Maria discípula de Jesus no Ano Mariano Nacional

1 Maria discípula de Jesus no Ano Mariano Nacional ...
Author: Ruy Palhares Caetano
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1 Maria discípula de Jesus no Ano Mariano Nacional

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3 Ano Mariano Nacional Por misericórdia de Deus e ajudados pela sua Divina Providência, a Igreja no Brasil, caminha rumo ao tricentenário (1717 – 2017) do encontro da Imagem bendita de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, tirada das águas do Rio Paraíba do Sul nas redes de três pescadores daquela região. Entre eles estavam: Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso.

4 Ano Mariano Nacional É motivo de júbilo e alegria celebrar com grande magnitude e solenidade tão distinto acontecimento em nossa pátria. A história do encontro da milagrosa Imagem de Aparecida se entrelaça com a história do Brasil, com a nossa tradição, com a nossa cultura e com nossos costumes e crença.

5 Ano Mariano Nacional A Igreja no Brasil está em festa! Por ocasião do Jubileu dos 300 anos do encontro da Imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) instituiu o Ano Nacional Mariano, que dará início em 12 de outubro de 2016, Solenidade da Padroeira do Brasil, concluindo- se no dia 11 de outubro de 2017. É um tempo favorável para contemplar Maria como modelo de fé e seguimento do Cristo

6 Ano Mariano Nacional Em nossa Diocese, a imagem peregrina da Senhora Aparecida percorre o nossas comunidades, na visita pastoral, levando a todos o amor e a misericórdia de Deus. Por onde passa a milagrosa imagem da Mãe do Redentor, o povo aclama, saúda e homenageia a sua bendita padroeira, que por sua intercessão, lança sobre a nossa Pátria inúmeros benefícios, como também, copiosas e generosas graças do Céus. O Brasil é abençoado pela sua Rainha e Padroeira, que desde o seu Santuário Basílica, olha com misericórdia os seus filhos e filhas, que acorrem à proteção do seu manto bendito. 

7 Ano Mariano Nacional Ao contemplar a pequenina Imagem da Senhora dos brasileiros, venerada no Santuário Nacional, em Aparecida, interior paulista, mergulhamos no amor infinito de Deus, pois quis Ele nos oferecer Sua própria Mãe. Somos filhos de Maria, e com ela participamos do Plano Divino da Copiosa Redenção.

8 Ano Mariano Nacional A imagem, que desde o seu trono, impera e reina como soberana Rainha dos brasileiros, foi recolhida das águas do Rio Paraíba do Sul, que quer dizer “rio inútil”, por três pescadores, na segunda quinzena de outubro de 1717, de acordo com os escritos e documentos citados pelos historiadores da época.

9 Ano Mariano Nacional A pequena e singela imagem é de barro “terracota”. Ao ser recolhida pelos pescadores, não tinha cabeça, essa fora achada depois e unida ao corpo. Sua tonalidade é castanho- escuro, lembrando a cor negra dos escravos. Isso se deve pelo fato de ser retirada do fundo do rio e ainda pelo picumã das velas acesas, quando venerada pelas famílias que rezavam e pediam sua proteção.

10 Ano Mariano Nacional Ao olharmos a querida imagem da Senhora Aparecida nos deparamos com uma primeira mensagem: sinais de uma mulher grávida. Nesse detalhe podemos mergulhar no infinito amor de Deus pela humanidade, pois o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Deparamo-nos com o mistério da Encarnação de Jesus. “O Espírito Santo, que era estéril em Deus, isto é, não produzia outra pessoa divina, tornou-se fecundo em Maria” (Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem Maria). Contemplamos assim o amor de Deus por cada um de nós, que no seio materno de Maria nos comunicou a primeira vinda de Jesus.

11 Ano Mariano Nacional Outro aspecto apresentado pela imagem é sua cor negra. Maria se fez igual aos mais simples e humildes. Ela nos indica que a Redenção realizada por Jesus Cristo é universal, não se pode excluir ninguém, todos são filhos e filhas de Deus, vale para todas as pessoas. Somos convidados a contemplar e almejar a vida eterna, como nos ensina o Apóstolo e Evangelista João. O leve sorriso presente na Imagem reflete o carinho e a alegria de Deus por cada um de nós.

12 Ano Mariano Nacional Confiemos na poderosa ajuda da Mãe de Deus e nossa Mãe. Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, acolha com bondade as humildes e unânimes preces que lhe dirigimos. Confortados e esperançosos, na certeza da intercessão da nossa padroeira celestial, vivamos dia a dia, na presença de Deus, como filhos necessitados do seu amor e da sua misericórdia.

13 Maria, modelo de discípula O exemplo de fé e de seguidora de Jesus resume-se em “três palavras-chave (...) de ser discípulo de Jesus (no): Ouvir, acolher, frutificar”.

14 Evangelho de João - Texto rico de simbologias que nos apresenta o Cristo encarnado, vivo e presente na história.

15 BODAS DE CANÁ. - A presença de Maria e dos discípulos no casamentoBODAS DE CANÁ. - A presença de Maria e dos discípulos no casamento. - Participava dos eventos cotidianos. - Diálogo entre Jesus e Maria.

16 Salto de fé Jesus quando fala, revela as coisas do altoSalto de fé Jesus quando fala, revela as coisas do alto. Quem dialoga com Jesus nem sempre entenderá todas as suas palavras. Exemplos: Nicodemos, Samaritana etc.

17 A atitude de Maria é de féA atitude de Maria é de fé. Jesus é capaz de transformar a água em vinho. - A hora da Glória de Jesus chegou!

18 O diálogo entre Maria e Jesus esclarece-nos a proximidade entre os dois, mas é perceptível a distância das indagações de Maria e as respostas de Jesus.

19 O discípulo confia, entrega-se a ele, deixa-se conduzir por eleO discípulo confia, entrega-se a ele, deixa-se conduzir por ele. - Atitude de Maria: O que ele vos disser, fazei-o (v.5) - Saber ler os sinais, entrever neles a presença da glória.

20 Maria é apresentada como mulher de fé, de oração, que reconhece a Glória do Messias; Ela não fica intimidada diante de uma necessidade.

21 A Mãe de Jesus Cristo é a Mãe da comunidade cristã: Maria junto à CruzA Mãe de Jesus Cristo é a Mãe da comunidade cristã: Maria junto à Cruz. “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis teu filho’! Depois disse ao discípulo: ‘Eis tua mãe!’”. (Jo 19,26-27).

22 Maria faz parte do grupo que perseverou e está junto com Jesus na sua hora derradeira. É Jesus que está na cruz sofrendo dores e sua Mãe que permanece com os discípulos sofrendo calada, em oração.

23 Maria é alguém que contribui eficazmente para a realização total do projeto de Deus. - Modelo do seguimento autêntico.

24 O Documento de Aparecida nos afirma: “Maria é a grande missionária, continuadora da missão de seu Filho e formadora de missionários” (D.A, 269). - Maria aos pés da cruz recebe outra missão, que é a de caminhar junto com os cristãos, junto com a Igreja.

25 Maria dá testemunho da sua fé desde o nascimento de Jesus até a cruzMaria dá testemunho da sua fé desde o nascimento de Jesus até a cruz. E continua sendo presença na comunidade cristã. Maria é mãe e mostra sua sensibilidade para com os mais sofridos.

26 Deus, pleno de amor, insere Maria no mistério da Salvação e realiza na sua vida e no mundo o projeto salvífico. Ela é mulher representante de um povo, no entanto, é agraciada por Deus, recebe a mensagem do anjo e se faz serva do Senhor.

27 A Constituição Apostólica Lumen Gentium afirma: “A virgem Maria é reconhecida e honrada como verdadeira Mãe de Deus e do Redentor, pois recebeu em seu coração e em seu corpo a Palavra de Deus anunciada pelo anjo e a deu à luz, como vida para o mundo”.

28 Maria faz parte da raça humana e sendo a mãe de Jesus, que é um dom grandioso, “é filha predileta do Pai e sacrário do Espírito Santo, colocada muito acima de todas as outras criaturas, terrestres e celestes”.

29 Nossa Senhora participa da vida da Igreja e está muito próxima das pessoas e “ocupa, depois de Cristo, na Igreja, o lugar, ao mesmo tempo, mais alto e mais próximo de nós”.

30 Jesus é o único mediador, e é por seus méritos que Maria tem “atuação salutar junto aos seres humanos” (Cf. LG, nº 434).

31 “O papel maternal de Maria não faz sombra, nem diminui em nada esta mediação única de Jesus” (Cf. LG, nº 434). Maria, configurada pelo concílio Vaticano II é para nós mãe, modelo e tipo. Por isso, com ela podemos ser continuadores da missão cristã. Não estamos sozinhos, mas juntos com Ela, temos a possibilidade de seguir Jesus e realizar a missão da Igreja, de modo eficaz e genuíno, cooperando, desta maneira na missão e projeto do Reino.

32 Não podemos falar de Maria sem Jesus, pois sua relação com Cristo é extremamente importante para entendermos o seu papel indispensável na construção do Reino de Deus.

33 Maria é referência para todas as mulheres, pois demonstra sua dignidade pela sua disposição na Anunciação do Anjo, na visitação à sua prima, e “ao ofertar e anunciar a presença do Senhor; no Magnificat; (...) na Natividade, ao dar à luz o Verbo de Deus; (...) com sua presença nas necessidades dos homens; (...) Na cruz; (...) Na Assunção, celebrada na liturgia como Mulher do Apocalipse, símbolo da Igreja”.

34 Maria em Aparecida revela-se como alguém semelhante ao povo, que é sofrido, raça excluída e escravizada, que precisa de amparo e aconchego diante de tantas injustiças sociais e explorações.

35 O templo construído em sua homenagem torna-se um lugar de encontro com Deus, para as pessoas que não encontram em nenhum lugar outro refúgio. -Virgem Maria é auxílio e esperança dos devotos que fazem seus pedidos e de Deus alcançam. Ela intercede por nós.

36 Maria está sempre junto com seu povo, é servidora de Jesus e continua nos inspirando, porque também fomos chamados por Jesus ao discipulado e ao trabalho para o bem comum. Seguir Jesus remete-nos a gestos concretos

37 A Revelação e as revelações particulares, estas depois de comprovadas sua veracidade, estão sempre a serviço da Revelação de Deus, que tem seu ponto principal em Jesus Cristo.