1 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Prof. MSc. Cleiton Mendes LopesDoutorando em Neurociências e Biologia Celular Laboratório de Citogenética Humana. Universidade Federal do Pará (UFPA)
2 O ultrassom da tireóide é exame aceito como método preciso para a determinação do volume tireoidiano
3 ULTRASSOM DA TIREÓIDE INTRODUÇÃOAs doenças da tireóide acometem cerca de 12% da população geral Sua prevalência é maior em idosos do sexo feminino e nos indivíduos com anticorpos anti-tireoidianos (AAT) EUA = prevalência de hipotireoidismo primário (4,6%), hipertireoidismo (1,3%) e a de anticorpos anti-peroxidase (ATPO) de 13% A tiróide, de tom vermelho acastanhado e altamente vascularizada, está situada na parte inferior do pescoço, entre a quinta vértebra cervical e primeira torácica. Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha pré - traqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento crico - tiroideu. Constituída por dois lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo.
4 ULTRASSOM DA TIREÓIDE INTRODUÇÃOA introdução da ultrassonografia (US) de tireóide teve uma enorme influência sobre a prática clínica pois Modifica a conduta clínica em dois terços de pacientes referidos a uma clínica de tireóide A tiróide, de tom vermelho acastanhado e altamente vascularizada, está situada na parte inferior do pescoço, entre a quinta vértebra cervical e primeira torácica. Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha pré - traqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento crico - tiroideu. Constituída por dois lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo.
5 ULTRASSOM DA TIREÓIDE INTRODUÇÃO Aspectos vantajosos da US incluemEstimativa de tamanho do nódulo ou do bócio Detecção de nódulos não-palpáveis Punção aspirativa por agulha fina (PAAF) A tiróide, de tom vermelho acastanhado e altamente vascularizada, está situada na parte inferior do pescoço, entre a quinta vértebra cervical e primeira torácica. Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha pré - traqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento crico - tiroideu. Constituída por dois lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo.
6 ULTRASSOM DA TIREÓIDE ANATOMIA DA TIREÓIDESituada na parte inferior do pescoço, entre a 5ª vértebra cervical e 1ª torácica Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha prétraqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento cricotiroideo Formada por 2 lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo A tiróide, de tom vermelho acastanhado e altamente vascularizada, está situada na parte inferior do pescoço, entre a quinta vértebra cervical e primeira torácica. Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha pré - traqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento crico - tiroideu. Constituída por dois lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo.
7 ULTRASSOM DA TIREÓIDE ANATOMIA Peso=25 gPode apresentar diferentes configurações em função do sexo, idade e estado de nutrição do indivíduo A tireóide aumenta de dimensões nas mulheres durante a amamentação e a gravidez A tiróide, de tom vermelho acastanhado e altamente vascularizada, está situada na parte inferior do pescoço, entre a quinta vértebra cervical e primeira torácica. Encerrada num compartimento fascial formado por uma bainha pré - traqueal que fixa a glândula à traqueia e laringe através do ligamento crico - tiroideu. Constituída por dois lobos, um direito e um esquerdo unidos no plano mediano por uma banda de tecido glandular - o istmo.
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9 ULTRASSOM DA TIREÓIDE FUNÇÃO DA TIREÓIDEA secreção hipofisária de TSH regula a secreção de T4 (tiroxina) e T3 (triiodotironina), que por sua vez exerce feedback negativo no tireotrofo hipofisário
10 ULTRASSOM DA TIREÓIDE FUNÇÃO DA TIREÓIDEPequenas alterações nas concentrações dos hormônios tireoidianos livres resultam em grandes alterações nas concentrações séricas de TSH, tornando o TSH o melhor indicador de alterações discretas da produção tireoidiana
11 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Exame realizado com transdutor linear de 7,5MHzEmite ondas paralelas entre si e produz imagem retangular Largura da imagem e número de linhas de varredura são constantes em todas as camadas de tecido Boa resolução de campo proximal Avalia tecidos moles e tireóide
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13 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Exame realizado com transdutor linear de 7,5MHzDesvantagem: importante haver grande superfície de contato, levando a formação de artefatos quando aplicados a um contorno corporal curvo devido hiatos de ar entre pele e o transdutor
14 ULTRASSOM DA TIREÓIDE TécnicaPaciente com a cabeça levemente superestendida O transdutor avalia cortes transversais da glândula Em caso de não conseguir obter a largura de toda a glândula, mede-se cada lobo separadamente Cada lobo lateral é examinado em cortes sagitais
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16 ULTRASSOM DA TIREÓIDE TécnicaOrientação geral nos cortes transversais: A traquéia com a sombra de ar na linha média Artérias carótidas e veias jugulares com seus lumens lateralmente anecóicos O parênquima da tireóide está situado entre a traquéia e os vasos
17 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Parênquima normal da TireóideÉ um pouco mais ecogênico do que o músculo esternoióideo ventralmente anteposto e m. esternocleidomastoideo lateral Plano transversal Art. Carótida situada mais posterior e medial Visualizada como estrutura circular e não compressível Veia Jugular situada mais anterior e lateral, sendo compressível
18 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Parênquima normal da TireóideAvaliação do tamanho da tireóide Medir diâmetro máximo transversal e sagital (Antero-Posterior) de cada lobo Ambos valores são multiplicados pelo diâmetro crânio-caudal máximo (sagital) e divididos por 2 O resultado corresponde ao volume em ml de cada lobo Sem considerar o istmo, o volume da tireóide não deve exceder 25ml no homem e 20ml na mulher
19 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Alteração do Parênquima da TireóideCistos da tireóide Pequenos cistos da tireóide podem não produzir reforço acústico posterior e devem ser diferenciados de nódulos hipoecóicos Vasos sanguíneos intratireoidianos dificilmente são visualizados
20 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Técnica Anterior à traquéia temos o istmoIstmo = pequena faixa de tecido que une ambos lobos laterais Manobra de Valsalva = realização de força com as cordas vocais fechadas, as veias jugulares distendem devido bloqueio da drenagem venosa (melhora a avaliação)
21 PAAF – PUNÇÃO DE NÓDULO
22 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Alteração do Parênquima da Tireóide BócioDoença difusa mais comum da tireóide Ocorre por deficiência de iodo Os Lobos tornam-se rudimentares e ocorre espessamento do istmo Formação de gânglios isoecóicos no estroma que podem abaular o contorno da glândula Deficiência persistente de iodo = os gânglios podem apresentar calcificação no interior e cistos, que podem regredir
23 ULTRASSOM DA TIREÓIDE Alteração do Parênquima da TireóideDiagnóstico diferencial de focos hipoecóicos da tireóide Gânglios degenerados Pequenos cistos Adenomas benignos Carcinoma da tireóide Importante diante de gânglios hipoecóicos = realizar cintilografia complementar
24 TIREOIDE – ISTMO - LOBOS
25 DOENÇA DE HASHIMOTO A tireoidite de Hashimoto (TH) é uma doença auto-imune considerada a principal causa de bócio e hipotireoidismo adquirido em crianças e adolescentes em áreas não endêmicas
26 DOENÇA DE HASHIMOTO
27 TIREOIDE VEIA JUGULAR INTERNA NAS LATERAIS NÓDULO NO LOBO DIREITO
28 NODULO TIREÓIDE COM DOPPLER = VASCULARIZAÇÃO AUMENTADA
29 ULTRASSOM DA TIREÓIDE BibliografiaUltra-sonografia: Manual Prático de Ensino, princípios básicos de execução e interpretação. Hofer, M. 3 ed. Revinter, Rio de Janeiro, 2003.