II - A Preleção de Eusébio

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Author: Isabella Santos Affonso
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2 II - A Preleção de EusébioRoteiro I - Entre os dois Planos II - A Preleção de Eusébio

3 CONTEÚDO DOUTRINÁRIO Este livro trata da questão psíquica:Os distúrbios psíquicos são analisados a partir do Plano Espiritual, trazendo a abalisada opinião de Espíritos especialistas (Instrutores espirituais). São enfocados os encontros e desencontros da Medicina terrena ante as lições da Doutrina dos Espíritos. O Espiritismo descerra o véu que encobre os mistérios dos distúrbios psíquicos, apontando com bom senso suas causas. Mais que isso: ilumina os caminhos da cura. Esclarecimentos espirituais, trilhando pela simplicidade e por exemplos, possibilitam a todos nós compreender como se processam e como devem ser administrados os casos de: Esquizofrenia Epilepsia Neuroses várias Fobias Idéias fixas Sentimentos de culpa Mongolismo (estudo de caso).

4 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01PERSONAGENS ANDRÉ LUIZ – é o Autor Espiritual. Permaneceu no Umbral por oito anos. CALDERARO – Assistente. Especialista em atendimentos na Crosta Terrestre, na área de “Psiquiatria Iluminada. EUSÉBIO – Instrutor. Abnegado protetor de necessitados, de mentes desequilibradas. Superintendente da Organização Espiritual em zona intermediária.

5 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01PREFÁCIO Dos quatro cantos da Terra diariamente partem viajores humanos, aos milhares, demandando o país da morte. Raros viveram nos montes da sublimação, a maioria constitui-se de menores de espírito, em luta pela outorga de títulos que lhes exaltem a personalidade. Muita vez, acomodaram-se com os vícios de toda sorte, demorando voluntariamente nos trilhos da insensatez. Apesar disso, porém, quase sempre se atribuiam a indébita condição de “eleitos da Providência”. Cristalizados nessa posição, aplicavam a justiça ao próximo, sem se compenetrarem das próprias faltas, esperando um paraíso de graças para si e um inferno de intérmino tormento para os outros.

6 PREFÁCIO Quando perdidos nos intrincados meandros do materialismo cego, fiavam, sem justificativa, que no túmulo se lhes encerraria a memória; e, se filiados a escolas religiosas, raros excetuados, contavam, levianos e inconsequentes, com privilégios que jamais nada fizeram por merecer. Perante a Suprema Justiça, todos possuem os mesmos direitos, porem estão distantes de si pela conduta individual, que distingue a virtude e o crime, o trabalho e a ociosidade, a verdade e a simulação, a boa vontade e a indiferença.

7 PREFÁCIO E por que motivo fulminar com inapelável condenação os delinquentes, se o dicionário divino inscreve a letras de fogo as palavras “regeneração”, “amor” e “misericórdia”? A morte a ninguém propiciará passaporte gratuito para a ventura celeste. Nunca promoverá compulsoriamente homens a anjos. Cada criatura transporá essa aduana da eternidade com a exclusiva bagagem do que houver semeado. Somos filhos de Deus, em crescimento. Seja nos campos de forças condensadas, quais os da luta física, seja nas esferas de energias sutis, quais as do plano superior.

8 A rigor, não temos círculos infernais, de acordocom os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizados no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas, criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar.".

9 “É natural, porém: cada lavrador respira o ar do campo que escolheu.PREFÁCIO “É natural, porém: cada lavrador respira o ar do campo que escolheu. Para todos, contudo, exoramos a bênção do Eterno: tanto para eles, quanto para nós”. EMMANUEL

10 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01André, acompanhado de Calderaro, se dirige a um local onde haverá uma exposição a ser feita por Eusébio. Eusébio, superintendia prestigiosa organização de assistência em zona intermediária, atendendo a estudantes relativamente espiritualizados, ainda jungidos ao círculo carnal, e a discípulos recém-libertos do campo físico. A enorme instituição, era plena de almas situadas entre as esferas inferiores e as superiores, gente com imensidão de problemas e de indagações de toda a espécie, a requerer-lhe paciência e sabedoria. Entretanto o missionário encontrava tempo para descer semanalmente a Crosta Planetária, a fim de se encontrar com discípulos sem recursos de elevação para vir ao encontro de seu verbo iluminado, na sede superior.

11 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01Calderaro, recebia-lhe a orientação, de conformidade com o quadro hierárquico, E a seu turno, prestava serviço ativo na própria Crosta da Terra. Especializara-se na ciência do socorro espiritual, naquela que, entre os estudiosos do mundo, poderíamos chamar “psiquiatria iluminada”. O escopo fundamental da tarefa circunscrevia-se ao socorro imediato aos infelizes, evitando-se, quanto possível, a loucura, o suicídio e os extremos desastres morais.

12 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01Ao chegarem ao local, André Luiz verifica a aglomeração de algumas centenas de companheiros, temporariamente afastados do corpo físico pela força liberativa do sono. Calderaro comenta que na reunião o Instrutor Eusébio receberá estudantes do espiritualismo, em suas correntes diversas, que se candidatam aos serviços de vanguarda. E explica a André que não é um grupo de indivíduos filiados a diferentes escolas de fé, já que a heterogeneidade de princípios em centenas de indivíduos, cada qual com sua opinião, obrigaria a digressões difusas, acarretando condenáveis desperdícios de oportunidades.

13 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01

14 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01Das pessoas que ali se encontravam, 80% se constituem de aprendizes dos templos espiritualistas, ainda inaptos aos grandes vôos do conhecimento. Exemplificam a boa vontade, exercitam-se na iluminação interior; contudo, ainda não criaram o cerne da confiança para uso próprio. Tremem ante as tempestades naturais do caminho e hesitam no círculo das provas necessárias ao enriquecimento da alma. Apesar da claridade que lhes assinala as diretrizes, ainda padecem desarmonias e angústias, que lhes ameaçam o equilíbrio incipiente.

15 – Os demais são colaboradores de nosso plano em tarefa de auxílio.NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01 Instituições de restauração de forças abrem-lhes as portas acolhedoras em nossas esferas de ação. A libertação pelo sono é o recurso imediato de nossas manifestações de amparo fraterno. A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida, porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos o concurso na memória, apresentando idéias, sugestões, pareceres e inspirações beneficentes e salvadoras, através de recordações imprecisas. – Os demais são colaboradores de nosso plano em tarefa de auxílio.

16 Mecanismos da mediunidade – André LuizNO MUNDO MAIOR – CAPITULO 01 ...no recinto iluminado de claridades inacessíveis à faculdade receptiva do olhar humano, aglomeravam-se algumas centenas de companheiros, temporariamente afastados do corpo físico pela força liberativa do sono. "É imperioso notar, porém, que considerável número de pessoas, principalmente as que se adestraram para esse fim, efetuam incursões nos planos do Espírito, transformando-se, muitas vezes, em preciosos instrumentos dos Benfeitores da Espiritualidade, como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extra-física". Mecanismos da mediunidade – André Luiz

17 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02André Luiz na obra “Mecanismos da Mediunidade”.  - “...Por um fio tenuíssimo, fio este muito superficialmente comparável, de certo modo, à onda do radar, que pode vencer imensuráveis distâncias, voltando inalterável ao centro emissor, não obstante sabermos que semelhante confronto resulta de todo impróprio para o fenômeno que estudamos no campo da inteligência.” “...efetuam incursões nos planos do espírito, transformando-se muitas vezes, em preciosos instrumentos dos Bem Feitores da espiritualidade, como oficiais de ligação entre a esfera física e a esfera extra física.” 

18 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02Desdobramento é a capacidade que todo o ser humano possui de projetar a consciência para fora do corpo, utilizando-se dos corpos sutis de manifestação. 

19 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02“Naturalmente, não podereis guardar plena recordação desta hora, em retomando o envoltório carnal, em virtude da deficiência do cérebro, incapaz de suportar a carga de duas vidas simultâneas; a lembrança de nosso entendimento persistirá, contudo, no fundo de vosso ser, orientando-vos as tendências superiores para o terreno da elevação e abrindo-vos a porta intuitiva para que vos assista nosso pensamento fraternal.”

20 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02“Enfastiados das repetidas sensações no plano grosseiro da existência, intentais pisar outros domínios. Buscais a novidade, o conforto desconhecido, a solução de torturantes enigmas; todavia, não olvideis que a chama do próprio coração, convertido em santuário de claridade divina, é a única lâmpada capaz de iluminar o mistério espiritual, em nossa marcha pela senda redentora e evolutiva. Ao lado de cada homem e de cada mulher, no mundo, permanece viva a Vontade de Deus, relativamente aos deveres que lhes cumprem. Cada qual tem à sua frente o serviço que lhe compete, como cada dia traz consigo possibilidades especiais de realização no bem.

21 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02Utilizando corpos sagrados, perdemos, entretanto, quais despreocupadas crianças, o ensejo santificante da existência; e muitas vezes nos enredam aos escombros da morte, como náufragos piratas por muito tempo indignos do retorno às lides do mar. Enquanto milhões de almas desfrutam bons ensejos de emenda e reajustamento, de novo entregues ao esforço regenerativo nas cidades terrestres, milhões de outras deploram a própria derrota, perdidas no atro recesso da desilusão e do padecimento. “Não nos reportamos aqui aos missionários heróicos que suportam as sangrentas feridas dos testemunhos angustiosos, por espírito de renúncia e de amor, de solidariedade e de sacrifício; são luzes provisoriamente apartadas da Luz Divina e que voltam ao domicílio celeste, como o trabalhador fiel regressa ao lar, finda a cotidiana tarefa. “Referimo-nos às bastas multidões de almas indecisas, presas da ingratidão e da dúvida, da fraqueza e da dissipação, almas formadas à luz da razão, mas escravizadas à tirania do instinto.”

22 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02“Falamos de todos nós, viajores que extravagamos no deserto da própria negação; de nós, pássaros de asas partidas, que tentamos voar ao ninho da liberdade e da paz, e que, no entanto, ainda nos debatemos no chavascal dos prazeres de ínfima estofa. Porque não represar o curso das paixões corrosivas que nos flagelam o espírito? Porque não sofrear o ímpeto da animalidade, em que nos comprazemos, desde os primeiros laivos de raciocínio? Sempre o terrível dualismo da luz e das trevas, da compaixão e da perversidade, da inteligência e do impulso bestial. Estudamos a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão e, todavia, desde as épocas mais remotas, consagramo-nos ao aviltamento e ao morticínio.

23 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02Estudamos a ciência da espiritualidade consoladora desde os primórdios da razão e, todavia, desde as épocas mais remotas, consagramo-nos ao aviltamento e ao morticínio. “Cantávamos hinos de louvor com Krishna, aprendendo o conceito da imortalidade da alma, e descíamos, logo depois, ao vale do Ganges, matando e destruindo para gozar e possuir. Soletrávamos o amor universal com Sidarta Gautama e perseguíamos os semelhantes, em aliança com os guerreiros cingaleses e hindus. Acompanhando a arca simbólica dos hebreus, reiteradas vezes líamos os mandamentos de Jeová, contidos nos rolos sagrados, e, desatentos, os esquecíamos, ao primeiro clangor de guerra aos filisteus.

24 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02Chorávamos de comoção religiosa em Atenas e assassinávamos nossos irmãos em Esparta. Admirávamos Pitágoras, o filósofo, e seguíamos Alexandre, o conquistador. Em Roma, conduzíamos oferendas valiosas aos deuses, nos maravilhosos santuários, exaltando a virtude, para desembainhar as armas. Com Jesus, o Divino Crucificado, nossa atitude não tem sido diferente? “É por esta razão que nossos celeiros de luz permanecem vazios. O vendaval das paixões fulminantes de homens e de povos passa ululante, de um a outro pólo, a semear maus presságios.

25 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02....exortou-nos o Cristo a buscar as manifestações do Pai em nosso próprio íntimo. Cultivamos e expandimos unicamente o egoísmo e a ambição, a vaidade e a fantasia na Crosta Planetária. Contraímos pesados débitos e escravizamo-nos aos tristes resultados de nossas obras, deixando-nos ficar, indefinidamente, na messe dos espinhos. “Foi assim que atingimos a época moderna, em que a loucura se generaliza e a harmonia mental do homem está a pique de soçobro. De cérebro evolvido e coração imaturo, requintamo-nos, presentemente, na arte de esfacelar o progresso espiritual.”

26 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02“O Plano Superior não se interessa pela incorporação de devotos famintos de um paraíso beatifico. Admitiríeis, porventura, vossa permanência na Crosta Planetária, sem finalidades específicas? Se a erva tenra deve produzir consoante objetivos superiores, que dizer da magnífica inteligência do homem encarnado? Que não há que esperar da razão iluminada pela fé! Receberíamos tão sagrados depósitos de conhecimento edificante para um sacrifício por nada? Teríamos o aljôfar de tais bênçãos para fortalecer o propósito egoístico de alcançar o céu sem escalas preparatórias, sem atividades purificadoras?

27 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02“Faz-se, pois, mister acendamos o coração em amor fraternal, à frente do serviço. Não bastará, em nossas realizações, a crença que espera; indispensável é o amor que confia e atende, transforma e eleva, como vaso legítimo da Sabedoria Divina. “Vinculai-vos, pela oração e pelo trabalho construtivo, aos planos superiores e estes vos proporcionarão contacto com os Armazéns Divinos, que suprem a cada um de nós segundo a justa necessidade. “Não galgueis os obstáculos, nem tenteis contorná-los pela fuga deliberada: vencei-os, utilizando a vontade e a perseverança, ensejando crescimento aos vossos próprios valores.

28 NO MUNDO MAIOR – CAPITULO 02Precisamos, pois, mobilizar todas as forças ao nosso alcance, a serviço da causa humana, que é a nossa própria causa. “Não basta crer na imortalidade da alma. Inadiável é a iluminação de nós mesmos, a fim de que sejamos claridade sublime. “Não busqueis o maravilhoso: a sede do milagre pode viciarvos e perder-vos. “Vinculai-vos, pela oração e pelo trabalho construtivo... Se o ensino moral de Jesus fosse discutido, as seitas teriam, aliás, encontrado nele a sua própria condenação, …porque a maioria delas se apegou mais à parte mística do que à parte moral, que exige a reforma de cada um. Introdução ESE

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