ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICAS

1 ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICASÉtica em Assesso...
Author: Leonardo Alencar Stachinski
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1 ÉTICA E LEGISLAÇÃO EM RELAÇÕES PÚBLICASÉtica em Assessoria de Imprensa

2 Onde estamos? 1 BIMESTRE Ética e Moral – Conceitos GeraisÉtica e Moral na Sociedade Contemporânea Ética e Moral nas Organizações Ética e Relações Públicas - Convergências 2 BIMESTRE Responsabilidade Pública e Moral das Organizações Postura do Profissional de Relações Públicas Código de Ética de Relações Públicas 3 BIMESTRE Ética em Assessoria de Imprensa Ética em Lobby Ética em Relações com Investidores Criação Código de Ética nas Organizações (teoria e cases) 4 BIMESTE Código de Ética - Trabalho prático Ética e Direito Legislação e Relações Públicas Código de Defesa do Consumidor

3 BIBLIOGRAFIA Duarte, Jorge. (org). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia. 2 ed. São Paulo: Atlas, p. 206 – 213. MELO, Waltemir. Comunicação de risco: ação obrigatória das organizações que trabalham com produtos perigosos. Revista Organicom, São Paulo, ano 4, número 6, 1º semestre p HUMBERG, Mário Ernesto. O GHOSTWRITER E A ÉTICA NA COMUNICAÇÃO. Gazeta Mercantil, São Paulo, p. 2, 3 de maio de (arquivo) CARVAS, Waldomiro Jr. Relações Públicas no Gerenciamento de Crises. In: KUNSCH, Margarida M. K. (org) Obtendo Resultados com Relações Públicas, 2ª ed. Ver. São Paulo: Pioneira Thomson, 2006.p ROSA, Mário. A Era do Escândalo. 5 ed. São Paulo: Geração Editorial, P (Porque usar a Verdade como Estratégia?) NOGUEIRA, Nemércio. Media Training. São Paulo: Editora de Cultura, P (Os limites da transparência)

4 Vídeos Situações de Relacionamento com a ImprensaFalta de transparência Falta de ética Vídeo CQC – Prefeitura Cotia Charge - Vídeo Bill Clinton

5 ÉTICA EM RELAÇÕES COM IMPRENSARegras e procedimentos na Contratação de Agência Olhar para imprensa como via de comunicação simétrica x Interesse das Organizações Transparência da organização Transparência e seriedade do veículo Validade das Informações Respeito ao veículo, prazos, exclusivas. Omissão de informações Presentes e subornos

6 Escopo da Ética em Imprensa / JornalismoPREMISSA Qual a finalidade única dos Meios de Comunicação? PAPEL SOCIAL DO JORNALISMO “Informar plenamente a sociedade de tudo que se passa nela. De bom e de mau. De certo e de errado. De ódio e de amor. Porque será apenas assim que a sociedade terá condições de se aprimorar.” Jorge Duarte. Distante de: Enriquecimento de proprietários de jornais e revistas “Venda” de notícias Promoção pessoal CONFLITO DE LEALDADE Se o papel dos meios de comunicação é SOCIAL, até que ponto as informações devem ser divulgadas ou omitidas pelas organizações? Lealdade à sociedade ou à Instituição?

7 Limites da TransparênciaTransparência nas organizações: As organizações não são sozinhas. Atuam em um ambiente social e político. São agentes sociais. Quem tem vida pública – e isso significa pessoas, empresas, poderes constituídos, não só os políticos – está submetido permanentemente a dois tribunais: o jurídico, formal, regido por leis escritas; (se não se consegue provar culpa não há condenação) e o da opinião pública, informal, que se baseia em conceitos éticos e na transparência, em que predominam as percepções, as opiniões da sociedade e os processos, que às vezes parecem erráticos, da psicologia social. (não é preciso provar a culpa, o que predomina são as percepções e impressões). Início de Relações com Imprensa por uma organização: Interesse. Mas é preciso pagar o preço e aceitar a moeda de SER SEMPRE TRANSPARENTE, porque a empresa não pode ser transparente apenas quando lhe interessa. Custo maior do Relacionamento entre iniciativa privada e Imprensa: não é o honorário do profissional, e sim, o dever de ser sempre transparente, assumido por iniciativa própria.

8 Algumas situações de silêncioDe acordo com as regras de compliance política de Segurança da Informação da organização, algumas situações de silêncio podem ser argumentadas, porém com dificuldade. Não são regras e dependem do contexto para serem consideradas éticas ou não. Embate Judicial: Disputa jurídica, em julgamento. Concorrência: Informação valiosa para concorrentes Lei das S.A.: Informações exclusivas Impacto Social: Impacto Social de uma divulgação, mas é difícil de argumentar. Ex. Divulgação antecipada de fechamento de uma fábrica, ou demissões. Impacto pessoal: Preservação da imagem de um profissional de uma organização. Ex. demissão de um executivo.

9 Transparência - Risco é não adotá-la“Num ambiente de intensa comunicação, instantânea e globalizada, a falta de transparência é praticamente impossível. Por isso é melhor adotá-la por iniciativa própria do que estar sempre vulnerável a revelações feitas por terceiros, que simplesmente constituem “revelações”, podem tornar-se prejudiciais” Nemércio Nogueira. “A condenação ética é mais destruidora que a jurídica.” “A falta de transparência pode ser mais prejudicial à imagem empresarial que a incompetência” “Não há como falar em LIMITES DE TRANSPARÊNCIA. É como gravidez: ninguém fica mais ou menos grávida. Não dá para ser mais ou menos transparente. A opinião pública, sob forte influência da imprensa, que julga uma organização” Jorge Duarte.

10 Transparência - Risco é não adotá-la“É quase impossível sustentar uma mentira numa crise de longa duração e grande repercussão. Ingenuidade é imaginar o contrário” Mário Rosa “A tentativa de encobrir a transgressão pode se tornar mais importante que a transgressão original, dando origem a um ciclo de afirmações e contra-afirmações” Mário Rosa. “Nunca a sociedade humana esteve tão interconectada. (...) Optar pela mentira, antes de qualquer outra coisa, é simplesmente ignorar o mundo em que estamos vivendo” Mário Rosa CRISES E TRANSPARÊNCIA Em uma crise, a transparência é questão prioritária. Tudo pode ser fonte, é impossível esconder informações. A responsabilidade tem peso na condução dos processos Fontes secundárias de informações: Contas telefônicas Contas bancárias Documentos gerais Ex-funcionários Documentos de cartório Evolução patrimonial Auditoria

11 Relações com Imprensa - CrisesPREVENÇÃO DA CRISE: Mapeamento de Focos de Riscos em todas as áreas Ações de ataque aos focos de riscos – Políticas de Prevenção de Crises Mapeamento de fluxos e processos Preparação de porta-vozes Atenção a todos os stakeholders QUANDO A CRISE ESTÁ INSTALADA: Assumir Responsabilidade e Controle. Foco das ações dentro do Comitê de Crise Agir com transparência. Apresentar com frequência informações oportunas, exatas e atualizadas. Compromisso com todos os públicos envolvidos: colaboradores, comunidade, investidores, etc. (ex. mais atenção à imprensa que às vitimas ou público interno) Acessibilidade para imprensa, independente do veículo Ações corretivas concretas “Um relacionamento honesto e ético da organização e dos seus dirigentes com a imprensa antes e durante a crise favorece o seu apoio para comunicar avisos, transmitir informação ao público, tranquilizar a população, corrigir ou disparar boatos, informar sobre evacuações e buscar ajuda externa de voluntários e de organizações de utilidade pública.” José Benedito Pinho

12 Comunicação de Risco “Processo de troca de Informações e opiniões entre indivíduos, grupos e instituições públicas e privadas. Ela abrange a criação e a troca de mensagens sobre o riscos (natureza, forma, severidade, aceitabilidade, gerenciamento, etc) e sobre assuntos correlatos à segurança e ao bem estar do corpo social existente dentro do universo de abrangência e ao impacto de uma situação de emergência”. Waltemir Melo “Processo interativo e multilateral que envolve todos os segmentos do público que possam ter interesse ou se ver frente com uma situação de emergência provocada por acidentes graves.” Waltemir Melo Não pode ser praticada apenas em momentos críticos – perda de confiança Comunicação como fator chave em todas as etapas: PREVENÇÃO – Identificação de causas e possibilidades. Medidas preventivas. Ouvir os stakeholders. Conscientização dos públicos. PREPARAÇÃO – Treinamentos para situações com objetivo de reduzir impacto. Ações de Comunicação e RP com os stakeholders. RESPOSTA – Ação na ocorrência de acidentes. Como serão comunicados, etc. RECUPERAÇÃO – Ações para voltar o estado de normalidade. Comunicação: Realista, precisa, clara. Clima de transparência e seriedade.