MULHERES NEGRAS EM DESTAQUE NO BRASIL

1 MULHERES NEGRAS EM DESTAQUE NO BRASIL ...
Author: Júlio César Quintão Valverde
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1 MULHERES NEGRAS EM DESTAQUE NO BRASIL

2 CONHEÇA AS 6 MULHERES IMPORTANTES NA HISTÓRIA DO BRASIL

4 NZINGA, A RAINHA NEGRA

5 NZINGA, A RAINHA NEGRA Nzinga Mbandi Ngola Kiluanji, nasceu em 1582, no Ndongo, filha do ngola com uma escrava ambundo. Ainda criança, começou a ser treinada para o combate e o uso de armas. Com oito anos de idade, acompanhou o séquito do pai, em uma batalha, como parte dos exercícios de guerra. Com a morte do pai, em 1617, seu irmão Mbandi tornou-se ngola ascendendo ao trono de Ndongo. Por essa época, os portugueses já estavam estabelecidos na ilha de Luanda onde fundaram a vila de São Paulo de Luanda, construíram igreja, casas e fortificações. Enfrentaram a resistência dos chefes angolanos e as doenças tropicais que impuseram pesadas perdas aos portugueses. Calcula-se que, entre 1575 e 1590, dos 1700 europeus falecidos em Angola, só 400 perderam a vida na guerra; os demais, quase 80%, morreram de maleita e outras febres.

6 Luciana Lealdina Nascida em Porto Alegre em 13 de junho de 1870, Luciana Lealdina de Araújo ficou conhecida como “Mãe Preta”. Após chegar ao município de Pelotas, também no Rio Grande Sul,  iniciou sua vida de dedicação às crianças negras e em 1901, fundou o Asilo São Benedito, onde voluntárias negras alfabetizavam  e ensinavam habilidades domésticas para meninas carentes. Em 1908, Luciana foi para Bagé, e deu origem ao Orfanato São Benedito com a ajuda de sua amiga Florentina Ferreira e de suas três filhas: Alice, Avelina e Julieta. O trabalho social feito principalmente com pequenos negros, filhos de ex-escravos tomou grandes proporções e deu origem a uma creche para crianças pobres. A “Mãe Preta” gaúcha morreu em 1930 e o seu legado, que foi digno de encantamento de nomes como o poeta Olavo Bilac, ainda perdura até os dias de hoje.

7 Ruth de Souza

8 Ruth de Souza Uma das principais damas da dramaturgia brasileira. A atriz, que nasceu em 12 de maio 1921 no Rio de Janeiro, foi a co-fundadora do Teatro Experimental do Negro (TEN), liderado por Abdias do Nascimento, durante a década de 40. O grupo foi imprescindível para a construção de uma nova escola de dramaturgia e ajudou na valorização e na inserção de muitos artistas negros na mídia da época. Ruth, tem muitos motivos para nos orgulhar, entre eles o fato de ser a primeira atriz negra a subir no palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, com a peça O Imperador Jones, de Eugênio O’Neill e por ter recebido uma bolsa de estudos da Fundação Rockefeller, para estudar na Faculdade de Harvard e na Academia Nacional de Teatro nos Estados Unidos.

9 Aizita Nascimento

10 Aizita Nascimento Ela foi a primeira miss negra do país. Na época em que o concurso agitava todos os estados brasileiros, Aizita, de 14 de julho de 1939, era até então uma jovem enfermeira e conquistou a faixa de Miss Renascença, no Rio de Janeiro, em 63. Levou toda a sua beleza negra para o Miss Guanabara do mesmo ano, porém, amargou apenas o 6º lugar. Saiu do palco com o coro de um público indignado com o resultado e que gritava “Queremos a mulata! Queremos a mulata! Queremos a mulata!”. Sua participação na premiação abriu um precedente importantíssimo na exaltação e valorização da beleza e auto-estima da mulher preta.

11 Zezé Motta

12 Zezé Motta Pérola negra, “negra gata” ou qualquer adjetivo que enalteça o talento e a veia vanguardista da atriz e cantora  Zezé Motta ainda é pouco. Lembro-me dela quando eu era bem pequena e frequentávamos o mesmo salão em Copacabana, o Afrodai, e, para mim, ela tornou-se a minha primeira referência de mulher negra bem-sucedida fora de casa. Frequentadora do Tablado, tradicional escola de teatro carioca, iniciou sua carreira em 1967, na peça Roda-Viva de Chico Buarque. Mas a sua “hora da estrela” chegou em 1976, quando deu vida a icônica Xica da Silva, que elevou a sua carreira ao patamar internacional.

13 Pinah Ayoub

14 Pinah Ayoub A “Cinderela Negra” de idade não revelada mostrou a beleza da mulher preta brasileira e das nossas escolas de samba pelo mundo, quando em 78 encantou o Príncipe Charles, que quebrando todos os protocolos, caiu na festa ao som da bateria da Beija-Flor. As imagens rodaram o globo e todos queriam saber quem era aquela linda moça dos cabelos raspados – uma verdadeira ousadia para a época.

15 EQUIPE DE TRABALHO: Maria Aparecida Rodrigues AlmeidaCEMEI Maria Zenita de Jesus – Bairro de Lourdes Jorge Graciano Escola Municipal Moacyr Romeu Costa – Bairro Paraíso 17/11/2015