1 Introdução e ObjetivosPneumonias: Casuística de 1 ano num Serviço de Medicina Interna Comenda, Maria Eduarda¹; Neves, Raquel²; Lacerda, António²; Monteiro, Nadine¹; Vitorino, Helena¹; Afonso, Ana¹; Jesus, Cláudia¹; Cantante, Helena¹ ¹ Unidade de Medicina Interna – Hospital Lusíadas Lisboa; ² Faculdade de Medicina de Lisboa 11. Doenças respiratórias Introdução e Objetivos Métodos A pneumonia é uma doença inflamatória do parênquima pulmonar. Em Portugal, foi responsável por 46,52% dos óbitos de causa respiratória em 2013 e a 5ª maior causa de internamento hospitalar. O objetivo do nosso trabalho foi avaliar a representatividade das pneumonias no Hospital Lusíadas Lisboa e a sua caracterização, durante o ano de 2015. Analisaram-se os processos clínicos dos doentes internados por pneumonia no ano de 2015 e caracterizaram-se segundo os dados: demográficos; epidemiológicos; critérios de admissão; co-morbilidades; etiologia; antibioterapia; período de internamento; complicações; destino e acompanhamento pós-alta. Resultados e Discussão Dados epidemiológicos e demográficos O esquema de antibioterapia Factores que influenciam duração dos internamentos Distribuição demográfica da amostra populacional por idades e sexo, sendo que a média de idades dos doentes atingia os 72,3 anos, dos quais 51,6% eram do sexo feminino e os restantes 48,4% do sexo masculino. Cerca de 9% dos doentes encontravam-se institucionalizados. Em 10,9% dos casos, tratava-se de uma pneumonia associada aos cuidados de saúde. Distribuição do esquema de antibioterapia empírica CURB-65 e duração média de internamento (dias) Duração média de Internamento Total Doentes 11,2 Doentes sem co-morbilidades 5,6 Doentes com co-morbilidades 11,9 Doentes com patologia cardíaca 14,0 Verificou-se que as patologias cardíacas influenciavam significativamente a duração do internamento, estando presentes em 82,4% dos casos cujo internamento se encontrava acima do valor médio (11,2 dias). Internamentos por Pneumonia durante 1 ano num serviço de Medicina Interna Verificou-se uma relação direta entre o grau de CURB-65 e a duração média de internamento. No entanto, existem outros factores, que não os abrangidos por este índice, que têm um peso preponderante na decisão de internamento, nomeadamente a presença de co-morbilidades. O esquema de antibioterapia empirica mais utilizado foi Amoxicilina + Ácido Clavulânico e Macrólido com 34,4%, logo seguido por Levofloxacina com 27%. Destino e acompanhamento pós-alta A taxa de mortalidade foi 3,13%. Após alta, 51,7% dos doente foram referenciados à consulta de Medicina Interna, 22,4% à consulta de Pneumologia e 5,2% a ambas as especialidades. Relação entre alteração de antibioterapia e isolamento do agente etiológico Durante o ano de 2015 registou-se um pico de internamentos no mês de Janeiro, correspondente a 20,3% das admissões. Verificou-se tendencialmente um descréscimo dos casos até Julho , mês em que não se realizaram internamentos por pneumonia. Na totalidade dos doentes internados com pneumonia registou-se a alteração da antibioterapia em 31,3% dos casos. Nos casos em que foi identificado o agente etiológico houve necessidade de alterar a antibioterapia em 53,3%. Conclusão As pneumonias apresentam uma distribuição temporal específica. A duração média de internamento e o CURB-65 mostraram estar intimamente relacionados com a existência de co-morbilidades, apresentado entre elas uma relação direta.