1 Palinologia Forense: uma ferramenta na busca da verdade
2 Pólen estrutura reprodutiva das plantas com sementes (Espermatófitas: gimnospermas e angiospermas). Esporo célula germinativa que, assexuadamente, origina novo indivíduo nas briófitas, pteridófitas, algas e fungos Pólen estrutura reprodutiva das plantas com sementes (Espermatófitas: gimnospermas e angiospermas). Esporo célula germinativa que, assexuadamente, origina novo indivíduo nas briófitas, pteridófitas, algas e fungos O Grão de Pólen
3 Corte longitudinal em flor e respectivas estruturas
4 Antera e pólens vistos por microscopia eletrônica
5 Corte transversal em antera
6 Esquema da estrutura da esporoderme nas Angiospermas
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14 Esporo de Pteridófita
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16 Palinologia O grão de pólen precisa chegar até o estigma de uma planta de mesma espécie e germinar, fertilizando o gameta feminino. O esporo necessita apenas encontrar um sítio de deposição para germinar e originar um novo indivíduo (um gametófito). A palinologia estuda a morfologia, dispersão e preservação, sob certas condições ambientais, dos grãos de pólen e esporos. Palinologia é o estudo dos grãos de pólen e esporos.
17 Aplicações da Palinologia Taxonomia e Filogenia Arqueologia Agronomia Medicina Geologia
18 Histórico da Palinologia Para fazermos um levantamento histórico do estudo do pólen, temos que ter associada à idéia o desenvolvimento do microscópio, porém, antes dele... Assírios, por volta de 886 a 860 AC já praticavam a polinização artificial sacudindo a inflorescência da tamareira masculina sobre a feminina para fertilizá-la. Plinio, no século V AC, chamou de material de fertilização ao grão de pólen. Por 16 séculos o assunto ficou esquecido, sendo inclusive negada a idéia de sexo nas plantas. Robert Hook 1665, observação de grãos de pólen. Nehemiah Grew e Marcelo Malpighi, descrição dos pólens. Descobridores da anatomia microscópica de plantas e pólens. Rudolph Camerarius, em 1694, conclui que nenhum óvulo de planta poderia se desenvolver em semente sem o pólen que é produzido nos estames. Estames são órgãos sexuais masculinos.
19 . James Logan removeu alguns panículos masculinos de pés de milho e observou que só produziam espigas aqueles que ficavam do lado em que o vento soprava com maior freqüência, concluindo que o vento era um agente polinizador. Philip Miller, 1751, observou a polinização entomófila feita por abelhas em tulipas produzindo, assim, sementes. Francis Bauer, no início do século XIX, desenhou centenas de gêneros e espécies de plantas e seus respectivos grãos de pólen. Johannes Purkinje, século XIX, detalhou a parede da antera e caracterizou o pólen de diferentes famílias. Uso do bálsamo como meio de montagem de lâminas. Giovanni Amici, 1824, descobridor do tubo polínico. Em 1820, Von Mohl observou a formação do pólen em células especiais que, por divisão em quatro células-filhas se separavam ficando soltas na antera.
20 Contemporâneo de Von Mohl, Karl Fritzsche denominou as camadas do grão de intina e exina. Mostrou que a exina é uma simples membrana capaz de fazer distinguir um pólen de outro. Edward Strassburger criou a base de nossos conhecimentos sobre formação e desenvolvimento dos grãos de pólen. No século XX, com a descoberta da alergia provocada pelo pólen e por ser um ótimo index-fóssil, seu estudo toma impulso e passa, de um simples apêndice da Sistemática, a ser considerado uma ciência: a Palinologia. Vários pesquisadores, como Von Post e Holst, iniciam trabalhos em paleopalinologia. Wodehouse e Herdtman publicam livros com descrições detalhadas de tipos polínicos de várias famílias, bem como criam um padrão que resultou em melhoramento da técnicas de preparação de amostras e ilustrações de grãos. Daí para adiante muitos outros adentram no estudo ligados a outras ciências como a Geologia, Arqueologia, Medicina, etc.
21 Palinologia Forense O termo palinologia forense faz referência ao uso de evidências a partir de pólens e esporos em casos legais (Mildenhall, 1990). Em um aspecto mais amplo, a palinologia inclui, também, informações legais derivadas de organismos microscópicos como microalgas, por exemplo, que podem fazer referência a ambientes aquáticos (Faegri & Iversen, 1989).
22 Solo retirado pela lavagem das roupas de uma vítima de assassinato. Material examinado por palinologistas da Universidade da Suécia e comparado com amostras controle da cena do crime. Não havia combinação entre elas, concluindo que a vítima fora morta em outro local Os dois primeiros casos do uso forense da palinologia surgiram em 1959 na Suécia e Austria (Erdtman, 1969). 1
23 Um passageiro desaparecera nas proximidades do rio Danúbio, Austria. Seu colega foi tido como suspeito pela polícia. Análise do solo encontrado em suas botas revelou a presença de pólen de Carya e, ser do período Mioceno. Amostras foram coletadas ao longo do trecho percorrido pela embarcação e em um único ponto foi encontrado o mesmo tipo de solo com o mesmo tipo polínico. O suspeito foi levado a cena do crime e, chocado pela revelação, confessou o crime 2
24 Aspectos a serem considerados na palinologia forense Pólens de plantas aquáticas e autógamas têm menor valor: menor resistência e pouco presente. Pólens de plantas zoogamas, não tão abundantes, são importantes por dois fatores: a resistência do grão e está menos representado na chuva polínica - oferece confiabilidade, porém, está pouco presente. Pólens anemófilos são produzidos em abundância e são mais facilmente dispersos. São menos confiáveis pois é preciso conhecer o grau de dispersão de cada tipo polínico. Pólens de grãos mais pesados são mais confiáveis que os leves. Ex: Ligustrum X Cannabis. 1- A produção e o modelo de dispersão dos grãos em uma determinada região.
25 2- Possuir uma palinoteca de referência dos grãos de plantas da região que funcionaria como um banco de impressões digitais. 3- A durabilidade do pólen varia conforme o ambiente onde está depositado, água, turfa, solo arenoso, etc. 4- Cuidados na coleta, estocagem e preparação das amostras. 5- As amostras podem ser insuficientes para determinadas técnicas de coleta ou mesmo para realizar repetições de testes. As amostras para pólen concorrem com outros tipos de análises.
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27 Possibilidades de uso da palinologia forense: Locais primários Locais secundários Vítima Suspeito Cena do crime O que observar: Roupas, cabelos, unhas, calçados, interior e exterior de veículos. Amostras de solo da cena do crime
28 Outras possibilidades de uso da palinologia Controle de qualidade e origem de alimentos (mel, por exemplo) Análise da presença e rastreamento da origem de drogas ilícitas Arqueologia
29 Como conduzir: -Coleta de amostras; -Armazenamento em local livre de contaminantes polínicos; -Acetólise das amostras quando em maior quantidade; -Montagem das lâminas; -Análise qualitativa e quantitativa; Palinoteca de referência Palinólogo
30 Obrigada