Introdução 1/3 dos adultos EUA já tiveram algum distúrbio do sono

1 2 ...
Author: Adriano Castilhos Sales
0 downloads 2 Views

1

2 Introdução 1/3 dos adultos EUA já tiveram algum distúrbio do sonoPrejuízo econômico, social, familiar Sd Metabólica Fadiga e Sonolência Acidentes DCV Morte

3 Objetivo: investigar a prevalência de queixas de sono na população brasileira.2110 pessoas entrevistadas em 150 cidades a partir 16 anos. Conclusão: 63% apresentaram 1 ou+ queixas Idade 71% > 45 a (p<0.05). Similar entre as regiões e cidades. Insônia (33%): M 25% F 40% (p<0.05) Ronco (29%): M 35% F 23% (p<0.05) Pesadelos (22%) Outros (12%)

4

5 DCV, Coronoriana e AVC fatal e não fatal X Tempo de Sono Trabalhos ate 2009. DCV, Coronoriana e AVC fatal e não fatal X Tempo de Sono Sono curto <5-6 horas e Sono longo >8-9 horas Cappucui fez uma metanalise de trabalhos originais ate 2009 que relacionavam dcv, dc coronariana e avc fatal/não fatal com tempo de sono e follow up de 3 anos no mínimo.

6

7 Classificação Internacional do Sono ( ICSD-3)1ª. 1979 1990 ICSD (AASM, FLASS, ESRE, ASRS) 2005 ICSD-2 73 distúrbios – descricão clinica e critérios diagnósticos. 8 categorias e várias sub-catergorias 1. Insônia. 2. Distúrbios respiratórias associadas ao sono. 3. Hipersonia 4. Distúrbios do ritmo circadiano 5.Parassonias. 6.Distúrbios do movimento associada ao sono. 7. Sintomas isolados, variantes normais e casos não resolvidos 8. Outros distúrbios do sono.

8 Avaliação Médica AnamneseTabela 1 . Avaliação clínica História do Sono Diário do Sono Histórico do uso de drogas e álcool História Psquiátrica História Médica e doenças prévias História Neurológica História Familiar Tabela 1 . Queixas Comuns de Sono Dificuldade de dormir (iniciar ou manter o sono com sono não reparador) Dificuldade de permanecer acordado ( cochilos ao longo do dia) Dificuldade de dormir no horário certo Sono agitado e movimentos motores repetitivos (PLM) Queixas relacionados ao início do sono: RLS Sintomas respiratórios: roncos, apnéias, engasgos, arritimias noturnas. Distúrbio de transição : Sonambulismo, Terror noturno, pesadelos, Distúrbio comportamental do sono REM. Sintomas motores: PLM, RLS, Epilepsia.

9 Diário do Sono  Nome:___________________________________  Luzes apagadas ou tentando dormir. I------I Início e Final do Sono. o Luzes acesas ou fora da cama    C Café, Coca-cola, Mate ; F :Cigarro;A: Álcool 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14

10 Escalas de avaliação de Sono 1. Escala de Sonolência: Stanford, Epworth Escala de sonolência de Epworth 1.Sentado e Lendo 2. Assistindo TV 3.Sentado em local público |(cinema , teatro) 4.Sentado como passageiro em um carro por uma hora em movimento. 5. Deitado para descançar após o almoço. 6.Sentado e conversando com alguém. 7. Sentado após o almoço sem beber álcool. 8. Em um carro parado no congestionamento por alguns minutos. 0= Nenhuma chance; 1= Leve; 2= Moderada; 3= Alta chance Normal até 10 pontos.

11 Escalas de avaliação de Sono 1. Escala de STOP-BANGChung F et al. Anesthesiology 2008; 108: , Chung F et al Br J Anaesth 2012; 108: , Chung F et al J Clin Sleep Med Sept 2014

13 Exames complementaresHemograma, função tireoidiana, Ur, Cr, Fe, BIOQUIMICA, Toxicológico, HLA (HLA DQB1 0602), Hipocretina -1 no LCR. ECG, Provas de função pulmonar. ENMG CT ou RM de crânio Específicos: Polissonografia basal (PSG) , PSG c/ Teste de Latências Múltiplas, PSG com titulação de CPAP, Actigrafia, Teste da Manutenção da vigília, Video-polissonografia. Polissonografia 1974 Holland e cols. Registro múltiplos parâmetros: EEG ( 2 Canais ou +), EOG 2 (canais), EMG (2-3 canais), fluxo respiratório e movimento respiratório, SpO2. Método padrão ouro para a avaliação do sono e suas desordens

14 Nivel I ( 7 ou mais -12-16 canais)(4) Canais EEG (2) Canais EOG (4) Canais EMG (2) Canais Esforço respiratório (1) Canal ronco (1) Canal fluxo (1) Canal Oximetria Canais Acessórios Ph metria Peniana Pressão esofagiana EEG

15 Polissonografia Nivel I (padrão) Nivel II (7) Nivel III (4)Nivel IV (1)

16

17 Laboratório do sono Labaratório (comfortável, tranquilo, agradável, segurança). Técnico treinado e um médico neurofisiologista. Questionário do sono Fig : Laboratório do sono do Instituto do Sono- UNIFESP

18

19 Figura: Paciente com história de sonolência excessiva, ronco e aumento de peso nos últimos anos com IMC > 30

20

21 PLM PLM PLM PLM PLM PLM PLM PLMPLM: 0,5-5 s e repetir a cada 5-90s. PLM I index: 15/h

22 Hipnograma

23 Indicações de Polissonografia noturna hospitalarPara o diagnóstico de distúrbios respiratórios do Sono Para a titulação dos CPAP em pacientes com SAOS e que tem indicação ao uso. Antes de uma Uvalopalatofaringoplastia em pacientes com SAOS. Para avaliação dos resultados dos AIO no tratamento da SAOS. Para parassonias atípicas ou se há comportamentos violentos e com risco de injúrias Para o diagnóstico de distúrbio comportamental do REM . Suspeita de casos de Insônia secundária ( RLS ou PLM, SAOS p ex.) Uma PSG seguido de TLMS é rotineiramente indicado em pacientes com suspeita de narcolepsia. Uma PSG, video-PSG com múltiplos canais de EEG é indicada em pacientes com supeita de crises epilépticas noturnas. Pacientes com suspeita de PLM, mas não para RLS. PSG de follow-up é indicada em pacientes: em pacientes com SAOS quando há excessiva perda de peso ou ganho ou uso de CPAP e persistência de sintomas clínicos.

24 Indicações de Polissonografia noturna portátilPara o diagnóstico SAOS com alta probabilidade cuja locomoção é dificultada. Para acompanhamento terapêutico A PSG portátil não assistida não é indicada para: Na avaliação de pacientes com suspeita de outros distúrbios de sono Na avaliação de pacientes com suspeita de distúrbios respiratórios com comorbidades Desvantagens da PSG 1.Alto Custo 2. Efeito da primeira noite: aumento vigília, estágio I e diminuição do REM e sono de ondas lentas. 3. Não avalia função cardíaca 4. Exame único pode ser falso negativo em várias situações (PLM, SAOS, parassonias)

25 Outros exames

26 Teste de Latências Múltiplas –TMLS e Teste da Manutenção da vigília -TMV

27 Actigrafia Actígrafo- medir os movimentos corpóreos diariamente por dias a semanas: períodos de vigilia e sono. Vantagens: Análise de períodos prolongados Fácil e barato Excelente para estudo dos distúrbios do ritmo circadiano e insônia. Desvantagens Não grava dados de outros parâmetros do sono : Sat%, ECG, EEG, Fluxo.

28 Figura: Padrão de sono vigília normalFigura:   Padrão de sono vigília normal. Actígrafo de um paciente de 50a F, sem queixas de sono. Ela vai se deitar as 22:30 -11hs e levanta-se as 6:30 O periíodo ativo é o escuro e o claro o de sono

29 Bilbiografia Shokroverty, Sudhansu. Sleep Disorders Medicine. Basic Science, Technical Considerations and Clinical Aspects. Saunders-Elsevier.Philadelphia. 3ed p. Sociedade Brasileira de Sono:www.sbsono.com.br American Academy of Sleep Medicine: