Um modelo de avaliação para as bibliotecas escolares

1 Um modelo de avaliação para as bibliotecas escolares ...
Author: Nelson Vieira Natal
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1 Um modelo de avaliação para as bibliotecas escolares

2 Definição. Historial Pertinência da criação do Modelo.De que avaliação falamos? Resultados esperados. Processo de criação do Modelo: - Identificação das práticas e da Literatura existente. - Colaboração com especialistas ingleses.

3 Historial - Submissão a um painel de especialistas em Portugal.- Apresentação do modelo à Inspecção Geral da Educação e ao Grupo de Trabalho da Avaliação das Escolas. - Colaboração com a Doutora Glória Bastos (Universidade Aberta).

4 Historial. Fase de TesteFase de teste do Modelo Escolas abrangidas Objectivos da fase de teste: . Estrutura . Adequação . Adequação dos instrumentos . Estrutura do Relatório final Formação

5 Historial. OportunidadesO Modelo tem vindo a ser assumido, pela informação que disponibiliza, como um instrumento de melhoria. A estrutura em domínios, sundomínios e indicadores organiza a informação relacionando-a de forma eficaz com as áreas de funcionamento da BE e com as ligações da BE com o exterior.

6 Historial. ConstrangimentosA perspectiva de valor associada ao impacto que os serviços têm nos utilizadores e nas aprendizagens estava quase ausente do discurso e dos objectivos da BE (A Literatura produzida nos diferentes estudos reitera essa ligação). Existia uma quase ausência de práticas de avaliação e de recolhas de evidências.

7 O conceito de avaliaçãoNoção de valor – não é intrínseco às coisas, tem a ver com a experiência que se retira delas Abordagem essencialmente qualitativa Entendida como processo e não algo ocasional/acidental Indicadores de performance Envolve os utilizadores Analisa processos e identifica os impactos Permite ver o que está a ser bem feito e o que é preciso melhorar

8 Avaliação Não é uma ameaça mas uma sim uma oportunidadeInstrumento de regulação e de melhoria contínua Aliança entre prática e análise reflexiva Processo de auto-responsabilização – Direcção Escola/ Professores/ BE

9 Avaliação e Mudança Aponta para uma reflexão orientada para a mudança – implica um envolvimento colectivo: órgãos de gestão e de decisão pedagógica. “Não se pode fazer sempre o mesmo, da mesma maneira e esperar resultados diferentes.” Mudança – não é um acontecimento mas um processo.

10 Avaliar para quê? 1.º nível:Conhecer o que estamos a fazer para perspectivar o que vamos fazer a seguir Planear para o desenvolvimento – transformar boas ideias em boas práticas; estabelecer metas Parte integrante do processo de gestão e de desenvolvimento: incorporar resultados da auto-avaliação e perspectivar a mudança – melhorar o perfil de desempenho

11 Avaliar para quê? 2.º nível:Contribuir para a afirmação e reconhecimento da BE (interno e externo) Promover o benchmarking /esforço maior para onde há pior desempenho Uso estratégico da informação: melhoria das políticas dirigidas à BE

12 Avaliar o quê? Factores apontados a nível internacional para o sucesso da BE: Os níveis de colaboração entre o professor-bibliotecário e os restantes professores na identificação de recursos e no desenvolvimento de actividades conjuntas orientadas para o sucesso do aluno: literacia da informação, promoção da leitura – Domínios A e B O programa formativo desenvolvido pela BE – Domínios A, B e C A acessibilidade dos serviços prestados pela BE (horário, flexibilidade no acesso; bases de dados e catálogos online, etc.) e a adequação da colecção e dos recursos tecnológicos – Domínio D A formação dos recursos humanos que suportam o funcionamento da BE – Domínio D

13 Avaliar como? Estabelecer prioridades – não se pode “medir” tudo mas também não esquecer a BE como um todo Identificar as evidências mais significativas Articular elementos quantitativos e qualitativos (valor)

14 Avaliar como? Informação que já existe/facilmente identificável – documentos que orientam a actividade da escola/BE; horário; estatísticas de diversos tipos; registos sobre actividades; balanços; aquisições; etc. Informação específica – o que os outros pensam; impacto no desenvolvimento de competências; motivação; qualidade dos trabalhos realizados; etc.

15 Estrutura do Modelo: Domínios/ SubdomíniosA. Apoio ao Desenvolvimento Curricular B. Leitura e Literacia C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade D. Gestão da BE A1. Articulação curricular da BE com as Estruturas Pedagógicas e os Docentes C1. Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de Enriquecimento Curricular D1. Articulação da BE com a Escola/ Agrupamento. Acesso e serviços prestados pela BE A2. Desenvolvimento da Literacia da Informação C2. Projectos e Parcerias D2. Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços. D3. Gestão da Colecção

16 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresA1. Articulação curricular da BE com as Estruturas Pedagógicas e os Docentes A.1.1. Cooperação da BE com os órgãos pedagógicos de gestão intermédia da escola/agrupamento. A.1.2. Parceria da BE com os docentes responsáveis pelas novas áreas curriculares não disciplinares (NAC). A.1.3. Articulação da BE com os docentes responsáveis pelos Apoios Educativos. A.1.4. Integração da BE no Plano de Ocupação Plena dos Tempos Escolares (OPTE). A.1.5. Colaboração da BE com os docentes na concretização das actividades curriculares desenvolvidas no seu espaço ou tendo por base os seus recursos.

17 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresA2. Desenvolvimento da Literacia da Informação A.2.1. Organização de actividades de formação de utilizadores. A.2.2. Promoção do ensino em contexto de competências de informação. A.2.3. Promoção das TIC e da Internet como ferramentas de acesso, produção e comunicação de informação e como recurso de aprendizagem. A Impacto da BE nas competências tecnológicas e de informação dos alunos. A.2.5. Impacto da BE no desenvolvimento de valores e atitudes indispensáveis à formação da cidadania e à aprendizagem ao longo da vida.

18 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresB1. Leitura e Literacia B.1 Trabalho da BE ao serviço da promoção da leitura B.2 Trabalho articulado da BE com departamentos e docentes e com o exterior, no âmbito da leitura B.3 Impacto do trabalho da BE nas atitudes e competências dos alunos, no âmbito da leitura e das literacias.

19 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresC.1 Apoio a Actividades Livres, Extra-Curriculares e de Enriquecimento Curricular C.1.1. Apoio à aquisição e desenvolvimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos. C.1.2. Dinamização de actividades livres, de carácter lúdico e cultural. C.1.3. Apoio à utilização autónoma e voluntária da BE como espaço de lazer e livre fruição dos recursos. C.1.4. Disponibilização de espaços, tempos e recursos para a iniciativa e intervenção livre dos alunos. C.1.5. Apoio às Actividades de Enriquecimento Curricular (AEC), conciliando-as com a utilização livre da BE.

20 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresC.2. Projectos e Parcerias C.2.1. Envolvimento da BE em projectos da respectiva Escola/Agrupamento ou desenvolvidos em parceria, a nível local ou mais amplo. C.2.2. Desenvolvimento de trabalho e serviços colaborativos com outras escolas, agrupamentos e BEs. C.2.3. Participação com outras Escolas /Agrupamentos e com outras entidades (por ex. DRE, RBE, CFAE), em reuniões da BM/SABE ou outro Grupo de Trabalho a nível concelhio ou inter-concelhio. C.2.4. Estímulo à participação e mobilização dos Pais/EE’s em torno da promoção da leitura e do desenvolvimento de competências das crianças e jovens que frequentam a escola. C.2.5. Abertura da Biblioteca à Comunidade.

21 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresD.1. Articulação da BE com a Escola/Agrupamento. Acesso e serviços prestados pela BE D1.1. Integração da BE na Escola/ Agrupamento D Valorização da BE pelos órgãos de gestão e de decisão pedagógica D Resposta da BE às necessidades da escola e dos utilizadores. D.1.4 Avaliação da BE.

22 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresD.2 Condições humanas e materiais para prestação dos serviços D.2.1 Liderança do/a professor/a coordenador/a. D.2.2 Adequação da equipa em número e qualificações às necessidades de funcionamento da BE e às solicitações da comunidade educativa. D.2.3 Adequação da BE em termos de espaço e de equipamento às necessidades da escola/ agrupamento. D Resposta dos computadores e equipamentos tecnológicos ao trabalho e aos novos desafios da BE.

23 Estrutura do Modelo: Subdomínios/ IndicadoresD.3. Gestão da Colecção D3.1 – Planeamento da colecção de acordo com a inventariação das necessidades curriculares e dos utilizadores. D3.2 - Adequação dos livros e de outros recursos de informação (no local e online) às necessidades curriculares e de informação dos utilizadores. D3.3 - Alargamento da colecção aos recursos digitais online. D3.4 – Uso da colecção pelos utilizadores. D3.5 – Organização da informação. Informatização da colecção. D3.6 - Gestão Cooperativa da Colecção. D3.7 – Difusão da informação.

24 Estrutura do Modelo: Indicadores, Factores Críticos, Evidências, Acções Indicadores Factores Críticos de Sucesso Recolha de Evidências Acções para melhoria/Exemplos A.1.1. Cooperação da BE com os órgãos pedagógicos de gestão intermédia da escola/agrupamento. A BE colabora com os Departamentos Curriculares/Grupos Disciplinares no sentido de conhecer os diferentes currículos e programas de estudo e de se integrar nas suas planificações. A BE colabora com os Conselhos de Docentes/Ano/Núcleo e/ou Turma com o objectivo de conhecer os diferentes projectos curriculares das turmas e de se envolver no planeamento das respectivas actividades, estratégias e recursos. A utilização da BE é rentabilizada pelos docentes no âmbito da actividade lectiva. Planificações dos Departamentos Curriculares/Grupos Disciplinares Planificações dos Conselhos de Docentes/Ano/Núcleo Projectos Curriculares das Turmas Registos de reuniões/contactos Promover a participação periódica da BE nas reuniões de planificação dos diferentes orgãos pedagógicos da Escola/Agrupamento. Organizar acções informais de formação sobre a BE junto dos docentes. Melhorar a comunicação entre a BE e os órgãos pedagógicos da Escola/Agrupamento no sentido de facilitar a actualização e adequação dos recursos às necessidades. Apresentar aos docentes sugestões de trabalho conjunto em torno do tratamento de diferentes unidades de ensino ou temas. Promover a integração de novos docentes no trabalho da BE.

25 Instrumentos de recolha de evidênciasEstrutura do Modelo: Instrumentos de recolha de evidências Registos de Observação. Questionários aos professores, alunos, pais/EEs. Checklists. Registos estatísticos. Informação contida em documentação que rege e estrutura a vida da escola e da BE. Planificações. Análise de trabalhos dos alunos. Registos de reuniões/ contactos. Materiais de apoio produzidos e editados.

26 (A precisar de desenvolvimen-to urgente)Estrutura do Modelo: Perfis de Desempenho Níveis A.1. Articulação Curricular da BE com as Estruturas Pedagógicas e os Docentes 4 Excelente A BE desenvolve um trabalho sistemático de cooperação com todos os órgãos pedagógicos de gestão intermédia da escola/agrupamento: Departamentos/Grupos disciplinares; Conselhos de Docentes/de Ano ou de Turma.. A BE colabora activamente com todos os docentes responsáveis pelas novas áreas curriculares não disciplinares: Áreas de Projecto; Estudo Acompanhado/ Apoio ao Estudo e Formação Cívica. A BE assegura uma importante actividade de suporte junto dos docentes responsáveis pelos Apoios Educativos. A BE está plenamente integrada, através da disponibilização permanente de espaços, recursos e actividades, no Plano de Ocupação dos Tempos Escolares. A BE apoia eficazmente a maioria dos docentes na concretização das actividades curriculares desenvolvidas no seu espaço ou tendo por base os seus recursos. A ocupação e utilização de recursos da BE são fortemente rentabilizadas pelos docentes no âmbito da actividade lectiva. A BE produz e difunde uma série de bons materiais de apoio para as diferentes actividades. 3 Bom A BE articula com alguma regularidade com diversos órgãos pedagógicos de gestão intermédia da escola/agrupamento, com destaque dos Departamentos/ Conselhos de Docentes. A BE apoia os docentes responsáveis pelas novas áreas curriculares não disciplinares, sobretudo ao nível das Áreas de Projecto. A BE apoia com alguma consistência os docentes responsáveis pelos Apoios Educativos. A BE integra o Plano de Ocupação Plena dos Tempos Escolares, dando resposta sempre que solicitada às necessidades da escola para actividades de substituição na biblioteca. A BE colabora com uma parte significativa dos docentes na concretização das actividades curriculares desenvolvidas no seu espaço. A ocupação e utilização de recursos da BE são bem rentabilizadas pelos docentes no âmbito da actividade lectiva. A BE produz e difunde alguns materiais de apoio para as diferentes actividades. 2 Satisfatório A BE coopera com alguns Departamentos ou participa nos Conselhos de Docentes/de Ano mas os reflexos deste trabalho nas práticas estão ainda aquém do pretendido numa parte das turmas A BE apoia os docentes responsáveis pelas novas áreas curriculares não disciplinares. A BE apoia, na medida da sua disponibilidade, os docentes responsáveis pelos Apoios Educativos. A BE apoia o Plano de Ocupação Plena dos Tempos Escolares, dando pontualmente resposta em actividades de substituição na biblioteca. A BE colabora com alguns docentes na concretização das actividades curriculares desenvolvidas no seu espaço. A ocupação e utilização de recursos da BE são razoavelmente rentabilizadas pelos docentes no âmbito da actividade lectiva. A BE produz alguns materiais de apoio para certas actividades. 1 Fraco (A precisar de desenvolvimen-to urgente) A BE só coopera pontualmente com alguns órgãos pedagógicos de gestão intermédia da escola/agrupamento. A BE não costuma apoiar os docentes responsáveis pelas novas áreas curriculares não disciplinares. A BE não desenvolve nenhum tipo de trabalho com os docentes responsáveis pelos Apoios Educativos. A BE não integra o Plano de Ocupação Plena dos Tempos Escolares. A BE colabora pouco com os docentes na concretização das actividades curriculares. A ocupação e utilização de recursos da BE não são minimamente rentabilizadas pelos docentes no âmbito da actividade lectiva. A BE não produz materiais de apoio.

27 Relatório de Auto-Avaliação (Ex. adap. ES Odemira):Indicadores Evidências Recolhidas Pontos fortes Pontos fracos C.1.1. Apoio à aquisição e desenvol-vimento de métodos de trabalho e de estudo autónomos. 1- Horários da BE (9.00h – 17.30h) - as actividades lectivas decorrem das 9.30h às 18.20h, sendo o último intervalo das 17.20h às 17.25h. Não existiu no ano transacto ensino nocturno. 2- Questionário aos alunos (QA3), de que resultaram as seguintes evidências: - 72% dos alunos considera que a BE tem um ambiente favorável à utilização simultânea por alunos e grupos em actividades diferentes. - …… 3- Grelha de observação (O3) , de que resultaram as seguintes evidências: - cerca de 50% dos frequentadores da BE desenvolvem actividades livres de leitura. -……. 4- Materiais de apoio produzidos pela BE: Foram elaborados 4 folhetos de apoio à pesquisa bibliográfica na BE, à redacção e apresentação de trabalhos escritos e à apresentação oral desses trabalhos. Cerca de 200 alunos recolheram, por iniciativa própria, os folhetos elaborados pela equipa da BE. 5- Estatísticas de utilização da BE, nomeadamente da utilização dos computadores e da leitura de presença com as seguintes evidências: - Cerca de 40% das inscrições para utilização dos computadores dão indicação de actividades relacionadas com a produção de trabalhos (pesquisa, redacção e impressão). - Por dia, cerca de 20 livros são consultados, em média, na BE para a execução de trabalhos fora do contexto de aula - …….. O horário da BE é contínuo e coincide com a permanência dos alunos na escola. A BE é um espaço privilegiado à realização de trabalhos fora dos contextos formais de aprendizagem. -A BE proporciona condições para o desenvolvimento, em simultâneo, de actividades de diferente natureza. - Os alunos praticam técnicas de estudo variadas: exploram informação de diferentes tipos de documentos, produzem e editam trabalhos escritos recorrendo ao uso do computador. - Grande parte dos alunos demonstrou autonomia na pesquisa de informação nos diferentes suportes e na execução das tarefas a que se propõem. - O material produzido pela BE tem interesse para os alunos, apoiando estes na pesquisa bibliográfica na BE, na redacção e apresentação de trabalhos escritos e na apresentação oral desses trabalhos - Os alunos fazem um intensivo uso dos equipamentos e serviços disponibilizados. A taxa de utilização dos computadores para a realização de trabalhos é boa .  O número de livros consultados para a realização de trabalhos foi considerado bom. - Os alunos não tinham, no início do processo de avaliação, acesso livre ao catálogo da BE. - Em determinadas alturas da semana o número de computadores mostrou-se insuficiente.

28 Quadro - Síntese Domínio Seleccionado para avaliação – Quadro SínteseMotivo da escolha deste domínio: _________________________________________________________________________________________________________ ______________________________________________________________________________________________ Indicador Nível obtido Acções para a melhoria Observações

29 Testagem do Modelo: plano de avaliaçãoGrupo de escolas envolvidas na testagem do Modelo Selecção do Domínio a avaliar Preparação e utilização de instrumentos de recolha de evidências Análise e interpretação da informação Plano de melhoria Elaboração do relatório de auto-avaliação da BE e integração no processo de auto-avaliação da escola Acompanhamento do processo pelos coordenadores locais e inter-concelhios Perfil da BE

30 Testagem do Modelo: condições de aplicaçãoMotivação e compromisso institucional dos órgãos de gestão pedagógica e executiva da escola com o processo de auto-avaliação da BE. Formalização de alguns procedimentos no sentido de uma mobilização e co-responsa- bilização de todos os intervenientes. Aceitação dos resultados e acordo sobre a subsequente promoção de um plano de melhoria e desenvolvimento.