PSICOPATIA DOENÇA OU LOUCURA? DRA DENISE MORELLI 1.

1 PSICOPATIA DOENÇA OU LOUCURA? DRA DENISE MORELLI 1 ...
Author: Denise Denise
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1 PSICOPATIA DOENÇA OU LOUCURA? DRA DENISE MORELLI 1

2 Os PSICOPATAS são geralmente pessoas manipuladoras, inescrupulosas, transgressoras de regras sociais e muitas vezes livres de constrangimentos e julgamentos morais internos. São indivíduos com distúrbios de caráter crônico, fronteiriço entre a sanidade e a loucura. 2

3 Infância Beth Thomas: A história da menina psicopata 3

4 Esta é a história real da menina que perdeu sua mãe quando tinha apenas um ano de idade. Ela e seu irmão ficaram sob a tutela do pai biológico, que abusou sexualmente das duas crianças. 4

5 Seis meses depois, identificaram os abusos e as crianças foram acolhidas por uma assistente social. Felizmente, Beth e Jonathan, seu irmão mais novo, foram adotados por um casal cristão que queria muito ter filhos, mas que não podiam gerá-los. 5

6 Tudo ia muito bem até que Beth começou a ter estranhos pesadelos, foi aí que eles perceberam que havia algo errado. Os pesadelos de Beth eram sobre um homem que “caia em cima dela e a machucava”. 6

7 Beth tinha um comportamento bastante violento com seu irmão, com seus pais e com os animais (que ela chegava a matar). 7

8 Além da raiva, Beth manifestava um comportamento sexual inadequado : ela se masturbava publicamente e de forma excessiva, chegando a sangrar. 8

9 Esses fatos fizeram seus pais considerarem a possibilidade de procurar a ajuda de um psicólogo. Foi o Dr. Ken Magid, um psicólogo clínico, especialista em tratamento de crianças vítimas de abuso sexual grave, que cuidou do caso de Beth. 9

10 Durante as seções de terapia, ele gravou um vídeo onde entrevistava a menina, um arrepiante diálogo entre Beth e seu psicólogo. Esta é uma pequena parte do início da conversa: – “Dr. Ken: As pessoas têm medo de você, Beth? - Beth: Sim. 10

11 -Dr. Ken: Seus pais têm medo de você? -Beth: Sim. -Dr. Ken: O que você quer fazer com eles? -Beth: Esfaqueá-los. -Dr. Ken: O que você quer fazer com o seu irmão? -Beth: Matá-lo. -Dr. Ken: Em quem você gostaria de espetar alfinetes? -Beth: Na mamãe e no papai. -Dr. Ken: O que você quer que aconteça com eles? Beth: Que Morram.” 11

12 Em suas conversas com o Dr. Ken, Beth admitiu friamente que: - maltratava seu irmão; - batia a cabeça dele contra o chão; - furava o corpo dele e suas partes íntimas com agulhas; - puxava e chutava seus órgãos genitais… 12

13 Ela até explicou que, uma vez, tentou matá-lo e só parou porque seus pais a descobriram. Ela também admitiu ter pensado seriamente em matar seus pais em várias ocasiões. 13

14 Beth também contou que costumava maltratar seus animais de estimação. E matou vários deles, até mesmo os que vagavam pelo pátio de sua casa. 14

15 Beth admitiu não sentir nenhum tipo de ressentimento e nem culpa, seu tom de voz em todas as suas declarações era frio e calmo, como se estivesse explicando qualquer assunto trivial. 15

16 Quando questionada sobre o porquê de ela agir dessa maneira, ela respondeu que queria que todos sentissem tudo o que ela sentiu quando sofria abusos de seu pai. 16

17 Além disso, sempre que o psicólogo perguntava se ela estava ciente de que estas ações causavam muito sofrimento na outra pessoa, com calma, ela respondia que sim, que era exatamente isso que ela queria. 17

18 Beth foi diagnosticada com um grave TRANSTORNO DE CONDUTA, que é caracterizado pelo desenvolvimento da incapacidade de estabelecer relacionamentos saudáveis e adequados, devido ao histórico de abuso sexual e maus tratos. 18

19 Muitos se perguntam: Será que Beth é uma criança psicopata divertindo-se com o sofrimento dos pais, irmãos e animais? 19

20 De acordo com a Associação Americana de Psiquiatria nenhum menor de 18 anos pode ser chamado de psicopata, uma vez que sua personalidade ainda não está totalmente formada. 20

21 O que é então? É o transtorno de conduta : Um padrão repetitivo e persistente de comportamentos que violam regras sociais importantes em sua idade, ou os direitos básicos alheios. 21

22 TRANSTORNO DE CONDUTA é um padrão de comportamento antissocial em meninos e meninas com mais de 6 e menos de 18 anos. Para fechar diagnóstico é necessário que ocorram 03 ou mais dos comportamentos antissociais no último semestre. 22

23 Quais são esses comportamentos? Fuga da casa dos pais (duas vezes); Inicia lutas corporais; Usa armas como pau, pedra, caco de vidro, faca e revólver; 23

24 Persegue, atormenta, ameaça ou intimida os outros frequentemente; É cruel com pessoas ou com animais a ponto de feri-los fisicamente; 24

25 Mata aula frequentemente (começa antes dos 15 anos); Inicia um incêndio com a intenção clara de provocar sérios danos; 25

26 Destrói a propriedade alheia deliberadamente; Força alguém à atividade sexual; 26

27 Arromba ou invade a casa ou o carro de alguém; Rouba ou assalta, confrontando diretamente a vítima; 27

28 Mente e engana pessoas por ganhos materiais ou para fugir de obrigações; Passa a noite fora contra a ordem dos pais (começa antes dos 13). 28

29 Após longo tratamento psicológico Beth foi melhorando e se tornou uma pessoa com capacidade de ter consciência das consequências de suas ações. A ‘maldade’ dela tinha sua origem nos abusos e maus tratos que ela sofreu quando ainda era um bebê. 29

30 Seu caso ilustra claramente as consequências terríveis dos abusos sexuais e dos maus tratos físicos e psicológicos em uma idade ainda jovem. 30

31 Qual a importância dos pais na formação da personalidade dos filhos? 31

32 As crianças com mães mais sensíveis aos anseios do bebê durante os primeiros três anos de vida, aquelas que respondem prontamente, que têm interações positivas e fazem com que a criança se sinta segura, que têm relacionamentos mais bem sucedidos e formação acadêmica superior, comparadas àquelas crianças cujas mães são negligentes, têm chances quase nulas de desenvolverem transtornos de conduta. 32

33 Esta constatação nos leva às seguintes conclusões: 1. a importância real de uma boa criação, especialmente durante os períodos mais precoces da vida da criança. 2. que a terapia psicológica é muito eficaz, mesmo em casos de extrema gravidade que parecem irredutíveis. 33

34 O transtorno de conduta revela um forte componente de, no futuro, a criança ou adolescente desenvolver o transtorno da personalidade antissocial - ou psicopatia. 34

35 Enquanto não se pode dizer que toda criança com transtorno de conduta será psicopata, certamente todo psicopata sofria do transtorno de conduta na infância. 35

36 É possível que meninos e meninas nasçam malvados? ou A crueldade é fruto do ambiente ou da criação? 36

37 O neurologista Ricardo de Oliveira Souza é categórico na resposta. — É claro que é possível. Existem crianças que nascem más, que serão más, e não há quase nada que possamos fazer para modificar este comportamento. 37

38 Para a psicanalista Júlia Bárany, a psicopatia surge desde que o bebê vem ao mundo. Os primeiros sinais se manifestam junto com o desenvolvimento da interação com as pessoas, e o alvo elementar de uma criança psicopata é quase sempre a própria mãe. 38

39 Apesar de a maioria dos estudos para aprender mais sobre psicopatas se concentrar na população adulta. É necessário voltar a atenção para as crianças para entender as causas, por ser esse período fundamental para o desenvolvimento do transtorno. 39

40 Não há duvida que: as origens da psicopatia se encontram na infância e adolescência. 40

41 ADOLESCÊNCIA 41

42 Pesquisas indicam que: - há um forte componente do meio social, na maioria das vezes, esses adolescentes são fruto de uma famílias desestruturadas: - onde o poder econômico é baixo; onde a violência é comum entre membros da família; o pai desse adolescente geralmente está desaparecido ou o adolescente nem sabe quem é seu pai, em muitos casos esses pais são alcoólatras, desempregados e marginais. 42

43 No caso do pai ser presente ele não é uma figura de autoridade. A mãe é uma figura particular, o adolescente e a mãe têm uma ligação forte e caótica, essas mães se caracterizam pela incoerência de sua conduta. Esses adolescentes tem o hábito de permanecer fora de casa por longos períodos, principalmente à noite, mesmo com a proibição dos pais. 43

44 Para eles as regras sociais não têm nenhuma força de constrangimento e a idéia de bem comum ( noção de comunidade ) é apenas uma questão absolutamente inconveniente. Não respeitam limites, apresentam desde a infância tendências desafiadoras. 44

45 Não apresentam afeto. Na infância mentiam frequentemente, são cruéis com animais, colegas e irmãos, baixíssima tolerância à frustração, ausência de culpa ou remorso e falta de constrangimento quando pegos mentindo ou em flagrante. 45

46 A Psicopatia pode se hereditária? Estudos em gêmeos idênticos e não idênticos criados separadamente desde cedo apontam uma herança maior que 50%, o que significa que o transtorno pode ser transmitido entre parentes, explica o neurologista Oliveira Souza. 46

47 A neurociência demonstrou que há uma resposta reduzida da amígdala cerebral em jovens com presença do traço de entorpecimento emocional e altas pontuações em psicopatia. 47

48 Os meninos são duas vezes mais propensos que as meninas; Em muitos casos, os transtornos de conduta podem coexistir com transtorno do déficit de atenção/hiperatividade (TDAH), transtorno de ansiedade, transtorno de humor e transtorno desafiador opositivo (comportamentos argumentativos desafiantes), tornando o quadro ainda mais complexo. 48

49 Em muitas crianças e adolescentes tais comportamentos são isolados e transitórios, o diagnóstico preciso deve ser realizado por especialistas (neurologistas, psiquiatras e psicólogos), que dispõem de conhecimento e testes adequados. Quanto mais cedo eles forem diagnosticados, maiores serão os benefícios e as possibilidades de intervenções terapêuticas e ações preventivas (Loeber, 1991). 49

50 Causas e consequências dos comportamentos externalizantes Não há uma causa única que determine os comportamentos externalizantes. 50

51 Acredita-se que fatores genéticos associados a desencadeadores ambientais possam estar envolvidos. Desnutrição materna, tabagismo e uso de álcool ou drogas durante a gravidez, além de complicações no nascimento, são fatores de risco para comportamentos externalizantes. 51

52 Fatores neurobiológicos (irregularidades nas estruturas cerebrais) figuram entre algumas das possíveis causas. Pais biológicos com comportamentos externalizantes também podem predispor a criança a ter comportamentos exteriorizados (Liu, 2004). 52

53 A privação afetiva pode ser um fator desencadeante para comportamentos antissociais porque se relaciona ao apego — um laço construído na infância com pais e cuidadores, o qual tem influência durante o curso da vida (Winnicott, 1994). As crianças com apego seguro exploram voluntariamente as situações e buscam o contato quando experimentam sofrimento, voltando sempre para a sua figura de apego. 53

54 Uma criança que experimentou apego deficiente envolve-se em pouca exploração e também busca proximidade com a figura de apego ao experimentar o mínimo de estresse. Contudo, passada a situação de ansiedade, ela permanece instável e procura resistir ao contato com essa figura. 54

55 Nesse sentido, a criança que furta, por exemplo busca o afeto que não teve. Ela sente o impulso de buscar um objeto e de encontrar alguém que se encarregue de cuidar dela, na esperança de poder confiar na estabilidade de um ambiente que seja capaz de suportar a tensão provocada pelo comportamento inadequado. 55

56 Ela testa repetidamente seu contexto para ver se este é capaz de suportar a agressão, tolerar o desconforto, impedir os estragos da destruição e ainda preservar o que ela procura: o afeto. 56

57 Fatores familiares de risco para os comportamentos externalizantes: - estresse familiar e - práticas parentais inadequadas. 57

58 Essas práticas são influenciadas pelo nível de estresse parental : - fator que aumenta a irritabilidade dos pais e a atenção voltada para o transtorno de conduta dos filhos (aumentando a probabilidade de que os adultos iniciem ou mantenham trocas aversivas ou contra- ataques em resposta à agressividade das crianças — conflito entre pais e filhos). Kazdin e Whitley, 2003 58

59 Quando isso acontece, os filhos podem experimentar o fracasso escolar e o isolamento social. As consequências, associadas às constantes críticas, causam baixa autoestima, as crianças e adolescentes sentem-se injustamente perseguidos, porque tendem a acreditar que seu comportamento não é atípico, é normal. 59

60 Os adultos sentem-se frustrados em suas tentativas de orientar a criança ou adolescente, experimentando sentimentos de impotência e insucesso como cuidadores. Com frequência, pais e professores reprimem, punem e isolam a criança e caso percebam seu filho/aluno como insensível ou muito difícil. 60

61 Muitos deles, frente ao fracasso, cansam de ensinar e repetir sempre as mesmas coisas, enquanto as crianças ficam cada vez mais “rebeldes”. Nessa ciranda, os cuidadores, transferem esse sentimento para a criança, que o adiciona aos sentimentos de desamparo, frustração e carência que já fazem parte da sua vida. 61

62 ATENÇÃO: Os comportamentos externalizantes antecedem as dificuldades escolares e são potencializados por elas. D’Abreu e Marturano, 2010. 62

63 Esse tipo de conduta tem impacto imediato em termos de perturbação na família, na escola e em outros ambientes. Os potenciais efeitos em longo prazo decorrentes de comportamentos externalizantes não tratados podem ter sérias consequências tanto para o indivíduo quanto para a sociedade. 63

64 Crianças e adolescentes com tais comportamentos costumam estar em situação de risco para delinquência juvenil, violência e comportamento criminal adulto. 64

65 A psicopatia não está restrita aos bandidos e marginais como podem pensar algumas pessoas. Muitos psicopatas vivem à nossa volta e frequentemente nos assustam com suas atitudes egoístas, cruéis e desumanas. Podemos observar características de psicopatia desde a infância até a vida adulta. Deve-se atentar para a frequência e a intensidade com as quais as características na infância se manifestam. 65

66 Outras características: -Abandonar os estudos antes de concluí-los; -Ter dificuldades com o trabalho e raramente parar em empregos; -Ser adictos de algum tipo de droga; -Ter encanto superficial e boa inteligência; -Ausência de delírios e outros sinais de pensamento irracional; 66

67 -Ausência de "nervosismo" ou manifestações neuróticas; -Inconfiabilidade; -Falsidade e ou falta de sinceridade; -Falta de remorso ou vergonha; -Conduta anti social inadequadamente motivada; -Fraco juízo crítico e incapacidade de aprender com a experiência; -Egocentrismo patológico e incapacidade de amar ; -Pobreza nas reações afetivas importantes; 67

68 -Perda específica de insight; -Falta de reciprocidade nas relações interpessoais; -Conduta extravagante e desagradável com, e às vezes sem, bebida; -Raramente chega ao suicídio; -Vida sexual impessoal, trivial e pouco integrada; -Fracasso ao tentar seguir qualquer plano de vida. 68

69 Você é Psicopata? 69

70 O teste a seguir é para determinar seu grau de psicopatia. Este teste foi baseado na Escala de Robert Hare, o maior especialista no assunto. Esta escala é usada por psicólogos e psiquiatras, portanto tente respondê-lo como você realmente é, pois caso contrário o resultado pode não ser agradável. 70

71 1. VOCÊ POSSUI UM VOCABULÁRIO: A. Bem rebuscado repleto de palavras desconhecidas pela maioria. 1 B. Normal, porém com algumas gírias. 0 C. Com mais gírias do que palavras normais. 1 D. Eu não falo. 0 E. Bem articulado, com algumas palavras difíceis misturadas com outras mais comuns. 2 71

72 2. VOCÊ SE ACHA: A. Uma pessoa simples, quer ser igual a todo mundo e não pensa que é melhor do que ninguém. 0 B. Eu nunca parei para pensar. 0 C. O máximo, sou superior a quase todos, as pessoas tentam me superar mas nunca conseguem, apenas acham que conseguem. 2 D. Um pessoa fracassada. 0 E. Um esplendor! Se existe outro mundo com outra civilização racional, não sei por que nasci justamente no meio de humanos. 2 72

73 3. VOCÊ É UM MENTIROSO? A. Sim, o que é a vida sem a mentira? As vezes é necessário uma mentira aqui, outra alí, senão as coisas não andam. 2 B. Apenas uso mentiras pequenas do tipo, estava na escola quando na verdade estava na casa de um amigo. 1 C. É claro! Mentir é fundamental para se ter uma vida apropriada. 1 D. Não, não sou a favor de mentiras. 0 E. Depende, minto só na hora em que estou precisando mesmo. 1 73

74 4. VOCÊ POSSUI VONTADE DE PRATICAR ALGUMA ATIVIDADE ABAIXO: A. Pular de Bang Jump. 1 B. Escalar o Monte Everest. 1 C. Tirar um racha em plena avenida paulista, de preferência com a polícia em seu encalço. 2 D. Pular de um avião sem pára-quedas e esperar que seu amigo o pegue em pleno ar. 2 E. Nenhuma. 0 74

75 5. EM SITUAÇÕES SOCIAIS COMPLICADAS, VOCÊ: A. É do tipo pacífico que não se deixa abalar por besteira e acaba acalmando os amigos. 0 B. É estourado, fala o que vier na cabeça e não se preocupa com o que vai dizer. 2 C. É super estourado, porém só fala coisas que vão realmente deixar a pessoa no chão. 2 D. Prefere não discutir. 0 E. Não discute, apenas faz o que deve ser feito. 1 75

76 6. EM SITUAÇÃO DE DIFÍCIL ESCOLHA, VOCÊ: A. Não quer nem saber, faz e faz com vontade sem se preocupar com as consequências. 2 B. Pensa antes de tomar qualquer decisão complicada. 0 C. Nunca se mete em situações difíceis. 0 D. É impulsivo, acaba fazendo por instinto. 1 E. Faz o que for necessário, afinal, "seu plano é o dia de hoje”. 2 76

77 7. RELACIONAMENTOS A. Você prefere estar sempre sozinho. 1 B. Você gosta de ter um grupinho, e não mais do que isso. 1 C. É indiferente às pessoas. 2 D. Gosta de ter amigos de verdade. 0 E. Não tem preferência. 0 77

78 8. UMA PESSOA VEM DESABAFAR VOCÊ VOCÊ, O QUE VOCÊ PENSA? A. Sério? 1 B. Nossa, que pena... 0 C. Eu gostaria muito de ajudar. 0 D. Acho que vou perguntar... 0 E. E daí? 2 78

79 9. QUANDO VOCÊ PERDE UM AMIGO, VOCÊ SE SENTE: A. Abalado. 0 B. Frustado. 2 C. Quer morrer. 0 D. Incrédulo. 1 E. Triste. 0 79

80 10. QUAL DAS PALAVRAS ABAIXO LHE AGRADA MAIS? A. Desejar 1 B. Ter 1 C. Possuir 2 D. Querer 0 E. Fazer 0 80

81 11. VOCÊ É ORGANIZADO? A. Sim, gosto de TUDO marcado, com dia, horário etc. 2 B. Não, prefiro que as coisas aconteçam. 1 C. Não sei o que é organização. 0 D. Organização só serve na hora exata. 1 E. Sim, como posso não ser organizado? 2 81

82 12. NOS TRABALHOS EM GRUPO NA ESCOLA, VOCÊ: A. Era quem organizava, ditava as regras e decidia o que ia ser feito? 2 B. Nunca optava, deixava o outros decidirem. 0 C. Não fazia trabalho em grupo. 2 D. Além de determinar todas as regras, ainda era quem acabava fazendo o trabalho sozinho, pois não confiava em ninguém mais do que em você mesmo. 2 E. Era quem propunha para que todos entrassem em consenso e assim decidirem juntos. 1 82

83 Some todos os seus pontos e veja o resultado: 83

84 0 = Um santo 3 = População geral 13 = Média dos criminosos 18= Psicopata 24 = O demônio. 84

85 Que Características avaliamos? 01. Boa Lábia 0 2. Ego Inflado 03. Lorota desenfreada 04. Sede por Adrenalina 05. Reação Estourada 0 6. Impulsividade 0 7. Comportamento Antissocial 08. Falta de Culpa 0 9. Sentimentos Superficiais 10. Falta de Empatia 11. Irresponsabilidade 12. Má conduta na infância 85

86 Você já se perguntou se o seu colega de trabalho pode ser um potencial psicopata? Se a resposta for não, é preciso começar a pensar, principalmente se seus colegas são políticos, advogados, jornalistas e até executivos. 86

87 O psicólogo Kevin Dutton, listou as profissões que mais atraem os psicopatas e as que menos possuem profissionais com esse transtorno de personalidade. 87

88 Dutton conta que psicopatas nem sempre são pessoas conturbadas e altamente perigosas, como muitos acreditam. 88

89 “Quando psicólogos falam sobre o termo psicopatia, eles se referem às pessoas que têm um conjunto distinto de características de personalidade, que incluem itens como destemor, crueldade, capacidade de persuasão e falta de consciência e empatia”. 89

90 As profissões que atraem essas pessoas requerem tomadas de decisões mais frias e objetivas e envolvem muito poder. 90

91 Por outro lado, as carreiras que precisam lidar com sentimentos e oferecem pouco poder não os atraem em nada. 91

92 Profissões que mais atraem psicopatas: 01. Diretor Executivo 02. Advogados 03. Profissional de Rádio e TV 04. Vendedor 05. Cirurgião (médicos e odontólogos) 06. Jornalista 07. Policial 08. Pastores e padres 09. Chef de cozinha 10. Funcionários públicos 92

93 As que menos atraem psicopatas: 01. Cuidador de idosos 02. Enfermeira 03. Terapeuta 04. Artesão 05. Estilista 06. Voluntários 07. Professor 08. Artista 09. Médico não cirurgião 10. Contador 93

94 Os tratamentos para a psicopatia na maioria das vezes resultam em nada. O emprego do psicofármacos é limitado pelo risco de dependência e as psicoterapias dão pequeno resultado em função de que os pacientes têm uma mente limitada que não aprende com a experiência. As mudanças que podem ocorrer são muito pequenas e ocorrem em prazos muito longos. 94

95 A psicopatia é uma síndrome (um conjunto de sintomas relacionados). E para aqueles que forem diagnosticados como psicopatas praticamente não existe possibilidade de recuperação, é extremamente improvável, a ponto de ser impossível. 95

96 Os psicopatas não temem a justiça porque não têm as emoções normais de um ser humano. Quando envolvidos em questões legais assistem com indiferença os processos, como se não estivessem envolvidos. 96

97 Os que adquirem muito dinheiro com sua atividade predatória, usam estes recursos para escapar das consequências de seus atos, além de grandes promessas de mudança e arrependimento que às vezes sensibilizam os encarregados da justiça. 97

98 Quando não têm recursos financeiros e são condenados, isto não tem importância. Vão para a prisão onde eles organizam facções criminosas, usam e vendem drogas, recebem entregas de alimentos e ´´visitas íntimas``. 98

99 Eles não se sentem penalizados e a única coisa que eles temeriam fica muito afastada deles: o trabalho. 99

100 Com os psicopatas, as experiências normais de socialização são ineficazes na criação da moral (mecanismo pelo qual conseguimos socializar com outras pessoas), eles não conseguem estabelecer laços de nível pessoal devido a um defeito congênito. 100

101 Sociabilidade (é a predisposição geral ao comportamento social), se desenvolve através dos laços de afeto e empatia para com as pessoas com quem nos relacionamos, causando o desejo de desfrutar dos benefícios de tais laços e uma verdadeira vontade de se comportar da mesma maneira. 101

102 A aceitação da responsabilidade adulta se refere à motivação pela participação da vida em sociedade e a assimilação da ética de trabalho, assim como a aceitação dos valores pessoais como um meio de alcançar objetivos pessoais. 102

103 Como o psicopata não sente isso, pode fingir ou verbalizar o que sabe das emoções sem realmente compreender o significado do que está dizendo apenas para alcançar a satisfação de seus desejos! 103

104 Obrigada!!! 104

105 Denise Morelli Psicóloga Jurídica, Perita POLITEC AP, Tutora EAD SENASP e UNIFAP, Professora Universitária UNIP, IBAESP, UNIFAP, Coordenadora Nacional de Pós Graduação em Criminologia do INFOR, Especialista em Violência e Psicologia Infantil, Mestre em Educação, Doutoranda em Criminologia. [email protected] (96) 99133.2122 [email protected] 105