1 Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USPDoença de Crohn e Retocolite Ulcerativa Nayra Soares F. Pereira R4 Medicina Interna
2 Doença de Crohn Doença inflamatória granulomatosa crônica do trato gastrintestinal que afeta qualquer segmento, desde a boca até o ânus, com períodos de remissão e recidiva. Causa: não conhecida. Fatores que podem estar envolvidos: infecções, anomalias no sistema imunológico, alterações genéticas, dieta e fatores psicogênicos. Local mais envolvido: íleo terminal e cólon ascendente proximal intestino delgado: 80% cólon: 50% cólon isoladamente: %
3 Doença de Crohn Achados Clínicos Sexo: igualmente afetados.Idade: pico de envolvimento entre 15 e 25 anos. Sintomas clássicos: dor abdominal, diarréia e perda de peso. Outros sintomas: febre, sangramento intestinal, massa abdominal palpável. Complicações: sangramento, obstrução, fístula e abscessos. Megacólon tóxico e neoplasias (linfoma e carcinoma) também podem ocorrer.
5 Doença de Crohn Papel dos exames de imagemDescrever todos os achados para determinar a gravidade da doença: • Descrever as lesões: - Número - Comprimento - Localização • Doença aguda x doença crônica • Doença fibroestenótica x doença penetrante Geralmente os pacientes têm mais de um subtipo de doença > Manejo diferente em cada situação!
6 Doença de Crohn Doença aguda x Doença crônica Doença aguda• Espessamento da parede • Sinal de halo (aparência em camadas) • Úlceras superficiais e profundas • Edema mesentérico • Hiperealce da mucosa pós-contraste • Restrição a difusão das paredes • Aumento da linfadenopatia (não tamanho) • Estenose devido a inflamação > realce precoce Doença crônica • Depósito de gordura na parede • Proliferação de gordura mesentérica • Pseudopólipos • Obstruções • Estenoses Fibróticas > realce progressivo
7 Doença de Crohn Doença penetrante x doença fibroestenótica• Inflamação transmural e realce homogêneo de toda a parede • Formação de trato sinusoidal • Fístulas • Abcessos Doença fibroestenótica • Fibrose mural • Falta de edema submucoso • Estenoses (fixa, aperistáltica, estreitamento luminal e espessamento mural) • Dilatação intestinal a montante
8 Doença de Crohn Achados de Imagem Radiografia ConvencionalAlterações precoces: hiperplasia linfóide (elevações mucosas de 1-3 mm) nodularidades úlceras e fissuras espessamento mural inflamação transmural. Mayo Clinic Gastrointestinal Imaging Review
9 Doença de Crohn Achados de Imagem Radiografia ConvencionalAlterações tardias: áreas normais intercaladas com segmentos acometidos, (pedra de calçamento), pseudopólipos inflamatórios, perda de haustrações, abscesso intramural, estreitamento luminal segmentar (sinal da corda), estenoses, fissuras, fístulas, separação das alças intestinais por processo inflamatório do mesentério. Gastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
10 Doença de Crohn Gastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
11 Doença de Crohn Tórax. abdome, pelve I Michael P. Federle
12 Doença de Crohn Achados de Imagem UltrassonografiaAvalia: espessamento da parede do tubo digestivo, extensão, localização, linfadenopatia, estreitamentos e alterações da mucosa. Complicações: abscessos, fístulas, obstrução e perfuração. Sinal de doença inflamatória atividade: aumento do fluxo ao estudo Doppler.
13 Doença de Crohn Achados de Imagem Tomografia ComputadorizadaPreparo: ingestão de mL de meio de contraste diluído > avaliar a parede e identificar trajetos fistulosos. contraste endovenoso: realce da parede > sinal de doença inflamatória em atividade. Alterações inespecíficas: espessamento circunferencial, realce da parede, linfonodomegalia, alterações inflamatórias do mesentério. Alterações específicas: espessamento proeminente (1 a 2 cm), estratificação de camadas da parede intestinal (sinal do alvo), úlceras, fístulas, abscessos e acometimento de órgãos adjacentes.
14 Doença de Crohn Evolução subaguda: proliferação fibrogordurosa do mesentério com ingurgitamento de vasa recta (sinal do pente). Evolução crônica: estenoses segmentares, deformidade de alças com pseudodiverticulos e quadros de obstrução. Mayo Clinic Gastrointestinal Imaging Review
15 Doença de Crohn Gastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem
16 Doença de Crohn Gastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Tórax. abdome, pelve I Michael P. Federle.
17 Doença de Crohn Achados de Imagem Ressonância MagnéticaPreparo: meios de contraste por via oral, endovenoso e agentes antiperistálticos. Achados: semelhantes aos da TC, apresenta ainda boa sensibilidade para a detecção de fístulas e abscessos. Gastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
18 Doença de Crohn Fístulas perianaisClassificação do Hospital St. James (Inglaterra): Grau 1: fístula interesfinctérica simples. Grau 2: fístula interesfinctérica com abscesso ou trato fistuloso secundário. Grau 3: fístula transesfincteriana. Grau 4: fístula transesfincteriana com abscesso ou trato secundário na fossa isquiorretal. Grau 5: fístula transelevatória/supraelevatória (quando o trajeto fistuloso transfixa o plano muscular do elevador do ânus). Gastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
19 Doença de Crohn Sistemas de pontuação• Clínica: quantidade de diarréia, dor, nível de hematócrito • Pontuação Lemann: Imagem (CT / MR) + endoscopia / colonoscopia- localização dos danos, gravidade, extensão, progressão e reversibilidade, cirurgia prévia • Índice de atividade baseada em MRI: Gücer FI et al. Evaluation of Crohn's disease activity by MR enterography: Derivation and histopathological comparison of an MR-based activity index. Eur J Radiol Oct;84(10):
20 Doença de Crohn
21 Doença de Crohn Diagnósticos diferenciaisCausas de dor abdominal ou processo inflamatório intestinal, notadamente na fossa ilíaca direita: apendicite aguda, tuberculose intestinal, colites. Causas de espessamento das paredes intestinais: linfomas.
22 Retocolite UlcerativaDoença inflamatória intestinal idiopática, restrita à mucosa, que acomete nos estágios iniciais o reto, com posterior extensão proximal de forma contínua (não salteada). Maioria tem curso indolente com surtos intermitentes, mas alguns pacientes têm curso agudo e fulminante. Idade: dois picos de incidência, entre 15 e 25 anos e entre 55 e 65 anos. Causa: não conhecida. Clínica: diarréia, dor abdominal, sangramento retal, perda ponderal e tenesmo. Há alto risco para o desenvolvimento de malignidade!
23 Retocolite UlcerativaPapel dos exames de imagem diferenciar DC de RU determinar a extensão da doença: - proctite - colite do lado esquerdo - colite até o cólon transverso - pancolite identificar complicações
24 Retocolite UlcerativaAchados de Imagem Enema Opaco Agudo Estreitamento por espasmo e irritabilidade. Espessamento haustral. Padrão mucoso finamente granular por edema e hiperemia. Padrão mucoso pontilhado devido a erosão de abscessos das criptas. Úlceras em "botão de camisa". Pólipos. Pseudopólipos inflamatórios. Mayo Clinic Gastrointestinal Imaging Review
25 Retocolite UlcerativaAchados de Imagem Enema Opaco Crônico Encurtamento do cólon. Perda das haustrações: aspecto de "cano de chumbo". Estenoses de padrão liso e gradual. Ileíte de refluxo (10%-40% dos pacientes): válvula ileocecal fixa e aberta, associada a íleo distal dilatado e com padrão granular mucoso. Anormalidade valvar retal Alargamento do espaço pré-sacral: maior que 15 mm. Mayo Clinic Gastrointestinal Imaging Review
26 Retocolite UlcerativaAchados de imagem Tomografia computadorizada e Ressonância magnética • Alargamento do espaço pré-sacral. • Espessamento parietal e estratificação das camadas - sinal do halo. • Realce da mucosa, muscular própria e pólipos pseudoinflamatórios • Proliferação mesentérica fibrogordurosa. • Ingurgitamento de vasos mesentéricos - sinal do pente (comb sign). • Linfonodomegalia mesentérica.
27 Retocolite UlcerativaGastrointestinal - Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem.
28 Retocolite UlcerativaDiagnósticos diferenciais Doença de Crohn Colite pseudomembranosa, colite neutropênica, colite isquêmica e diverticulite
29 Bibliografia Gücer FI et al. Evaluation of Crohn's disease activity by MR enterography: Derivation and histopathological comparison of an MR-based activity index. Eur J Radiol Oct;84(10): Gastrointestinal / Giuseppe D"Ippolito, Rogério Pedreschi Caldana ; [editores da série C. Isabela S. Silva, Giuseppe D'Ippolito, Antônio José Rocha]. - Rio de Janeiro : Elsevier, p. :il. ; 28cm. - (Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem ; v.2) Tórax. abdome, pelve / Michael P. Federle. [et ai. I ; editor-chefe Akram M. Shaaban ; [revisão técnica Emerson Leandro Gasparetto; tradução Roxane Gomes dos Santos Jacobson]. - Rio de Janeiro :Guanabara Koogan, il. - ( Imagens & anatomia) Mayo Clinic Gastrointestinal Imaging Review. C. Danial Johnson, MD , Grant D. Schmit, MD. By Mayo Foundation for Medical Education and Research, 2005.
30 Obrigada!