Fausto Amador Alves Neto

1 Fausto Amador Alves NetoPRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: ANÁL...
Author: Isadora Antas Klettenberg
0 downloads 2 Views

1 Fausto Amador Alves NetoPRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO: ANÁLISE SOBRE A OFERTA DE SERVIÇOS E EQUIPAMENTOS PÚBLICOS EM NOVAS ÁREAS HABITACIONAIS DE INTERESSE SOCIAL EM ITUIUTABA-MG Daniel de Araujo Silva Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Geografia do Pontal (PPGEP). Universidade Federal de Uberlândia (UFU) Faculdade de Ciências Integradas do Pontal (FACIP)   Fausto Amador Alves Neto Mestrando do PPGEP, UFU/FACIP Fábio Reis Venceslau Aluno especial do PPGEP, UFU/FACIP

2 A produção do espaço urbano envolve vários agentes responsáveis por sua produção, dentre eles o Estado. Este, principalmente nos programas habitacionais, como por exemplo, o programa do Governo Federal “Minha Casa Minha Vida (MCMV)”.

3 Entretanto, nossa preocupação neste artigo é de uma analise sobre as unidades do MCMV, no que tange ao entorno desses conjuntos habitacionais, como a oferta de serviços públicos e equipamentos urbanos. Visto que a maioria desses conjuntos é implantada nas áreas periféricas em relação ao centro, e em uma cidade do tipo monocêntrica, como Ituiutaba, a distância do centro se torna um problema para a maioria das pessoas, pois nem todos dispõem de meios de transportes particulares para se locomoverem pela cidade.

4 OBJETIVOS Assim, o presente artigo teve como objetivo analisar os novos conjuntos habitacionais na cidade de Ituiutaba quanto à presença de equipamentos e serviços públicos. Como recorte espacial foi apontado o total de seis bairros, a saber: Residenciais Canaã I e II; Residencial Buritis; Residencial Marcondes Bernardes e Residencial Nadime Derze I e II, todos pertencentes ao programa MCMV.

5 ÁREA DE PESQUISA

6 ÁREA DE PESQUISA

7 METODOLOGIA - Revisão Bibliográfica; - Trabalho de campo.

8 Para tal análise, percorremos os referidos conjuntos habitacionais observando, fotografando e analisando as estruturas dos locais, levando em consideração a presença ou a falta de serviços e equipamentos públicos urbanos como: escolas, espaços de lazer, postos de saúde, acessibilidade e transporte coletivo, além de calcular a distância a se percorrer pelos moradores para terem esses serviços em outros bairros.

9 Resultados

10 . Após a realização do trabalho de campo, podemos constatar a realidade dos novos conjuntos habitacionais de Ituiutaba em relação à oferta de serviços e equipamentos públicos nestes locais. A seguir apresentaremos os dados de alguns dos bairros pesquisados, onde se analisa a presença de unidades de ensino (creche, ensino fundamental, ensino médio), unidades de saúde, espaços de lazer, acessibilidade, transporte coletivo, além de pontos de comércio. Também foram medidas, em cumprimento, as distâncias geográficas percorridas pelas pessoas no caso da não existência destes serviços no próprio bairro.

11 Conjuntos Habitacionais: Canaã I e II, Buritis, e Nadime Derze I e IIEsses conjuntos estão localizados na porção leste da cidade de Ituiutaba, os Residenciais Canaã I e II foram criados no ano de 2009 com 1010 casas, o Residencial Buritis criado em 2009 com 328 unidades, e os Residenciais Nadime Derze I e II no ano de 2013 com 580 casas (FERREIRA e MOURA, 2013), esses bairros se localizam aproximadamente de 3,8 a 4,6 km de distância do centro da cidade.

12 Canaã 1 e 2;

13 CANAÃ I e II

14

15 Residencial Buritis

16 Via que dá acesso ao Buritis

17 Residencial Nadime Derze I e II

18

19 Considerações Finais Tendo como base as discussões levantadas anteriormente, percebe-se que os bairros que atendem o programa “Minha Casa Minha Vida”, direcionados pelos agentes produtores do espaço, neste caso o Estado, configuram-se como uma nova projeção da (re)organização do espaço urbano tanto no cenário brasileiro, como na realidade da escala local. Dentre desse contexto, na busca desse processo de reprodução do espaço, tem-se notado a promoção da descontinuidade da malha urbana e, via de consequência, a expansão em áreas geograficamente afastadas, promovendo o “distanciamento da cidade” em detrimento das movimentações do centro.

20 Ademais, além de se destacar a distância promovida em acesso a serviços para os moradores desses novos residenciais, aponta-se que o transporte público ofertado não consegue atender as demandas em sua totalidade. Embora tenha a oferta do serviço, percebe-se que não foram disponibilizados novos carros e linhas para atendimento, mas sim uma reestruturação das já existentes, provancando uma sobrecarga do serviço, que não consegue socorrer a contento todas as áreas atendidas.

21 Nesse patamar, as discussões voltadas às estruturas desses novos bairros, que criados para atender políticas sociais vinculadas ao caráter habitacional, se distanciam de alguns outros preceitos fundamentais, como saúde, educação, cultura, desporto e lazer.

22 Assim, nota-se que os equipamentos urbanos não se consolidaram nestes espaços, ocasionando enormes prejuízos ao seu direito básico de habitação com dignidade. Desta forma, as novas configurações espaciais obtidas por essa realidade hoje vivenciada, é um problema enfrentado pelo modelo criado para atender os anseios da população carente de habitação.

23 Por fim, denota-se que o modelo criado, embora seja considerado como um programa recente, que tem como cunho resolver de forma rápida as questões sociais, acabam se materializando de forma muito ágil e, muitas vezes, ineficaz. Logo, dada a velocidade imprimida nesta materialização do programa, os serviços dispostos não conseguem atingir os seus objetos mais intrínsecos, promovendo tão somente a moradia, sem se preocupar com os demais serviços públicos essenciais.

24 Referências BRASIL. Construindo uma Cidade Acessível. Caderno 2. Ministério das Cidades. Brasília - DF. (2006). Disponível em: . Acesso em: 28 nov CARLOS, Ana Fani Alessandri. Da “organização” à “produção” do espaço no movimento do pensamento do pensamento geográfico. In: CARLOS, Ana Fani Alessandri; SOUZA, Marcelo Lopes de; SPOSITO, Maria Encarnação Beltrão (org.). A produção do espaço urbano: agentes e processos, escalas e desafios. São Paulo: Contexto, p CORRÊA, R. L. O espaço urbano. 4. ed. São Paulo: Ática    DAMIANI, A. L. A Cidade (des)ordenada: concepção e cotidiano do conjunto habitacional Itaquera I Tese (Doutorado em Geografia), Universidade de São Paulo, 1993. FERREIRA, Leilaine de Fátima; MOURA, Gerusa Gonçalves. A produção do espaço urbano: a moradia popular na cidade de Ituiutaba-MG. II SEURB (2013). Disponível em: . Acesso em: 01 dez LEFEBVRE, H. A revolução urbana. Tradução: Sergio Martins. Belo Horizonte: Editora UFMG, 1999, 178 p. LIMA, I. O. Conjuntos habitacionais e segregação socioespacial: o distrito industrial de Campinas/SP (DIC). Dissertação (Mestrado em Geociências). Universidade Estadual de Campinas, 2013. MENDONÇA, F. Riscos, Vulnerabilidade e abordagem socioambiental urbana: uma reflexão a partir da RMC e de Curitiba. Desenvolvimento e Meio Ambiente, n. 10, p Paraná: Editora UFPPR. jul./dez MONTE-MÓR, R. L. O que é o urbano, no mundo contemporâneo. Revista Paranaense de Desenvolvimento. Curitiba, n. 111, p.09-18, jul./dez., 2006. RIBEIRO FILHO, V.; ALVES, P.; ALVES, L. A. Mobilidade e acessibilidade urbana com foco nas pessoas com mobilidade reduzida. In: RIBEIRO FILHO, V.; ALVES, L. A. (Org’s). Reflexões Geográficas: diferentes leituras sobre o urbano. Uberlândia: Edibrás, p. 165 – 174. SERPA, A. Espaço Público e acessibilidade: notas para uma abordagem geográfica. GEOUSP - Espaço e Tempo, São Paulo, Nº 15, p , Disponível em: . Acesso em: 27 Nov SPOSITO, M. E. B. Novas formas comerciais e redefinição da centralidade intra-urbana. In: _______. (Org.). Textos e contextos para a leitura geográfica de uma cidade média. Presidente Prudente, 2001b, p

25 Agradecimentos: