Silagem de Capim: Potencial e Limitações

1 Silagem de Capim: Potencial e LimitaçõesUNIVERSIDADE DE...
Author: Lucinda Martinho Amado
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1 Silagem de Capim: Potencial e LimitaçõesUNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA Silagem de Capim: Potencial e Limitações Luiz Gustavo Nussio

2 Silagem de Capim: Potencial e LimitaçõesUNIVERSIDADE DE SÃO PAULO ESCOLA SUPERIOR DE AGRICULTURA LUIZ DE QUEIROZ DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA Silagem de Capim: Potencial e Limitações Luiz Gustavo Nussio

3 Introdução OPÇÃO VIÁVELMUNDO : 10-25% dos alimentos destinados aos ruminantes BRASIL: SILAGEM  Gramíneas Tropicais Comunidade Científica: Nacional e Internacional Grandes abordagens sobre o tema POTENCIAL LIMITAÇÕES OPÇÃO VIÁVEL

4 Limitações CF Décadas: MS + 8 x CHO = PT Padrão de fermentaçãoForma de conhecer os limites apresentados pelas Gramíneas Tropicais Teor MS (MS) CHO Poder Tampão (PT) Décadas: Padrão de fermentação (Inter-relação) Wilkinson et al. (1982) CF MS + 8 x CHO = PT Riscos de fermentações secundárias AÇÕES E/OU RECURSOS  Modificação deste Cenário

5 Desaparecimento de energia e MSLimitações Processo de conservação Desaparecimento de energia e MS Fermentação secundária Efluente Deteriorações aeróbias 7 a 40% Perdas (McDonald et al., 1991) $ kg NDT Produzido Receita da Atividade Silagem de capim Marandu, não aditivada (30 dias rebrotação)

6 BENEFÍCIOS DOS ADITIVOSLimitações População Epifítica de Microrganismos e Processo de Colonização Clostridium Enterobactérias Leveduras CORTE E PICAGEM BENEFÍCIOS DOS ADITIVOS X CUSTOS DO VOLUMOSO

7 Custo da Silagem de Gramíneas TropicaisCUIDADO : Desconhecimento por parte dos usuários desta Tecnologia X QUALIDADE PRODUTIVIDADE Silagem de Capim Custo: kg NDT Escala Produção: kg MS Digestível/ha/ano

8 Decisão x Efeito exercido pelos AditivosEscócia (2002) : XIII Internacional Silage Conference Controle de perdas Direcionamento de aditivos MERCADO: ↑ Disponibilidade de Categoria de Aditivos PRODUTOR: Responder algumas perguntas: Por que devo usar aditivo para silagem? Qual o melhor de aditivo de acordo com a cultura a ser ensilada? De qual fabricante deveria comprar? Qual a expectativa quanto aos parâmetros técnicos? Muck & Kung (1997) Decisão x Efeito exercido pelos Aditivos

9 Restrição de bactérias indesejáveis População Epifítica BALInoculantes bacterianos Objetivo: Rápido declínio do pH Restrição de bactérias indesejáveis Principalmente as do Gênero Clostridium Síntese de ácido butírico e Degradação de proteínas Declínio na Ingestão de MS INSUFICIENTE Adição BAL (Inoculação) População Epifítica BAL (Variável)

10 + Inoculantes bacterianosPopulação Epifítica ou Endofítica insuficiente Microrganismos inapropriados Ausência de substratos fermentescíveis

11 Questionamentos sobre a eficiência dos inoculantesMuck & Kung Jr. (1997): Sumarização experimentos (1990 a 1995) Questionamentos sobre a eficiência dos inoculantes 148 221 233 82 Valor Nutritivo: Inoculantes: INEFICIENTES (77% CASOS)

12 Avaliação de Parâmetros Físicos das silagens: Controle ou InoculadasProdução de efluente: Sem alteração na presença de BAL (Homofermentativas) Silagem de Capim Marandu Ribeiro (2007) Silagem de Capim Tanzânia Loures (2004) Silagem de Capim Tanzânia Igarasi (2002) Valor nutritivo e parâmetros físicos das silagens de capim Marandu confeccionadas no verão, com ou sem a presença de inoculante bacteriano. Adaptada de Ribeiro (2007).

13 Cinética Colonização  FavorecidaAtualmente (Empresas): Inoculantes com mais de um gênero de Bactérias Ribeiro (2007)  Capim Marandu (54 dias de crescimento vegetativo) Inoculante Lactobacillus plantarum MA 18/5U Pediococcus acidilactici MA/5M 1,0 x 105 UFC/g FF ,0 x 104 UFC/g FF Menor Velocidade de Síntese Ácido Lático Rápido Crescimento Predomínio Fermentação Lática Gasto Energia RMS Proteólise pH (5,0-6,0) Fermentação Cinética Colonização  Favorecida

14 Menor atuação de Clostridium proteolíticoSilagens de capim Marandu testemunha ou inoculadas com duas cepas de microrganismos. Adaptada de Ribeiro (2007). Rápida queda do pH Maior síntese C3 Menor atuação de Clostridium proteolítico Fermentação de aa (Produto de vários ácidos, amônia e aminas) McDonald et al. (1991)

15 Difundido ComercialmenteInibidores de fermentação Ácidos Orgânicos (Fórmico, Benzóico e Cítrico) Energia ao Animal METABOLIZADOS O Pouco efetivo em forragens com maior idade de rebrotação 1926: H C Dificuldade de distribuição OH Poder corrosivo McDonald et al. (1991) Toxicidade Alto custo Atualmente: Empresas Européias Difundido Comercialmente Novos equipamentos de colheita Maior Eficiência de Aspersão Remodelação da Composição dos Aditivos SAIS ORGÂNICOS

16 Capim Marandu (54 dias de crescimento vegetativo)Ribeiro (2007)  2 Aditivos a Base de Ácido Fórmico e Formato de Amômio 5 L / t (Forragem Fresca) Capim Marandu (54 dias de crescimento vegetativo) AF62 62% Ácido fórmico 24% Formato de amônio 14% Água AF44 44% Ácido fórmico 30% Formato de amônio 09% Ácido propiônico 02% Ácido benzóico 15% Água

17 Valores de pH, produção de efluente (kg/t MV), perda por gases (% MS) e recuperação de MS (%)das silagens de capim Marandu submetidas à aditivação. Adaptada de Ribeiro (2007). Estabilidade aeróbia (EA), tempo para atingir a temperatura máxima (TTmax), temperatura máxima (Tmax - ºC) e perdas de MS em aerobiose (%) das silagens de capim Marandu submetidas à aditi- vação. Adaptada de Ribeiro (2007).

18 OBTENÇÃO DE SILAGENS QUALIDADEFontes de nutrientes e/ou absorventes de umidade Gramíneas tropicais OBTENÇÃO DE SILAGENS QUALIDADE Sollenberger et al. (2003) CHO solúveis disponibilizados X Inoculação bacteriana População Epífita de Bactérias  Limitação Principal

19 Silagens de maior VN e RMSResultados: Corroboram com as afirmações de Sollenberger et al. (2003) Fontes de Nutrientes (CHO Solúveis) x Adição de microrganismos Silagens de maior VN e RMS

20 Emurchecimento Capacidade tamponante do material(Playne e McDonald, 1966) Fermentações secundárias (Lavezzo, 1985) Tempo de Emurchecimento Condições climáticas (Thomas e Thomas, 1985) Estrutura e altura do dossel

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23 Fonte: Adaptada de Igarasi (2002)Perdas por Recolhimento Fonte: Adaptada de Igarasi (2002) Equipamentos adequados (corte e recolhimento) (Wilkinson, 1983) Custo (equipamentos e mão-de-obra) (Faria, 1971)

24 Desempenho de animais ↓ DESEMPENHO↓ Ingestão voluntária de silagens  PRESERVAÇÃO Síntese de aminas tóxicas ↑ Teores de ácidos (Fermentações extensas) ↓ Aceitabilidade ↓ Substratos fermentescíveis Privação- microrganismos do rúmen (Energia) ↓ DESEMPENHO (Van Soest, 1994)

25 Proporção silagem normal / deteriorada (%)Desempenho de animais Efeito da silagem deteriorada na ingestão e digestibilidade dos nutrientes Variáveis Proporção silagem normal / deteriorada (%) 100/0 75/25 50/50 25/75 Consumo MS (kg) 7,95a 7,35b 6,95bc 6,67c Digestibilidade (%) MO 75,6a 70,6b 69,0b 67,8b PB 74,6a 70,5b 68,0b 62,8b FDN 63,2a 56,0b 52,5b 52,3b FDA 56,1a 46,2b 41,3b 40,5b Fonte: Adaptado de Bolsen & Brent, 2002.

26 Teores de CHO solúveis residuais em H2ODesempenho de animais Huhtanen et al. (2002): Análise de Regressão Múltipla Ingestão Silagens de Gramíneas Temperado  Vacas Leiteiras CORRELAÇÃO - + Teores de N-NH3, Ácido Lático e Ácidos Totais Teores de CHO solúveis residuais em H2O Gramíneas Tropicais: Índice ingestão relativo 58,7% (Gramíneas Temperadas) ↓ Coeficiente de digestibilidade e ↑ Concentração de ácidos orgânicos totais Lavezzo et al. (1983)

27 Inoculantes bacterianosPaziani (2004): Silagem de capim Tanzânia (90 dias) – L. plantarum Fonte: Adaptada de Paziani (2004). Silagem Inoculada (22,5% MV) Face Exposta FUNGOS PERDAS POR DETERIORAÇÃO Silagem Controle (14,3% MV)

28 Silagens (Silo Trincheira)  Controle ou Aditivada (4 L/t forragem fresca)Aditivo: 62% de ácido fórmico + 24% de formato de amônio + 14% H2O

29 Tabela 1. Participação dos ingredientes na formulação das raçõesRibeiro (2007) : Idade de Rebrotação (↓ Desafio) x Dosagem Aplicada (↑ Doses)

30 Paziani (2004): Tratamentos (Silos Tubulares) Elevar Teor de MSEmurchecimento ou Absorventes de Umidade Paziani (2004): Tratamentos (Silos Tubulares) Elevar Teor de MS Variáveis de desempenho animal e perdas por deterioração de silagens de capim Tanzânia colhido com 90 dias de rebrotação. Adaptada de Paziani (2004). Desempenho (=) Perdas por Deterioração (> Emurchecimento)  ↓ Densidade MV

31 Bergamaschine et al. (2006) Silagem de capim Marandu (60 dias) + 1 kg concentrado/dia Silo tipo Poço Novilhos mestiços (200 kg Peso Vivo)

32 Potencial das Silagens de Gramíneas TropicaisINOCULANTES BACTERIANOS Resultados Muitas vezes inconsistentes  Análise Segmentada Experimentos : Não tem se mostrado efetivo em incrementar VN e VA Maiores perdas de MS no pós-abertura Mercado  Multinacionais x Expansão Novas cepas de microrganismos Combinação de diferentes gêneros de bactérias

33 Redução Perdas  Definitiva recomendaçãoEMURCHECIMENTO Resultados Benefícios Processo Fermentativo X Perdas no recolhimento Perdas por Deterioração Equipamentos ainda deficientes Problemas na Compactação Custo Elevado: Incremento da MÃO-DE-OBRA Investimentos em Pesquisas: Métodos de colheita e de armazenamento Redução Perdas  Definitiva recomendação

34 Processo de ensilagem:Colheita da forragem no momento ideal Produção de Biomassa x Valor Nutritivo x Extração de nutrientes do solo Utilização de equipamentos apropriados na realização do corte e colheita

35 Manutenção criteriosa do conjunto de facas rotativas e do rotorEscolha do trator que realizará a compactação Peso mínimo: Não inferior a 40% da massa de forragem que chega ao silo por hora

36 Taxa de enchimento do silo Espessura da camada a ser compactada1,0 a 1,2 vezes o tempo gasto com a colheita Espessura da camada a ser compactada 15 a 30 cm / CARGA (Ruppel et al., 1995)

37 Vedação com lona plástica apropriada Camada mínima  15 cm/dia)Manejo de retirada Camada mínima  15 cm/dia)

38 Perda de EL (0-38%) Retirada desuniforme; Oxigênio até 6 m no perfil;Retirada (cm) Perda de MS (%) 2 17 5 10 15 3 Perda de EL (0-38%) (Honig et al., 1999) Fonte: Adaptado de Pitt & Muck, 1993. Índices técnicos de fazendas produtoras de leite e das suas silagens de milho Consumo Produção de leite (kg/vaca/ano) No silos Densidade (kg/m3) Inverno Verão T (oC) pH Avanço semanal (m) 21 8352  1536 1-3 621 35 4,9 0,77 36 5,1 0,98 22 8958  1315 2-3 634 16 3,9 0,91 4,7 1,12 25 11030  150 4-5 576 11 3,7 1,68 28 2,17 Fonte: Adaptado de Borreani et al., 2003. 0,11 0,14 0,24 0,31

39 ADOTADO DE MANEIRA CRITERIOSAPACOTE TECNOLÓGICO: ADOTADO DE MANEIRA CRITERIOSA RECUPERAÇÃO DE MS digestível/hectare Redução dos custos da tonelada de NDT das SILAGENS de GRAMÍNEAS TROPICAIS Não submetidas a tratamentos Submetidas a tratamentos Condições Adequadas X Efeito do Tratamento

40 Considerações Finais Respeitar um planejamentoEspaço no setor agropecuário Produtividade Abrangência nacional Flexibilidade de manejo Respeitar um planejamento Aproveitamento da forragem excedente (VERÃO)  mal explorada Aumento eficiência de utilização das pastagens Estratégia: Principal deficiência dos pecuaristas: Utilizar eficientemente a forragem produzida

41 Departamento de ZootecniaUSP/ESALQ (19)