Roteiro de Estudo Cap. 7 – LEI DE SOCIEDADE

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Author: Leandro Candal da Conceição
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2 Roteiro de Estudo Cap. 7 – LEI DE SOCIEDADEO LIVRO DOS ESPÍRITOS por ALLAN KARDEC LIVRO TERCEIRO – AS LEIS MORAIS Cap. 7 – LEI DE SOCIEDADE I – Necessidade da Vida Social II – Vida de Isolamento – Voto de Silêncio III – Laços de Família

3 LEI DIVINA OU LEI NATURALA Lei Natural é a Lei de Deus. É a única e verdadeira para a felicidade do Espírito. Indica-lhe o que deve fazer ou deixa de fazer ele só é infeliz quando dela se afasta. Eterna e imutável como o próprio Deus. Todos podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem…” L.E. 614/619 A lei natural rege toda a condição humana e o homem  se melhora na medida em que melhor compreende e melhor pratica essa lei. A lei natural contribui para o progresso da Humanidade.

4 LEI DIVINA OU LEI NATURALLEIS FÍSICAS São as leis do mundo natural material. São objeto de estudo e compreensão das várias ciências existentes, como a Física, Química, Biologia, Astronomia • LEI DE ADORAÇÃO • LEI DE TRABALHO • LEI DE REPRODUÇÃO • LEI DE CONSERVAÇÃO • LEI DE DESTRUIÇÃO • LEI DE SOCIEDADE • LEI DE IGUALDADE • LEI DE PROGRESSO • LEI DE LIBERDADE • LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE LEIS MORAIS São referentes às relações do homem com Deus e com seu próximo.

5 O que é Sociedade? Sociedade é um conjunto de seres que convivem de forma organizada. A palavra vem do Latim societas, que significa "associação amistosa com outros".

6 Necessidade da Vida SocialL.E A vida social está na natureza? “Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade; não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.” L.E O isolamento absoluto é contrário a lei da natureza? “Sim; porque os homens buscam a sociedade por instinto e porque devem, todos, concorrer ao progresso, ajudando-se mutuamente”

7 Necessidade da Vida SocialNo decorrer de nossas vidas, vamos desenvolvendo uma série de habilidades para nos relacionar com o mundo que nos cerca. Assim formamos o nosso jeito de ser, nos desenvolvemos intelectualmente e moralmente e aprendemos a viver com outras pessoas, que contribuem no nosso processo de aprendizado.

8 Necessidade da Vida SocialSociedade Civil conjunto de pessoas e grupos sociais está sujeito a normas e regras, cultura, política. CONVIVÊNCIA OU CONFLITO Diversidades Sócio-culturais Sócio-econômicas Classes Sociais

9 Necessidade da Vida SocialNenhum homem dispõe de faculdades completas e é pela união social que eles se completam uns aos outros, para assegurarem o seu próprio bem-estar e progredirem. Eis porque, tendo necessidade uns dos outros, são feitos para viver em sociedade e não isolados. (Allan Kardec – O Livro dos Espíritos – Cap VII)

10 Vida de Isolamento

11 Vida de Isolamento O insolamento é incompatível com o progressoA criatura humana, pela sua estrutura ético- psicológica, é dotada por Deus de sentimentos e emoções que a obrigam e a impelem para a vida social. Deus fez o homem para viver em sociedade e para isto outorgou-lhe o atributo da palavra, que é o veículo da comunicação entre os encarnados. Sendo por excelência um ser gregário, um animal social, como há séculos já apregoava a filosofia aristotélica, o homem não pode viver isoladamente. “O homem é um ser essencialmente social” Aristóteles

12 Vida de Isolamento O isolamento é incompatível com o progressoA vida solitária por opção revela sempre uma fuga inconcebível, porque somente indica infração às leis divinas do trabalho e do amor. O isolamento é incompatível com o sentimento de fraternidade que deve existir nos corações humanos. Como o homem não é dotado inicialmente de auto-suficiência, condição conseguida pelo trabalho e pelo progresso, ele é dependente de seu semelhante. As faculdades humanas não estão desenvolvidas no mesmo grau e, por isso, como lembra Deolindo Amorim, “há necessidade de viverem uns pelos outros e para os outros, tendo como ponto convergente o bem comum”.

13 Vida de Isolamento Sem o contato social o Espírito se embruteceA insociabilidade, ao gerar a solidão, atenta contra o próprio instinto de conservação e perpetuação da espécie, entrava o progresso e, dessa forma, embrutece e enfraquece o homem que a ela se devota ou se agarra como fuga.

14 Vida de Isolamento X Aqueles que isolam-se do mundo para se devotar ao alívio dos sofredores se elevam ao se rebaixarem. Têm duplo mérito por se colocarem acima dos prazeres materiais e por fazerem o bem cumprindo a lei do trabalho. Os cultores da vida reclusa se enfraquecem pela improdutividade e pela estagnação quanto às aquisições dos tesouros da sabedoria e da experiência. Tal atitude revela uma forma de egoísmo e, por isso, só merece reprovação, à luz dos ensinamentos espíritas.

15 Voto de Silêncio O voto de silêncio adotado por algumas religiões nada edifica porquanto impede a comunicação entre os indivíduos, o que, em última análise, como sustentam os Espíritos Superiores, “é uma tolice” (L.E. 772). A palavra é uma faculdade natural concedida por Deus ao homem, para facultar-lhe ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei do progresso. Se Deus quisesse silenciar as suas criaturas pensantes, não lhes teria conferido esse dinâmico atributo .

16 Voto de Silêncio Devemos considerar, no entanto, que há ocasiões em que o silêncio faz-se necessário, como os momentos de recolhimento espiritual, em que o Espírito, mais livre, entra em contato com o seu Criador e com seus enviados. Fora disto, a vida contemplativa é inteiramente improdutiva e não existem motivos que a justifiquem. Sem dúvida, os que consideram essas privações voluntárias como atos de virtude tem boa intenção, mas se enganam por não compreenderem suficientemente as verdadeiras leis de Deus.

17 Laços de Família L.E Por que, entre os animais, pais e filhos deixam de se reconhecer, quando os últimos não precisam mais de cuidados? Os animais vivem a vida material e não a moral. A ternura da mãe pelos filhos tem por principio o instinto de conservação aplicado aos seres que dão á luz. Quando esses seres podem cuidar de si mesmos, sua tarefa está cumprida e a Natureza nada mais lhe exige. É por isso que ela os abandona para se ocupar de outros que chegam.

18 Laços de Família O homem encontra dentro das relações de família, as ferramentas para o progresso intelectual e moral. A Família não é apenas o agrupamento doméstico, mas a reunião de espíritos reencarnados com programa de evolução espiritual adrede estabelecido. (Psicologia da Gratidão - Divaldo Franco & Joanna de Ângelis) “Não percas a oportunidade de semear dentro de casa”, porque ela é a primeira escola de amor onde somos colocados para aprender a amar. (Divaldo Franco & Joanna de Ângelis)

19 Laços de Família Os laços familiares não são obras do acaso. São o cumprimento da Lei de Causa e Efeito, que representa o dever da responsabilidade que temos sobre nossa conduta, seja através de atos, palavras ou pensamentos, que une esses seres no presente impelidos pelas causas do passado.

20 Laços de Família Não coloquemos na caixinha! Desentendimento do grupoHarmonia do grupo Deus permite que, nas famílias ocorram, essas reencarnações de espíritos ANTIPATICOS OU ESTRANHOS, com o duplo sentido de servir de prova e como meio de progresso. Allan Kardec – E.S.E. – Cap. IV Destaque no grupo Não coloquemos na caixinha!

21 Laços de Família Débito aliviado – Um homem com doença grave dedica-se a ajudar ao próximo! No desdobramento do sono é atendido por dois médicos espirituais. O capítulo, mostrando esse comportamento heróico e fraterno, expõe como um débito do passado se alivia. Esse homem fraternal, no passado cometeu grave crime contra o pai e após sofrer horrível perseguição paterna, obsessiva-vingativa, reencarna e logo se vê órfão para aprender a valorizar a bênção de se ter pai... É de sublime poesia a inefável maneira de como um Espírito (encarnado), afetado por cruel enfermidade, administra sua existência, recebendo com amor paternal filhos enjeitados, que em vida pretérita ele desencarminhara.

22 Laços de Família Todos os parentes, sejam eles consangüíneos ou afins, começando pelos nossos pais, são obras de amor que Deus nos deu a realizar. É preciso ajudá-los, amparando-os, através da cooperação, do carinho, atendendo aos desígnios da fraternidade, lembrando que a caridade começa em nosso lar.

23 Allan Kardec – E.S.E. Cap. IVLaços de Família “A família acaba com o desencarne de seus componentes?” ...quando o sentimento que une essas pessoas é verdadeiro, baseado no amor, no respeito, no companheirismo de uns para com os outros, ela sobreviverá além da vida material. Esses laços são fortes e mais se consolidam no plano espiritual. Encontram-se lá e reúnem-se de novo para outras tarefas na vida material. Temos aí as famílias harmoniosas. No mundo espiritual, os Espíritos formam grupos ou famílias, entrelaçados pela afeição, pela simpatia e pela semelhança das inclinações. Allan Kardec – E.S.E. Cap. IV

24 Experiência Social

25 Conclusão Não há “como desenvolver e burilar nossas faculdades intelectuais e morais senão no convívio social, nessa permuta constante de afeições, conhecimentos e experiências, sem a qual a sorte do nosso Espírito seria o embrutecimento e a estiolação”.