Relação entre a força de preensão e aspectos antropométricos das mãos

1 Relação entre a força de preensão e aspectos antropomét...
Author: Luiz Fernando de Figueiredo Van Der Vinne
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1 Relação entre a força de preensão e aspectos antropométricos das mãosRelationship between grip strength and hand anthropometrics aspects SOARES, A. V. et Al. Rev Bras Med Trab. 2015;13(2):108-14 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

2 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESGeraldo Canuto Jorge Luis Pezzuol Marcos Alexandruk Nelson Morini Junior Paula Cristina Pacheco Reinaldo Santo 70631 76885 971640 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

3 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESA importância das mãos: Imprimir força Segurar e manipular objetos Importante para a comunicação verbal UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

4 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESDinamômetros: UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

5 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESObjetivo Verificar a relação entre a força de preensão manual e antropometria da mão (comprimento, largura e área total), em indivíduos de ambos os sexos. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

6 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESMétodo Realizaram um estudo Descritivo (especificar as propriedades, características e os perfis importantes de pessoas, grupos, comunidades ou qualquer outro fenômeno que se submeta a análise) Correlacional (avaliar a relação entre dois ou mais conceitos, categorais ou variáveis). UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

7 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESMateriais 202 indivíduos ambos sexos ✔ 82 do sexo masculino (idade média 27,0 anos / ± 8,3 anos) ✔ 120 do sexo feminino (idade média 23,0 anos / ± 6,4 anos) ✔ Sem histórico prévio de lesão grave ou recente Dinamômetro digital TAKEI® Régua transparente de 30 cm Paquímetro de metal Fita métrica de 25 cm Cilindro de PVC de 3 polegadas UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

8 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESProcedimentos Usaram o protocolo de medida de força de preensão da mão da American Society of Hand Therapists (ASHT); ✔ Dinamômetro digital UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

9 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESProcedimentos As medidas foram colhidas três vezes seguidas em cada segmento, com alternância entre as mãos; A força de preensão da mão foi determinada pela média aritmética das três medidas. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

10 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESProcedimentos Medidas antropométricas da mão foram realizadas em ambos membros superiores; Utilizando a régua para as medidas do comprimento - comprimento total da mão; longitudinal da palma; transversal da palma. Utilizando o paquímetro para as medidas transversal da mão UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

11 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESProcedimentos Medida de Perímetro de Pega Distância em semicírculo formada entre a ponta dos dedos polegar e indicador. Fita métrica em cilindro de PVC UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

12 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESResultados Homens Tabela 1 - HOMENS Mulheres UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

13 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESResultados Tabela 2 MULHERES UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

14 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESResultados Conforme observado nas tabelas 1 e 2, quando comparados com as mulheres os homens obtiveram médias superiores: 58,1% para força de preensão manual do lado dominante; 62,1% para força de preensão manual do lado não dominante; 6,3% para o perímetro de pega para ambos os lados; 11,8% para o comprimento longitudinal da mão para ambos os lados; 11,1% para o comprimento longitudinal de palma da mão para ambos os lados; 13,3% e 13,5% para o comprimento transversal da palma da mão respectivamente para os lados dominante e não dominante; 27% e 28,8% para área da palma da mão respectivamente para os lados dominante e não dominante. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

15 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESResultados Tabela 3. Homens Homens Mulheres UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

16 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESResultados Tabela 4. Mulheres Homens Mulheres UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

17 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESResultados Analisando os dados das tabelas 3 e 4 Correlação força de preensão entre o lado dominante e não dominante: r = 0,87 para os homens e r = 0,90 para as mulheres (força proporcional em ambos lados, ambos sexos). Na análise antropométrica: que a área e o comprimento transversal da palma da mão foram os que obtiveram maior correlação, tanto em homens como em mulheres. O perímetro de pega foi o que apresentou menor correlação com a dinamometria independente do sexo. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

18 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESDiscussão A diferença entre homens e mulheres está relacionada com medidas antropométricas, observando que o sistema de alavanca, disposição muscular e estruturas ósseas proporcionam maior grau de força aos homens. Os resultados corroboram com os achados do presente trabalho, o qual indica haver influência direta dos aspectos antropométricos individuais e a capacidade de gerar força de preensão. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

19 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESDiscussão Não foram encontrados na literatura trabalhos considerando a área palmar em indivíduos considerada nesta pesquisa, somente entre crianças e adolescentes (1247 indivíduos entre 7 e 14 anos), em trabalho realizado por Esteves et al. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

20 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESDiscussão Quando consideradas as medidas isoladamente, percebeu-se que o comprimento transversal da mão demonstrou ser o item com maior predição de força, quando comparado ao comprimento parcial e total da mão. Ao analisar os dados referentes ao perímetro de pega e cruzando com os achados de Freund et al. apud Estivalet, o presente estudo também não evidenciou relação entre força de preensão e a maior ou menor extensão deste perímetro. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

21 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESConclusões Em ambos os gêneros, as medidas antropométricas influenciam na capacidade de gerar força de preensão manual. Dentre todos os aspectos antropométricos pesquisados, o comprimento transversal da mão, assim como sua área palmar, foram os que demonstraram ter melhor correlação com o desempenho das medidas de força de preensão manual. O perímetro de pega não apresentou correlação significativa quanto ao seu desempenho nos testes dinamométricos. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

22 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESConclusões Uma importante colaboração deste estudo refere-se à indicação do uso da dinamometria no campo ocupacional, pois, de acordo com a norma técnica sobre lesão por esforço repetitivo (LER) do INSS de 1993, este grupo de afecções do aparelho locomotor que acomete os membros superiores, decorre principalmente de fatores como o uso repetitivo e/ou forçado de grupos musculares e da manutenção da postura inadequada. Assim, um teste rápido e acessível como a dinamometria pode fornecer uma valiosa informação da condição clínica do indivíduo, seja na fase admissional, bem como, nos exames periódicos. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES

23 UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZESReferências Defani JC, Xavier AAP, Francisco AC, Kovaleski JL. Análise dinamométrica da força de preensão manual e o desenvolvimento de LER pelo agente força: um estudo de caso na agroindústria. In: XII SIMPEP, Bauru. Anais Esteves AC, Reis DC, Caldeira RM, Leite RM, Moro ARP, Borges Junior NB. Força de preensão, lateralidade, sexo e características antropométricas da mão de crianças em idade escolar. Rev Bras Cineantropom Desempenho Hum. 2005;2:69-75. Estivalet PS. Avaliação dos movimentos de punho e de mão na atividade de cromagem de cilindros de uma empresa do Vale do Rio dos Sinos – RS [tese]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2004. Ruiz JR, Sui X, Lobelo F, Morrow JR Jr, Jackson AW, Sjöström M, et al. Association between muscular strength and mortality in men: prospective cohort study. BMJ. 2008;337:e439. UNIVERSIDADE MOGI DAS CRUZES