Filosofia Psicanalítica casmurra

1 Filosofia Psicanalítica casmurraProfessor Mário Luiz As...
Author: Ágata Campos de Paiva
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1 Filosofia Psicanalítica casmurraProfessor Mário Luiz Assunção Professor Gustavo Borges

2 A Filosofia e a Psicanálise

3 Sigmund Freud e a PsicanáliseNos primeiros trabalhos, Freud sugeria a divisão da vida mental em duas partes: consciente e inconsciente. A porção consciente, assim como a parte visível do iceberg, seria pequena e insignificante, preservando apenas uma visão superficial de toda a personalidade. A imensa e poderosa porção inconsciente - assim como a parte submersa do iceberg - conteria os instintos, ou seja, as forças propulsoras de todo comportamento humano.

4 O "ID", grosso modo, correspondente à sua noção inicial de inconsciente, seria a parte mais primitiva e menos acessível da personalidade. "Nós chamamos de (...) um caldeirão cheio de axcitações fervescentes. [O id] desconhece o julgamento de valores, o bem e o mal, a moralidade" (Freud, 1933, p. 74).

5 O ego serve como mediador, um facilitador da interação entre o id e as circunstâncias do mundo externo. O ego representa a razão ou a racionalidade, ao contrário da paixão insistente e irracional do id. Enquanto o id anseia cegamente e ignora a realidade, o ego tem consciência da realidade, manipula-a e, dessa forma, regula o id. O ego não existe sem o id; ao contrário, o ego extrai sua força do id. O ego existe para ajudar o id e está constantemente lutando para satisfazer os instintos do id.

6 O superego representa a moralidadeO superego representa a moralidade. Freud descreveu-o como o "defensor da luta em busca da perfeição - o superego é, resumindo, o máximo assimilado psicologicamente pelo indivíduo do que é considerado o lado superior da vida humana" (Freud, 1933, p. 67).

7 Literatura / Psicanálise: Dom Casmurro

8 Dona Glória “Minha Mãe era boa criatura. Quando lhe morreu o marido, Pedro de Albuquerque Santiago, contava trinta e um anos de idade, e podia voltar para Itaguaí. Não quis; preferiu ficar perto da igreja em que meu pai fora sepultado”

9 ID ampará-la; o espaldar da cadeira era baixo.Inclinei-me depois sobre ela rosto a rosto, mas trocados, os olhos de uma na linha da boca do outro. Pedi-lhe que levantasse a cabeça, podia ficar tonta, machucar o pescoço. Cheguei a dizer-lhe que estava feia; mas nem esta razão a moveu. --Pronto! --Estará bom? --Veja no espelho. Em vez de ir ao espelho, que pensais que fez Capitu? Não vos esqueçais que estava sentada, de costas para mim. Capitu derreou a cabeça, a tal ponto que me foi preciso acudir com as mãos e

10 Superego Seminário

11 Agonia do ID --E se mamãe pedisse a Deus que a dispensasse da promessa? --Não, não peço. Estás tonto, Bentinho? E como havia de saber que Deus me dispensava? --Talvez em sonho; eu sonho às vezes com anjos e santos.   --Também eu, meu filho; mas é inútil... Vamos, é tarde; vamos para a sala. Está entendido: no primeiro ou no segundo mês do ano que vem, irás para o seminário.

12 Traumas do Inconsciente.... Mais, mais superego--Escobar é muito meu amigo, Capitu! --Mas não é meu amigo. --Pode vir a ser; ele já me disse que há de vir cá para conhecer mamãe. --Não importa; você não tem direito de contar um segredo que não é só seu, mas também meu, e eu não lhe dou licença de dizer nada a pessoa nenhuma. Era justo, calei-me e obedeci. +

13 Desfecho – Vida reprimidaE bem, qualquer que seja a solução, uma cousa fica, e é a suma das sumas, ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve! Vamos à "História dos Subúrbios. Mecanismos de defesa Repressão: afastar do consciente para o inconsciente. Projeção: Transferir o seu problema para o outro. Regressão: retorno à atitudes passadas. Racionalização Negação.