OCORRÊNCIA DA LEPROSE DOS CITROS NA COLÔMBIA

1 OCORRÊNCIA DA LEPROSE DOS CITROS NA COLÔMBIAG.A. LEON1,...
Author: Isaac Ávila Figueiredo
0 downloads 4 Views

1 OCORRÊNCIA DA LEPROSE DOS CITROS NA COLÔMBIAG.A. LEON1, C.E. REALPE1, J.A. RODRIGUEZ2, M.G MORENO3, C.C. CHILDERS4, D.S. ACHOR4, J. FREITAS-ASTUA5, R. ANTONIOLI-LUIZON5, N.C. MESA C.6, R.B. SALAROI & E.W. KITAJIMA6 1Centro de Investigación. La Libertad, CORPOICA, Villavicencio, Colombia; 2ICA, Yopal, Colômbia; 3LANAM/ICA, Tibaitatá, Colômbia; 4CREC, Un.Florida, Lake Alfred, FL 33850, EUA; 5Embrapa Milho/Sorgo-CAPTACSM, Cordeirópolis, SP; 6LEF-ESALQ/USP, CP 9, ,Piracicaba, SP 1 NI Na Colômbia a cultura do citros é feita, em sua grande maioria, por cerca de pequenos produtores numa área de Ha, resultando numa produção de 1200 ton de frutas frescas e 60 ton de suco, orçado em US$650,000/ano, essencialmente para o mercado interno.A maioria dos pomares localiza-se entre a cadeia de montanhas do leste e oeste (Depts. Antioquia, Caldas, Quíndio, Risaralda) junto aos cafezais. Nos Depts. de Meta (Fig. 3 e 4) e Casanare situado no planalto oriental (Llanos Orientales) geram-se 10% do total da produção cítricola colombiana. Em 2003/2004 técnicos da CORPOICA detectaram casos suspeitos de leprose em pomares dos Depts.Casanare e Meta (Fig. 5 e 6). A identificação de que se trata efetivamente de leprose, do tipo citoplasmático (CiLV-C), foi realizada através do exame de amostras ao microscópio eletrônico, para detectar efeitos citopáticos característicos do CiLV-C (Exp.Appl.Acarol. 30: ), e por RT-PCR usando “primers” específicos para CiLV-C (Plant Dis. 87: ). Para microscopia eletrônica, amostras de tecidos das lesões foliares e em frutos (Figs. 5 e 6) coletados nas regiões afetadas (Depts. Casanare e Meta) foram fixados em solução Karnovsky, e posteriormente processados e examinados no NAP/MEPA da ESALQ/USP. RT-PCR foi realizada em amostras dessecadas de folhas com lesão, na CAPTACSM. Os “primers” MP usados ampliam especificamente parte do gene que tentativamente codifica a proteína do movimento viral célula-a-célula. Ácaros coletados nos pomares, fixos em etanol 90%, foram analisados no Lab.Acarologia da ESALQ para identificação. RESULTADOS Viroplasma eletron-denso e vacuolado, de forma irregular, e partículas baciliformes, curtas, foram consistentemente encontradas nas células parenquimatosas de lesões foliares em amostras procedentes dos Dept.Casanare e Meta (Figs. 7, 8). RT-PCR usando “primers” MP amplificou fragmentos de cDNA de tamanho esperado (Fig. 9). Uma das amostras foi seqüenciada (GeneBank acess.DQ ) e apresentou 98% de similaridade na seqüência de nucleotídeo com um isolado brasileiro de CiLV-C (GeneBank acess.AY ). Ácaros coletados de plantas sintomáticas dos Dept.Meta e Casanare foram identificados como B. phoenicis (Fig. 2). CONCLUSÕES Estas evidências confirmam que a leprose dos citros, tipo citoplasmático, está presente nos pomares dos Llanos Orientales da Colômbia. Trata-se do primeiro relato da ocorrência deste vírus na Colômbia. Autoridades fitossanitárias colombianas estão desenvolvendo estratégias para erradicar a enfermidade ou conviver com ela, mandendo-a sob controle. 2 4 5 4 3 5 6 8 V 9 V 7 10m Fig. 1. Mapa da Colombia, achando-se assinaladas as regiões de Yopal (Dept. Casanare) e Villavicencio (Dept.Meta) onde foram coletadas as amostras. Fig. 2.Ácaros Brevipalpus phoenicis. Figs. 3 e 4. Vista aérea da região de Villa- Vicencio (Dept.Meta). Vista geral (Fig. 4) e de um pomar de citros (Fig. 4). Figs. 5 e 6. Sintomas de leprose em folhas (Fig. 5) e frutos (Fig. 6) de laranjeira Valencia em pomares da região de Villavicencio. 1 16 9 Figs. 7 e 8. Micrografias eletrônicas de transmissão de células parenquimáticas de lesões lepróticas em folhas de laranjeira Valencia, amostras na região de Villavicencio, mostrando o viroplasma (V) e partículas baciliformes (setas) no no citoplasma. Fig. 9. Perfil de gel de eletrofose dos produtosde RT-PCR utilizando primers para proteína de movimenot do CiLV-C. Da esquerda para direita- 16 amostras procedentes dos Depts. Casanare e Meta. A 17ª linha é o controle positivo, e a 18ª, negativo. A 19ª corresponde à água. As duas linhas marginais são do marcador. Apoio FAPESP, CNPq, FINEP, PrP/USP