1 Guilherme, Natanael, Felipe, Kauê e CristhianDoença de Parkinson Guilherme, Natanael, Felipe, Kauê e Cristhian
2 História A Doença de Parkinson foi descrita pela primeira vez pelo médico James Parkinson em O nome "Parkinson" foi sugerido pelo neurologista francês Jean-Martin Charcot para nomear a doença, como homenagem a James Parkinson. Famoso por seu trabalho publicado em 1817, "Ensaio sobre a Paralisia Agitante” (uma descrição de um conjunto de sintomas: lentidão, rigidez e tremor).
3 James Parkinson
4 O que é? A Doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurológico progressivo causado pela degeneração de neurônios da substância negra responsáveis pela produção de dopamina, neurotransmissor relacionado principalmente com a função de coordenação dos movimentos. (Hauser & Zesiewicz, 2001)
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6 Diagnóstico Diagnosticar a doença de Parkinson pode ser difícil, especialmente em seus estágios iniciais. Estima-se que cerca de 40% das pessoas com a doença podem não ter ainda o diagnostico (dados dos EUA). Pelo fato do diagnóstico ser baseado no exame físico do paciente, realizado em consultório, é muito importante que o médico neurologista seja especialista em transtornos de movimentos, para que assim seja possível haver correta avaliação e segurança no (possível) diagnóstico.
7 Fatores de risco Alguns fatores são considerados de risco para o desenvolvimento do Parkinson: Idade: As pessoas costumam desenvolver a doença em torno de 60 anos de idade ou mais Hereditariedade: Ter um parente próximo com a doença de Parkinson aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença. Gênero: homens são mais propensos a desenvolver a doença de Parkinson do que mulheres Exposição a toxinas: exposição contínua a herbicidas e pesticidas pode colocar uma pessoa em um risco ligeiramente aumentado de doença de Parkinson.
8 Sintomas Os quatro sintomas principais que determinam o diagnóstico da doença de Parkinson são: Tremor (tremor de repouso e/ou de tremor de movimento) Bradicinesia (lentidão dos movimentos) Rigidez Alteração postural (que podem ocasionar desequilíbrio e/ou queda)
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10 Classificação da doença de acordo com a faixa etária 1. Doença de Parkinson de Início Tardio - início após 60 anos de idade; 2. Doença de Parkinson na Meia Idade - início entre 40 e 59 anos de idade; 3. Doença de Parkinson de Início Precoce, pode ser subdividido em 2 sub-grupos: Parkinson Precoce - início da doença entre 21 e 40 anos de idade; Parkinson Juvenil - início antes dos 21 anos de idade.
11 Incidência Considerando o número de casos de disfunções neurodegenerativas no mundo, a doença de Parkinson está em segundo lugar. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência é de 4, novos casos por habitantes por ano. Dentre todos casos de DP, estima-se que entre 3 - 6% sejam diagnósticos de Parkinson Precoce.
12 Tratamento Medicamentos Promotor da dopaminaEstimula os receptores de dopamina no cérebro. Antidepressivo Previne ou alivia a depressão e regula o humor. Medicamentos que melhoram a cognição Melhora as funções mentais, reduz a pressão arterial e pode equilibrar o humor.
13 Atividade física: benefícios e adaptações A atividade física não leva ao desaparecimento da doença, porém, pode retardar sua progressão, principalmente no que diz respeito à rigidez muscular e lentidão dos movimentos (Hauser & Zesiewicz, 2001; Shepard, 1998; Kuroda et al., 1992). Smith (2003); Sasco et al (1992), sugerem que a atividade física possui um efeito neuroprotetor sobre o cérebro, auxiliando na proteção de várias doenças neurodegenerativas.
14 Conclusão Os benefícios da prática de atividade física regular e com orientação adequada são amplamente reconhecidos e contribuem para uma melhor qualidade de vida. No paciente com Parkinson os exercícios tem importância adicional visando não só os aspectos motores, como também os aspectos psicológicos e sociais.
15 CANABIDIOL Uma pesquisa recente sobre o uso medicinal do canabidiol (CDB) mostrou que essa substância extraída da maconha pode ser eficaz no tratamento de pacientes com mal de Parkinson. Segundo o professor José Alexandre Crippa, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da Universidade de São Paulo (USP), um dos coordenadores do estudo, pela primeira vez, afirmou que o grupo de voluntários que ingeriu cápsulas contendo canabidiol apresentou melhoras na qualidade de vida e no bem-estar.
16 CANABIDIOL O CDB é uma substância canabinoide existente na folha da Cannabis sativa - a maconha - que, de acordo com pesquisadores, não causa efeitos psicoativos ou dependência. O elemento possui estrutura química com grande potencial terapêutico neurológico, ou seja, pode ter ação ansiolítica (que diminui a ansiedade), antipsicótica, neuroprotetora, anti-inflamatória, antiepilética e agir nos distúrbios do sono.
17 CANABIDIOL Segundo o professor José Alexandre Crippa, uma explicação pode ser a de que o CBD provavelmente atua no sistema endocanabinoide (conjunto de neurotransmissores semelhantes aos compostos químicos da Cannabis sativa), diferentemente de outros medicamentos utilizados nesse tipo de tratamento, que atuam no sistema dopaminérgico (conjunto de receptores da dopamina, responsável por controlar as funções mentais e motoras). “Queríamos ver o efeito do canabidiol nos sintomas motores, por isso realizamos um ensaio clínico com pacientes com Parkinson”
18 ESTUDO O estudo foi feito durante seis semanas e analisou 21 pessoas com Parkinson, sem demência ou problemas psiquiátricos. Os pacientes foram divididos em três grupos, sendo que um grupo recebeu placebo (feito somente com óleo de milho), o segundo recebeu CBD a 75mg/dia dissolvido em óleo de milho, e o terceiro recebeu CBD a 300mg/dia, também dissolvido em óleo de milho. Tanto os profissionais quanto os pacientes não sabiam o que estavam tomando, nem a qual grupo pertenciam.
19 CANABIDIOL – Resultado da PesquisaDepois de seis semanas usando o CBD, os pacientes passaram por uma nova avaliação, em que foi relatado pelos pacientes e seus familiares uma melhora da qualidade de vida e do bem-estar, tanto para sintomas motores como os não motores. E essa melhora foi significativa tanto para pacientes que receberam canabidiol a 75mg/dia e ainda maior para os que receberam 300mg/dia. Os pacientes com Parkinson não apresentaram nenhum efeito colateral.
20 Video https://www.youtube.com/watch?v=UCCNc_U6p9c
21 Referências Young Parkinson's Handbook. A guide for patients and their families - APDA, 2008 Spica e cols. Journal of Neurology. 2013; 260(1): Klepac e cols. Degenerative Neurological and Neuromusculr disease. 2013; 1: Sociedade Brasileira de Neurologia SMITH A.D. Can the brain be protected through exercise? Lessons from an animal model of parkinsonism. In: Experimental Neurology. Pittsburgh, v.184, n 1, p Disponível em: pubmed. Acesso em 01 out 2005 SASCO Aj, PAFFENBARGER Rs Jr, GENDRE I. The role of physical exercise in the ocorrence of Parkinson's disease. Arch Neurol 1992;49(4): HAUSER, Robert; ZESIEWICZ, Theresa. A doença de Parkinson: perguntas e respostas. São Paulo: Novartis, 2001 HAUSER Robert. A doença de Parkinson - perguntas e respostas. Espanha: Merit, 2000.