Figura 4); - 7% e 2%, declararam praticar a pesca em pesqueiros e rios, respectivamente, demonstrando grande diversidade de atuação; - Principais espécies-alvo da pesca amadora: robalo (Centropomus sp.) e a corvina (Micropogonias furnieri) com 12 e 11 citações, respectivamente. - Camarão – citado como principal isca utilizada (Figura 5); - A preferência pelo camarão: facilidade para compra, a diversidade de espécies que se alimentam desse crustáceo e os preços pagos; - Camarão vivo como isca para robalo = Relação benefício/custo POSITIVA; - Figura 6 - Cadeia produtiva do camarão para utilização como iscas vivas; - O fator determinante da constituição da cadeia é a demanda da pesca amadora; - Oferta regional pequena, ocasionando a aquisição de camarões de outras regiões. O extrativismo desordenado e a devastação dos berçários naturais dos camarões são responsáveis diretos pela queda progressiva dos estoques naturais. A captura e venda de camarões para uso como iscas-vivas tem se tornado prática comum e rentável aos proprietários de marinas na região da Baixada Santista, litoral paulista. OBJETIVO Fornecer informações sobre as características dos consumidores de camarões que os utilizam como iscas-vivas na pesca amadora da região METODOLOGIA - A metodologia do presente estudo foi fundamentada em abordagens quantitativa e qualitativa, visto que buscou-se compreender, respectivamente, a demanda por camarões vivos e a caracterização da cadeia produtiva na Baixada Santista; - Entre os meses de abril e agosto de 2012 foram realizadas entrevistas a praticantes da pesca amadora nos municípios de Santos e São Vicente (Figura 1); - Considerou-se como área de estudo a região costeira (praia, costões e decks), locais de concentração dessa atividade nesses municípios; - As entrevistas foram feitas em todos os dias da semana e em diferentes horários, objetivando contemplar uma diversidade de situações. Figura 5 – Preferência de iscas usadas pelos pescadores amadores entrevistados. Figura 4 – Modalidades de pesca praticadas pelos entrevistados. Moradores das regiões estuarinas que não possuem estruturas náuticas e capturam camarões como fonte de renda complementar Coletores Camarão vivo Estruturas náuticas compram e possuem coletores próprios Pescadores amadores: Costões Praias Embarcados (Estuarina, baía e oceânica) Comerciantes de outras regiões Coletores ou estruturas náuticas de outras regiões que ofertam camarões para iscas vivas As estruturas náuticas mantém os camarões vivos e disponibilizam aos pescadores amadores Figura 1 – Área de estudo. Figura 6 – Cadeia produtiva da isca viva do camarão. Figura 3 – Praticantes da pesca amadora Figura 2 – Praticante da pesca amadora noturna. CONSIDERAÇÕES FINAIS Apoio: O poder público não integra a cadeia produtiva. A sua inserção é necessária para aperfeiçoá-la, seja por meio da disponibilização de tecnologia de produção de camarões e financiamento para a sua adoção, assim como melhoria da infraestrutura utilizada pelos coletores e/ou futuro maricultores.