O ESPÍRITO SANTO TERCEIRA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE.

1 O ESPÍRITO SANTO TERCEIRA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE...
Author: Francisco Eduardo Lima Alves Alves
0 downloads 2 Views

1 O ESPÍRITO SANTO TERCEIRA PESSOA DA SANTÍSSIMA TRINDADE

2 Deidade do Espírito Santo Deidade significa divindade, que por sua vez significa natureza ou essência divina; ente ou ser divino alvo de adoração O ESPÍRITO SANTO É DEUS As escrituras relatam um episódio nos primeiros dias da igreja, em Jerusalém, quando Ananias e Safira tentaram enganá-lo. Ele revelou ao apóstolo Pedro que o casal mentia, conforme registra Atos 5.3: "Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo? Não mentistes aos homens, mas a Deus".

3 Os Atributos do Deus Uno e Trino Há três atributos pertencentes a deidade de cada uma das pessoas da Trindade que são: Onipotência, Onisciência e Onipresença. Estes atributos não foram conferidos a anjos nem aos homens. No Espírito Santo são presentes estes atributos.

4 Onipotência Por onipotência se entende que todo o poder que há no Universo físico ou espiritual, tem sua origem em Deus O poder do Pai é o mesmo existente no Filho e no Espírito Santo. Então em sua onipotência, o Espírito Santo faz o que lhe apraz, realizando milagres e prodígios

5 Onisciência - vem de duas palavras latinas: "OMINES" que significa TUDO e "SCIENTIA" que quer dizer CIÊNCIA. O Espírito Santo, do mesmo modo que o Pai e o Filho, tem total conhecimento de todas as coisas. Sua sabedoria é infinita, singular e indescritível. Ele sabe tudo acerca de si mesmo e do que criou Sl 139.2,11,13 (SENHOR, tu me sondas e me conheces. Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda). ouve tu nos céus, lugar da tua habitação, perdoa, age e dá a cada um segundo todos os seus caminhos, já que lhe conheces o coração, porque tu, só tu, és conhecedor do coração de todos os filhos dos homens(1 Rs 8.39) Onipresença O Espírito Santo penetra em todas as coisas e perscruta o nosso entendimento, pois ele está presente em toda a parte. Ele não se divide em várias manifestações, porque sua presença é total em cada lugar onde estiver. (Salmo 138)

6 A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO Espírito Santo é uma Pessoa - Um dos atributos da deidade é a personalidade que cada uma das três pessoas divinas possui. Às vezes atribuímos à personalidade uma forma corpórea. Entretanto, Deus é Espírito, sem necessidade de corpo material. Identifica-se como pessoa alguém que manifeste qualidades, como o falar, o sentir e o fazer alguma coisa racional.

7 O Espírito Santo na Obra da Encarnação do Verbo do Pai CEC 744 - É o Espírito Santo quem realiza a obra da Encarnação do Verbo, quando chegou a Plenitude dos Tempos. Ele realiza em Maria todas as preparações para a vinda de Cristo no Povo de Deus. Pela ação do Espírito Santo nela, o Pai dá ao mundo o Emanuel, “Deus conosco”(Mt. 1,23) CEC 745 - O Filho de Deus é consagrado Cristo (Messias) pela unção do Espírito Santo em sua Encarnação.

8 O Espírito Santo na vida da Igreja nascente, no dia de Pentecostes, em Jerusalém CEC 746-747 - Por Sua Paixão, Morte e Ressurreição,, Jesus é constituído Senhor e Cristo na glória (At. 2,36). De Sua Plenitude derrama o Espírito Santo sobre os Apóstolos. O Espírito Santo que Cristo, Cabeça, derrama em seus membros, constrói, anima e santifica a Igreja. Ele é o Sacramento da comunhão da Santíssima Trindade e dos homens.

9 O ESPÍRITO SANTO DONS, FRUTOS E CARISMAS ( DONS INFUSOS - DONS DE SANTIFICAÇÃO) 1 - SABEDORIA 2 – ENTENDIMENTO 3 - CONSELHO 4 – FORTALEZA 5 - CIÊNCIA 6 - PIEDADE 7 – TEMOR DE DEUS SABEDORIAENTENDIMENTOCONSELHOFORTALEZACIÊNCIAPIEDADETEMOR

10 A MANIFESTAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO EM PENTECOSTES, NOS ATOS DOS APÓSTOLOS CAPÍTULO II - EXPLICANDO OS SETE DONS DO ESPÍRITO SANTO: É PRECISO ENTENDER QUE O NÚMERO 7, NA BÍBLIA, TEM O SIGNIFICADO DE VALOR INCONTÁVEL. O ESPÍRITO SANTO É O DISPENSADOR DAS RIQUEZAS DE DEUS, OS DONS INFUSOS (QUE NOS É DADO POR OCASIÃO DO BATISMO), OS DONS CARISMÁTICOS (QUE SE VÃO MANIFESTANDO AO LONGO DA VIDA DO BATIZADO, E TEM, GERALMENTE, SUA MANIFESTAÇÃO, NO MOMENTO DA EFUSÃO DO ESPÍRITO SANTO, NA CRISMA), OS FRUTOS. SÃO ELES:

11 1)Sabedoria: Ela nos leva ao verdadeiro conhecimento de Deus e a buscar os reais valores da vida. O homem sábio e a mulher sábia é aquele (a) que pratica a justiça, tem um coração misericordioso, ama intensamente a vida, porque a vida vem de Deus. Pelo dom da sabedoria buscamos não a sabedoria do mundo, mas aquela Verdade que se identifica com o Sumo Bem e que nos torna felizes, porque nos enche de alegria o coração, como disse Jesus: Quando fordes presos, não vos preocupeis nem com a maneira com que haveis de falar, nem pelo que haveis de dizer. Porque não sereis vós quem falareis, mas é o Espírito do vosso Pai que falará em vós (Mt 10,19-20).

12 2) Inteligência Este dom nos leva a entender e a compreender as verdades da salvação, reveladas na Sagrada Escritura e nos ensinamentos da Igreja. É o dom divino pelo qual aceitamos as verdades reveladas por Deus. Ex. Deus é Pai de todos; em Jesus, Filho de Deus, somos irmãos. Mesmo não compreendendo todo o Mistério, entendemos que ali está a certeza de nossa salvação porque é verdade que procede de Deus infalível. Disse Deus pelo profeta: Eu vos darei um coração capaz de conhecer-me, e de saber que sou Eu o Senhor. Eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus, porque de todo os corações se voltarão para mim (Jr 24,7).

13 3) Ciência: A capacidade de descobrir, inventar, recriar formas, maneiras para salvar o ser humano e a natureza. Suscita atitudes de participação, de luta e de ousadia, frente a cultura da morte. Não é a ciência do mundo, mas a ciência de Deus. A Verdade que é Vida. Por esse dom o Espírito Santo nos indica o caminho a seguir na realização de nossa vocação, pois o Espírito penetra tudo, mesmo as profundezas de Deus. As coisas de Deus ninguém as conhece a não ser o Espírito de Deus (1 Cor 2,10-11). 4) Conselho :É o dom de orientar e ajudar a quem precisa. Ele permite dialogar fraternalmente, em família e comunidade, acolhendo o diferente que vive em nosso meio. Este dom capacita a animar os desanimados, a fazer sorrir os que sofrem, a unir os separados... É a luz que o Espírito nos dá para distinguirmos o certo do errado, o verdadeiro do falso, e assim orientarmos acertadamente a nossa vida e a de quem nos pede conselho. Sobre Jesus repousou o Espírito Santo, e lhe deu em plenitude esse dom, como havia profetizado Isaías: Ele não julgará pelas aparências, e não decidirá pelo que ouvir dizer, mas julgará os fracos com equidade e fará justiça aos pobres da terra. (Is 11,3-4).

14 5) Fortaleza: É o dom de tornar as pessoas fortes, corajosas para enfrentar as dificuldades da fé e da vida. Ajuda aos jovens a ter esperança no futuro, aos pais assumirem com alegria seus deveres, às lideranças a perseverarem na conquista de uma sociedade mais fraterna. É o dom da coragem para se viver fielmente a fé no dia-a-dia, e até diante do martírio se for preciso. Assim disse o Espírito à Igreja de Esmirna: Nada temas ante o que hás de sofrer. Por estes dias o demônio vai lançar alguns de vós na prisão, para pôr-vos à prova. Tereis tribulações durante algum tempo. Sê fiel até à morte, e te darei a coroa da vida (Ap 2,10). 6) Piedade: É o dom da intimidade e da mística. Coloca-nos numa atitude de filhos buscando um dialogo profundo e íntimo com Deus. Acende o fogo do amor: amor a Deus e amor aos irmãos. É o dom pelo qual o Espírito Santo nos dá o gosto de amar e servir a Deus com alegria. Por ser o Amor do Pai e do Filho, o Espírito Santo nos dá o sabor das coisas de Deus. São Paulo escreveu: A respeito dos dons espirituais, irmãos, não quero que vocês permaneçam na ignorância. Vocês bem sabem que, quando vocês eram pagãos, eram facilmente atraídos para os ídolos mudos. Por isso eu lhes declaro: todo aquele que é agora conduzido pelo Espírito de Deus não pode blasfemar contra Jesus. Bem como ninguém poderá dizer convictamente Jesus é o Senhor, a não ser movido pelo Espírito Santo (1 Cor 12,1-3).

15 7) Temor de Deus: Este dom nos dá a consciência de quanto Deus nos ama. "Ele nos amou antes de tudo". Por isso, precisamos corresponder a este amor. Este dom do Espírito Santo não significa medo de Deus, mas um amor tão grande que queima o coração de respeito por Deus. Não é um pavor pela justiça divina, mas o receio de ofender ou de desagradar a Deus. Por isso Jesus teve sempre o cuidado de fazer em tudo a vontade de seu Pai, como Isaías havia profetizado: Sobre Ele repousará o Espírito do Senhor, Espírito de sabedoria e de entendimento. Espírito de prudência e de coragem, Espírito de ciência e de temor do Senhor (Is 11,2).

16 Frutos do Espírito Santo: São 12 e inspirados em Gálatas 5,22-23 1. Caridade 2. Alegria 3. Paz 4. Paciência 5. Longanimidade 6. Bondade 7. Benignidade 8. Mansidão 9. Fidelidade 10. Modéstia 11. Continência 12. Castidade

17  Carismas (Dons de Serviço) (Dons Extraordinários) Baseado em 1Cor 12,6-11.28-30 Os Carismas do Espírito, concedidos a todos por ocasião do Batismo e intensificados na crisma, também são chamados o Espírito Santo nos capacita com estes dons para servirmos à Igreja de Cristo, através dos irmãos. Os carismas são, portanto dons de poder para o serviço da comunidade cristã. Algumas condições para recebermos e perseverarmos na vida carismática: - Simplicidade e pureza de coração - Assiduidade da meditação da Palavra de Deus - Vida de oração - Desejo de servir aos irmãos como Jesus (Lc 22, 27) - Perseverança à recepção dos dons espirituais (sempre abertos para sermos canais à ação e poder do Espírito em nós). Nossa colaboração é essencial. Deus não nos quer robôs agindo independentemente de colaboração ou de forma mecânica. Ele respeita a nossa liberdade e consentimento. Se cremos, dizemos sim ao que o Senhor quer realizar em nós. Maria Santíssima é o modelo da total abertura: “Faça-se em mim, segundo a Tua palavra” (Lc 1, 38).

18 1. Dom de línguas (orar e falar) O dom de línguas é um dom de oração (pessoal e comunitário), que se seguir imediatamente ao derramamento do Espírito Santo em Pentecostes (At 2, 1-4). Foi a primeira manifestação do Espírito santo: “Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhe concedia que falassem”. “Estando Pedro ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos os que ouviam a (santa) palavra. Os fiéis da circuncisão..., profundamente se admiravam, vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos, pois eles os ouviram falar em outras línguas e a glorificar a Deus” (At 10, 6s). “E quando Paulo lhes impôs as mãos, o Espírito Santo desceu sobre eles e falavam em línguas estranhas e profetizavam” (At 19, 6s). Através do dom de línguas “palavras incompreensíveis que não são minhas, palavras escolhidas e formuladas pelo Espírito Santo, dão a Jesus o louvor que Ele merece, e do qual eu mesmo sou incapaz” (I Cor 14, 9). Ao começarmos a orar, não sabemos como devemos pedir ou dizer a Deus. Nossa cabeça está tão cheia de preocupações, ideias, afazeres e nosso coração está tão agitado que ficamos “sem assunto diante de Deus”, ou nosso espírito está indisposto diante de Deus, não consegue se entregar inteiramente e então a oração é ineficaz. O Espírito Santo vem em nosso auxílio à nossa fraqueza e intercede por nós com gemidos inefáveis.

19 2. Falar em Línguas: “Falar em línguas” - significa proclamar uma mensagem de Deus, numa linguagem desconhecida, em nome de Deus para uma assembleia através de línguas estranhas. É semelhante e equivalente à profecia. Todavia é uma fala em voz alta, isoladamente, e sob a unção do Espírito Santo. Quando se “fala em línguas”, um membro do grupo recebe o dom de interpretação de línguas, e comunica a mensagem à assembleia. “Falar em línguas” é um dom transitório, não permanente. 3. Dom de Interpretação das Línguas: Manifesta-se na assembleia reunida em oração e louvor a Deus. É um dom do Espírito à sua Igreja. Não é um dom de tradução, como se alguém traduzisse uma língua convencional. Trata-se de um impulso, de uma unção espiritual para tornar compreensível aos membros da comunidade, a mensagem do Senhor que lhe chega em línguas. O dom de interpretação das línguas é uma ação de Deus pela qual a pessoa proclama a mensagem de Deus. É semelhante e equivalente à profecia. Vem sempre depois do dom de falar em línguas, que é uma mensagem em línguas. Devemos pedir este dom de forma frequente na oração pessoal e comunitária, por ser um dom do Espírito, devemos tê-lo também em abundância, para a edificação da Igreja (I Cor 14,2). O intérprete, após a mensagem proclamada em línguas, sente-se movido a exprimir em palavras normais, convencionais, inteligíveis por todos, uma mensagem que lhe vem do Senhor, mas endereçada a todos, para a edificação da comunidade reunida. Ele deve falar sempre na 1ª pessoa, como se falasse o próprio Senhor. Jesus não quer que simplesmente se narre a sua mensagem, mas que pronuncie a mensagem em seu próprio nome empregando-se a 1ª pessoa.

20 4. Dom de ciências (ou palavra de ciência, ou palavra de conhecimento) Pelo dom de ciência, Deus ensina ao homem sobre as suas verdades, permite que a sua luz penetre no entendimento do homem. Deus comunica ao homem informações que são impossíveis de se adquirir humanamente ou por conhecimento natural, pela razão. É um dom de revelação. Revela uma ação que Deus já está fazendo (a cura), ou uma situação ou mentalidade que precisa ser transformada por Deus, sempre com a finalidade de transformação e conversão através do poder e da misericórdia de Deus que cura o corpo e o coração. Alguns exemplos de “palavra de ciência” no N.T. - Lc 1,39-45 - Maria comunica o Espírito Santo a Isabel, como sinal do que iria acontecer em Pentecostes sobre toda a Igreja. - Lc 1,43 - Isabel recebe o conhecimento de um mistério que, humanamente, ela jamais seria capaz de compreender, a encarnação de Jesus. Aqui a palavra de ciência veio acompanhada de um sinal físico: o menino... (Lc 1,44).

21 5. Dom da profecia Deus fala claramente e de forma simples, mas direta com o homem para edificá-lo, exortá-lo e consolá-lo (I Cor 14,3). Diante da palavra de Deus, da voz divina, devemos nos colocar em atitude de respeito e de obediência. A profecia acontece depois de um louvor a Deus, em línguas, em cânticos ou em palavras, quando a comunidade se reúne em oração, ou quando um cristão se recolhe na sua oração pessoal. Após este louvor, segue-se um silêncio de escuta a Deus e recebimento da unção, que pode vir através de um senso da presença de Deus, um impulso, um movimento no íntimo do nosso espírito, um formigamento nos dedos, um calor pelo corpo todo, um batimento cardíaco mais forte, ou da forma que o Senhor achar melhor ungir, é então proclamada a mensagem de Deus. Geralmente, as profecias, são ditas na 1ª ou na 2ª pessoa, pois o Senhor é um Deus pessoal e nos falará diretamente: “Não temas”, “Tu és o meu povo...”, “Meus filhos...”, “Eu sou o Teu Deus...”. Esta mensagem divina é ouvida e guardada em nossos corações. Depois que a mensagem é proclamada, todos devem estar em atitude de escuta para que o Senhor confirme a profecia (I Cor 14,29), através de moções dadas a outros membros da comunidade. Deus pode se utilizar da própria PALAVRA, de visões, sentimentos ou palavras para confirmar a veracidade da profecia. Esta tem de estar de acordo com a palavra de Deus, com a doutrina da Igreja e dirigidos à glória de Deus e à salvação dos homens.

22 6. Dom de sabedoria (ou palavra de sabedoria) -Dom de sabedoria ? nos revela o diagnóstico, a causa, a raiz do problema (uma situação, um fato). - Dom de sabedoria ? segue o dom de ciência. Nos revela o tratamento, como agir a partir do que nos foi revelado pelo dom de ciência. Pela palavra de ciência, Deus revela a raiz de algo que se passa ou que se passou. Pela palavra de sabedoria, Deus nos revela como agir, como por em prática a palavra de ciência, como proceder. Pode se manifestar por meio de uma palavra oral, por uma palavra escrita, por uma visão, por uma sensação, emoção ou sonho. O Dom de sabedoria é um dom carismático do Espírito Santo, dom gratuito de Deus, que dá a graça ao homem, inspira o homem a saber como deve ser o seu comportamento em cada situação, em cada vez que tem que resolver um fato ou um problema. Inspira o homem como agir e falar inteligentemente situações concretas da sua vida ou da sua comunidade, levando-o a decidir acertadamente e de acordo com a vontade de Deus no dia-a-dia, no matrimônio, no trabalho, na educação dos filhos, nos relacionamentos com os irmãos e na sua vida cristã. É uma orientação de Deus sobre como se viver cristãmente ( Lc 18,18-30). Também nos leva a ensinar ou explicar verdades religiosas. Ex. I Rs 3,16-28 - A palavra de sabedoria do rei Salomão: “cortai pelo meio o menino vivo e dai a metade a uma e a metade a outra”, fez que a verdadeira mãe renunciasse ao seu filho, pois não queria vê-lo morto e assim foi descoberto a verdade e a justiça.

23 7. Dom de cura : O Dom de cura foi um dos dons plenamente vivenciados por Jesus durante o seu ministério terreno. Esse dom que foi tão abundantemente em Jesus, na sua vida, na sua missão e na revelação de sua identidade divina, é dom do Espírito santo que recebemos no Batismo e deseja ser manifesto em nossa vida e missão, confirmando com sinais nosso testemunho e pregação. Para que o dom de cura se manifeste, basta que haja um enfermo e um irmão cheio de compaixão que ore para que ele seja curado. Todos possuem o dom de cura, o problema é que nem todos o fortalecem, pelo pedido constante ao Espírito Santo e pelo exercício de orar pelos enfermos. O fato é que, quanto mais nós pomos ao serviço, mais os carismas se manifestam. Modalidades do Dom de Cura O dom de cura se manifesta de 3 formas. Tomando-se por base as 3 dimensões do homem: corpo, alma e espírito (I Ts 5,23), compreendemos que este mesmo homem pode ser atingido por enfermidades em suas 3 dimensões. Existem os males físicos, os males da alma (interiores) e os males espirituais. Se somos atingidos em nosso corpo por qualquer enfermidade, necessitamos de uma cura física. Se somos atingidos em qualquer área da nossa alma, necessitamos de uma prece para cura interior. Se somos atingidos em nosso espírito, contaminando-nos com falsas doutrinas e afastando-se da sã doutrina da salvação, precisamos de uma oração para cura espiritual ou oração de libertação.

24  A Oração para Cura Física: Orar por cura física, supõe clamar o poder do amor misericordioso de Deus sobre todos os tipos de enfermidades, desde uma simples dor de cabeça, até a cura do câncer e da AIDS. Devemos orar em nome de Jesus, tomando por base a passagem de Is 53,1-6. Deus cura pelos méritos de Jesus Cristo e não porque sabemos orar, temos experiências ou somos santos.  Existem algumas medidas bem simples que fazem parte desta oração para cura física: Conhecer a causa da enfermidade, o diagnóstico médico; A imposição das mãos; Abrir-se aos carismas; Oração de autoridade - orar em nome de Jesus.

25  Oração para Cura Interior: Na cura interior, atinge-se o coração dolorido do ser humano, tão marcado pelo pecado, pela dor, pelo medo, pelas feridas da vida. A medicina comprova que um grande número de doenças físicas têm componentes emocionais. Orar pela cura interior, é tirar do caminho esses componentes emocionais, que são prejudiciais, a fim de que o homem seja livre pela ação do Espírito Santo para melhor servir a Deus. Os psicólogos comparam a mente humana com um “iceberg”. A parte externa do iceberg que aparece sobre a água é 10% e 90% está imersa na água. Comparando com a nossa mente, a parte externa é a nossa mente consciente e a parte submersa é a nossa mente inconsciente. É na nossa mente inconsciente que estão guardadas as lembranças humanas mais profundas. Aí são armazenados nossos traumas, medos, lembranças, sentimentos reprimidos, etc. Jesus veio para curar os corações doloridos e as lembranças de maneira particular.

26  A Oração para a Cura Espiritual: Chamada também de “oração de libertação”. É um processo de orações em nome de Jesus Cristo, que liberta as pessoas cativas em seu espírito, quando são oprimidas por espíritos malignos. Para orarmos por libertação, basta que conheçamos o problema da pessoa atribulada e saibamos como e por que ela se encontra naquele estado. Ordenar que toda força maligna, retire-se da vida desta pessoa em obediência ao nome de Jesus Cristo, para que ela fique livre para o seu serviço e o seu louvor.

27 8. Dom da fé O dom carismático da fé, é o poder de Deus que nos move a uma confiança íntima com Deus e a certeza de que ele agirá em favor do cristão. Essa confiança leva a uma oração convicta, a uma decisão, a uma firmeza ou a algum outro ato que libera a benção de Deus. Através do dom carismático da fé, o Espírito Santo nos dá a certeza de que Deus agirá, de que o poder de Deus irá intervir em alguma situação da vida do homem. Pelo dom carismático da fé, cremos que Deus opera hoje maravilhas em favor do seu povo. A fé move a manifestação do poder de Deus através do seu Espírito Santo. “Se creres, verás a glória de Deus” (Jo 11,40). É a fé que faz o homem de todos os tempos ver a glória de Deus. A virgem Maria realiza da maneira mais perfeita à obediência a fé. Na fé, Maria acolheu o anúncio e a promessa trazida pelo anjo. Maria não cessou de crer no “cumprimento” da Palavra de Deus. Por isso, a Igreja venera em Maria a realização mais pura da fé.( Cat.149) É a esta fé de Maria, de Abraão, de Moisés e outras testemunhas da fé que devemos aderir de todo o nosso coração, para que esta mesma fé nos ilumine e nos conduza nos momentos da provação.

28 9. Dom dos milagres É o poder de Deus de intervir em determinada situação em relação à natureza, à saúde e à vida. São fenômenos sobrenaturais realizados por Deus, com a finalidade de que os homens conheçam a sua glória, o seu poder e se convertam. Através dos milagres, o homem tem uma experiência concreta do amor de Deus por ele e da sua presença concreta na sua vida, na vida dos seus irmãos e no mundo. O dom de milagres é a ação do Espírito Santo que, para o bem de alguém, modifica o curso normal da natureza: O milagre é uma intervenção clara, sensível e visível de Deus no discurso “ordinário” ou “normal” dos acontecimentos: curas instantâneas de doenças incuráveis, ressurreição dos mortos, fenômenos extraordinários da natureza. Distinguir o milagre da cura: a cura é quando Deus acelera o processo de cura que se poderia conseguir através de meios naturais como uma cirurgia, remédios, repousos, etc. O milagre é quando se trata de uma cura que nenhuma ciência médica poderia realizar e que Deus realiza. Os milagres são intervenções de Deus, diretamente Dele, na natureza do homem, ou na ordem da criação. Os milagres provam o poder de Deus agindo na vida dos homens, levando-os a uma fé sempre mais crescente.

29  Alguns milagres no Antigo Testamento: - Êx 14 - passagem do Mar Vermelho; - Nm 17,16-26 - episódio da vara de Aarão que floresce; - Js 3, 14-17 - Josué e seu povo atravessaram o rio Jordão a pé enxuto; - I Rs 17,16 - multiplicação da farinha e do azeite que havia prometido a Elias.  Alguns milagres no N.T.: - Lc 13,10 - mulher que vivia encurvada 18 anos; - Lc 18,35 - cego em Jericó; - Mt 9,1 - paralítico em Cafarnaum; - Mt 15, 29-31 - aleijados, coxos, cegos eram curados; - Jo 2,11 - Bodas de Caná. Precisamos acreditar neste dom de milagres no coração da Igreja. Por meio dele, poderemos de forma mais convincente, publicar as “maravilhas de Deus”,hoje e sempre.

30 10.Dom dos discernimentos dos espíritos O Dom dos discernimentos dos espíritos é uma graça que provém da presença do Espírito Santo em nós. Nossa unidade com Ele, nossa intimidade com Ele em oração. Da mesma forma que nos dá palavras de sabedoria, ciência, cura...,etc, dá-nos igualmente o dom do discernimento dos espíritos. Dom espiritual que nos permite discernir, examinar, nas outras pessoas, na comunidade o que é Deus, o que é da natureza ou o que é do maligno. Este dom permite-nos identificar qual espírito está impulsionando ou está influenciando uma ação, uma situação, um desejo, uma decisão a tomar, algo que nos digam ou ofereçam. Como todo dom espiritual, ele está em interação com os outros carismas e é necessário para a nossa vida diária, nossa vida de oração e para o nosso apostolado. Em Gn 3,1-7, Eva não percebeu que quem lhe falava era o maligno, pois não parou para discernir quem lhe falava e se era de Deus; iludida pelo inimigo, acabou por cometer o pecado de origem de toda humanidade. Deus respeita a nossa liberdade e respeitou a liberdade de Eva em desobedecer-lhe e pecar. Deve ter sido uma imensa dor para Deus assistir Eva sendo enganada. São João da Cruz nos ensina que nossa alma tem 3 grandes inimigos: o mundo, o demônio e a nossa carne; inimigos a fazerem guerra e dificultarem o caminho que a nossa alma deseja trilhar até Deus. É necessário, portanto, o exercício do dom do discernimento dos espíritos, um dos canais de que Deus se utiliza para nos ajudar a vencer esses grandes inimigos, que tentam nos confundir na busca de conhecer e viver a vontade de Deus.É preciso orar e ter uma vida de constante louvor e de unidade com a Palavra de Deus e os sacramentos da Igreja. Desta forma, nos tornamos pessoas profundamente unidas e dóceis às moções do Espírito para que não nos deixemos ser ludibriados. Jesus nos ensinou: “vigiai e orai, para não cairdes em tentação”. Este estado de alerta, confiante na misericórdia de Deus, nos vem do louvor constante, da oração diária, do estudo da Palavra de Deus, nos vem do louvor constante, da oração diária, do estudo da Palavra de Deus, da obediência à Igreja, da freqüência aos sacramentos e da amizade com MARIA. Estando sempre alertas, saberemos se algo vem da vontade de Deus, do inimigo, ou da nossa carne.

31 10.Dom dos discernimentos dos espíritos O Dom dos discernimentos dos espíritos é uma graça que provém da presença do Espírito Santo em nós. Nossa unidade com Ele, nossa intimidade com Ele em oração. Da mesma forma que nos dá palavras de sabedoria, ciência, cura...,etc. O Espírito Santo dá-nos igualmente o dom do discernimento dos espíritos. Dom espiritual que nos permite discernir, examinar, nas outras pessoas, na comunidade o que é Deus, o que é da natureza ou o que é do maligno. Este dom permite-nos identificar qual espírito está impulsionando ou está influenciando uma ação, uma situação, um desejo, uma decisão a tomar, algo que nos digam ou ofereçam. Como todo dom espiritual, ele está em interação com os outros carismas e é necessário para a nossa vida diária, nossa vida de oração e para o nosso apostolado. Em Gn 3,1-7, Eva não percebeu que quem lhe falava era o maligno, pois não parou para discernir quem lhe falava e se era de Deus; iludida pelo inimigo, acabou por cometer o pecado de origem de toda humanidade. Deus respeita a nossa liberdade e respeitou a liberdade de Eva em desobedecer-lhe e pecar. Deve ter sido uma imensa dor para Deus assistir Eva sendo enganada.São João da Cruz nos ensina que nossa alma tem 3 grandes inimigos: o mundo, o demônio e a nossa carne; inimigos a fazerem guerra e dificultarem o caminho que a nossa alma deseja trilhar até Deus. É necessário, portanto, o exercício do dom do discernimento dos espíritos, um dos canais de que Deus se utiliza para nos ajudar a vencer esses grandes inimigos, que tentam nos confundir na busca de conhecer e viver a vontade de Deus.

32 O Dom do discernimento dos espíritos no N.T.: -Mt 16,16 - “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”. Jesus glorificou o Pai, porque Ele discerniu que quem havia revelado a Pedro que Ele era, foi o Pai. Jesus concluiu que a resposta não tinha vindo da humanidade de Pedro, pois “sem a graça”, ninguém podia dizer que Ele era o Messias. - Mt 16,22 - “Que Deus não permita isto, Senhor! Isto não te acontecerá”. A falta de fé, o desejo de agradar, o medo, deram entrada a satanás no pensamento e sentimento de Pedro. Jesus discerniu que o que Pedro dissera, vinha do maligno. - Lc 4,1-13 - Jesus discerniu que as sugestões que lhe vinham na tentação do deserto, não lhe vinham de Deus, nem Dele, mas do maligno para estragar o plano do Pai. O Espírito Santo unge os batizados com a mesma unção espiritual de Jesus. Através do batismo todos os homens são regenerados para a vida dos filhos de Deus, unidos a Jesus Cristo e ao seu corpo que é a Igreja e são ungidos pelo Espírito Santo, tornando-se templo espirituais (C. L. 10). "Foi num só Espírito que todos nós fomos batizados a fim de formarmos um só um corpo" (I Cor 12, 13).Portanto todos os batizados vivenciam a "unidade misteriosa com Jesus entre si" (cf. Jo 17, 21), todos somos ramos de uma única videira, Jesus Cristo. Além de desfrutarmos pelo batismo da unidade com O Cristo e com os irmãos, nos tornamos "pedras vivas" edificados sobre Cristo, "Pedra angular", destinada a construção de um edifício espiritual (I Pd 2, 4ss). O Espírito Santo então unge o batizado e com esta unção espiritual e ele pode repetir e assumir para si as palavras de Jesus: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu; enviou-me para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para por em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor" (Lc 4, 18-19), porque a efusão batismal e crismal torna o batizado participante do tríplice múnus sacerdotal, profético e real de Jesus Cristo, enquanto membros da Igreja (C. L. 13s).

33 OS CARISMAS E A VIVÊNCIA DO NOSSO SACERDÓCIO COMUM Os dons provêm da intercessão que todos devemos praticar em nosso sacerdócio comum recebido no Batismo: "Cristo Senhor, Pontífice tomado dentre os homens, fez do novo povo um reino e sacerdotes para Deus Pai“. Dotados pelos carismas do Espírito Santo, submetidos a Cristo Jesus, em unidade com a Igreja, somos chamados a fomentar a renovação e o incremento da mesma, como de todos aqueles que estão distantes e a "estabelecer, então, o Reino de Deus, iniciado pelo próprio Deus na terra, a ser estendido mais e mais até que no fim dos tempos seja consumado por Ele próprio, quando aparecer Cristo nossa vida (Col 3, 4) e "a própria criatura será libertada do cativeiro da corrupção para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus" (Rm 8, 21).

34 OS CARISMAS SÃO DOADOS PARA O BEM COMUM: "Tudo e todas as riquezas derramadas tem como finalidade o bem comum". Assim nos exorta o Catecismo da Igreja Católica, 951s; "Tudo tenham em comum" (At 4, 32). Tudo o que possui o verdadeiro cristão deve considerá-lo como um bem em comum e deve estar disposto a ser diligente para socorrer o necessitado e a miséria do próximo. O cristão é um administrador dos bens do Senhor (Lc. 16, 1-3). Na comunhão da Igreja o Espírito Santo "reparte graças especiais entre os fiéis" para a edificação da Igreja. Pois bem, "a cada um é dado a manifestação do Espírito para proveito comum" (I Cor 12, 7), e ajudar o povo de Deus ao alcançar a santidade. Os carismas do Espírito Santo, concedidos a todos por ocasião do Batismo e intensificados na Crisma, também são chamados de dons carismáticos ou de dons de serviço. O Espírito Santo nos capacita com estes dons para servirmos à Igreja de Cristo, através dos irmãos. Os carismas são portanto, dons de poder para o serviço da comunidade cristã.