1 UNIDADE 1 – A CONTABILIDADEObjectivos: Conceituar a Contabilidade, Identificar os objectivos da Contabilidade Identificar as divisões da contabilidade; Interpretar a contabilidade como instrumento de gestão. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
2 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017BREVE HISTORIAL A contabilidade constitui um dos conhecimentos mais antigos de que se tem notícia. Surgiu da necessidade de controlo das posses e riquezas, ou seja, do património. Há a hipótese de que a contabilidade tenha surgido antes da escrita, dado a sua importância para o homem. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
3 Breve historial sobre a evolução da contabilidade Em termos históricos, esta ciência surgiu com o advento da civilização. Com a sedentarização da humanidade e a descoberta da capacidade do homem de armazenar bens, nasceu a necessidade de controlo desses bens. Há evidências históricas de registo contábeis nas civilizações dos babilónios, egípcios, hebreus, gregos etc. (PADOVEZE, 2008) Nisso, a contabilidade surgiu da necessidade de controlo das posses e riquezas do homem, ou seja, do património. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
4 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017A importância: controlar o quanto a entidade tem para receber e a pagar, o valor dos seus bens, enfim, todas as variações ocorridas nos elementos que compõem o património durante um período determinado. A Contabilidade quando aplicada às empresas em geral é denominada Contabilidade Geral ou Financeira; E quando aplicada no ramo específico de negócios recebe denominação própria. Ex. Quando regista os dados específicos relativos às indústrias é chamada Contabilidade Industrial. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
5 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017Ramos de Aplicação Dentre esses ramos da Contabilidade encontramos a Contabilidade Pública Que se ocupa no registo das alterações ocorridas no Orçamento e no Património das entidades públicas. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
6 Conceito de contabilidadeA Contabilidade é uma ciência que permite, através de suas técnicas, manter um controlo permanente do Património da empresa. (RIBEIRO, 2003, p. 19) É a ciência que estuda e pratica, controla e interpreta os factos ocorridos no património das entidades, mediante o registo, a demonstração expositiva e a revelação desses factos, com o fim de oferecer informações sobre a composição do património, suas variações e o resultado económico decorrente da gestão da riqueza económica. (FRANCO, 2000) Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
7 Conceito de Contabilidade Públicaé o ramo da contabilidade geral que regista e controla os actos e factos da Administração Pública em todos os seus níveis, demonstra o Património Público e suas variações, bem como o responsável pela elaboração dos relatórios exigidos pela lei para a prestação de contas da execução do orçamento. é a ciência que permite através de suas técnicas manter o controlo permanente do património Público. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
8 Definição de patrimónioCom a evolução das relações comerciais, juntou-se ao património também os direitos e as obrigações. O património é o conjunto dos bens, direitos e as obrigações. Património Líquido é a diferença entre os valores positivos (bens mais direitos) menos os valores negativos (obrigações). Património Liquido = Bens +direitos - Obrigações Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
9 Composição do Património Público.1. BENS – são coisas capazes de satisfazer uma necessidade e susceptíveis de avaliação económica e podem ser destinados para: uso, troca ou venda. Os bens dividem-se em: Bens Móveis – aqueles que podem ser removidos de um lugar para outro sem perda de sua forma ou substância. Ex.: carteiras, etc. Bens Imóveis - Ex.: terras, edificações, montanhas, etc. Bens de Natureza Industrial – são bens móveis e imóveis usados nas actividades produtivas industriais, agrícolas e pecuárias. Ex.: terras, edificações, móveis e utensílios, etc. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
10 Cont. (Classificação de Bens)Bens em Processo de Aquisição – são bens adquiridos, mas ainda não incorporados no Património Público. Ex.: Construções em andamento, bens adquiridos e ainda não instalados. Valores – são bens da entidade pública tais como: acções de sociedades ou companhias, títulos da dívida pública, moedas, etc. Diversos – são bens que não foi possível classificá-los em um dos itens anteriores. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
11 Cont. (Classificação de Bens)2 - DIREITOS – são os valores que a entidade tem a receber. No nosso caso são os Créditos. Geralmente aparecem acompanhados de uma expressão: “a receber”, “a compensar”, a “recuperar”, “a creditar”, ou outra similar. 3 - OBRIGAÇÕES – são os compromissos que o órgão tem a pagar. Geralmente aparecem acompanhadas de uma expressão: “a pagar”, “a recolher”, “passivos”, “a liquidar” ou outra similar. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
12 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017Continuação Elas estão representadas pelo: Passivo Financeiro - representa as obrigações exigíveis, normalmente, a curto prazo (cujo pagamento não depende de autorização orçamental) tratadas como Dívida Flutuante, composto pelos Restos a Pagar, Serviços da Dívida a Pagar, Depósitos e Débitos de Tesouraria; e Passivo Permanente - compreende as dívidas fundadas (compromisso de longo prazo garantidas por títulos emitidos pelo governo) e outras que dependam de autorização legislativa. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
13 DIVISÕES DA CONTABILIDADEA contabilidade está subdividida em seguintes ramos: 1. Contabilidade Financeira ou Externa (Geral) - Regista factos patrimoniais que fazem prova perante terceiros; - Permite conhecer, em qualquer momento, a situação patrimonial da empresa; 2. Contabilidade Analítica ou de Exploração (Custos) - Fornece oportunamente os custos totais e unitários dos produtos. 3. Contabilidade pública - diz respeito ao registo sistemático das operações financeiras realizadas por todos os organismos do sector público. 4. Contabilidade tributária ou Fiscal - tem objectivo de apurar e conciliar a geração de tributos de uma determinada entidade. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
14 ASPECTOS QUALITATIVOS E QUANTITATIVOSPara avaliar um património e suas variações é necessário que os elementos que compõem este património apresentem: 1. Aspecto qualitativo - busca atribuir nome que o identifique ao elemento do património. Ex: Veículos, disponibilidades, etc. 2. Aspecto quantitativo - observa em que quantidade este elemento aparece e o seu valor monetário. Ex: Veículos ,00Mts, Disponibilidades ,00. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
15 RESUMIDAMENTE: Representação gráfica do PatrimónioPatrimónio = Bens, Direitos e Obrigações; Bens + Direitos – São os elementos positivos (+). Obrigações – São os elementos negativos (-). Património Líquido = A diferença entre os valores positivos e negativos, PL = Bens + Direitos - Obrigações. Representação gráfica do Património Património ACTIVO PASSIVO Bens Obrigações + Direitos Património Liquido Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
16 Cont. (Representação gráfica)Activo – representa os valores positivos do património (bens + direitos) Passivo – representa os elementos negativos do património (obrigações) O Património Líquido – está representado no lado do passivo, para haver o equilíbrio, aí o nome de Balanço Patrimonial. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
17 ELEMENTOS DE RESULTADOSão os elementos representados pelas receitas e despesas que no final do exercício apontarão o resultado que poderá ser positivo: lucro (chamado de superávit na contabilidade pública) ou prejuízo (chamado déficit na contabilidade pública). • Receita – é o ingresso de recursos financeiros proveniente da venda de bens, prestação de serviços. Ex. Receita tributária, receita com vendas, etc • Despesa – é caracterizada pelo consumo de bens ou serviços, ou ainda pela saída de recursos financeiros Ex. Conta de energia, salário do mês, etc Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
18 Cont. (ELEMENTOS DE RESULTADO)Resultado do Exercício – é a diferença entre as Receitas e despesas. Será positivo (lucro/superávit) quando as receitas forem maiores que as despesas ou negativo (prejuízo/déficit) quanto as receitas forem menores do que as despesas. O resultado do exercício deverá ser incorporado ao património, aumentando-o quando houve lucro/superávit ou diminuindo-o quando houve prejuízo/déficit. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
19 Demonstração do Resultado do ExercícioReceitas (+) Despesas (-) = Lucro (superávit) ou Prejuízo (déficit) líquido do exercício CONTA É o nome técnico utilizado para registar os elementos levando em consideração seus aspectos qualitativos e quantitativos, isto é, sempre que formos movimentar um elemento faremos registo na conta, alterando o saldo deste elemento. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
20 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017Cont. (CONTA) As Contas são agrupadas segundo suas funções, possibilitando: a) identificar, classificar e efectuar a escrituração contábil, pelo método das partidas dobradas, dos actos e factos de gestão, de maneira, uniforme e sistematizada; b) elaborar os Balanços Orçamentário, Financeiro e Patrimonial, a Demonstração das Variações e dos Resultados; c) conhecer a composição e situação do património analisado; d) analisar e interpretar os resultados económicos e financeiros; Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
21 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017O PAI DA CONTABILIDADE É considerado o pai ou patrono da contabilidade, o Frei italiano Luca Paciolo, que em 1494 escreveu o livro denominado “Summa de arithmética, geometria, proportioni et proportionalitá”. No capítulo chamado “Tratado de Conta e Escrituração” apresentou o famoso “Método das Partidas Dobradas” para efectuar os registos dos factos que alteram o Património. Este método mostrou-se tão eficiente para o registo e controle do património e suas modificações que é utilizado até hoje. Segundo o método das partidas dobradas para cada débito haverá um crédito do mesmo valor e vice-versa. Ou seja, ao fazer os registos, sempre o valor dos débitos deverá ser igual ao valor dos débitos. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
22 NOÇÕES DE DÉBITO E CRÉDITODébito: do latim “debes” = devido a mim (pertencente a mim) Crédito: do latim “credo” = confiança, acreditar Débito = Aplicações de Recursos. Para onde foram os recursos. Aonde foram aplicados os recursos. Crédito = Origens de Recursos. De onde vieram os recursos. Qual a origem dos recursos. Assim sendo, quando a empresa adquire, por exemplo, um veículo à vista, ocorre a seguinte movimentação em seu património: Sai dinheiro do seu Caixa; Entra um Veículo para o seu património. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
23 Cont. (NOÇÕES DE DÉBITO E CRÉDITO)Logo, Para sabermos qual a Conta Debitada, perguntamos: Para onde foi o recurso? Em que aplicamos o recurso? E a resposta é: o recurso foi aplicado em Veículos, logo a Conta Debitada será Veículos. Para sabermos qual a Conta Creditada, perguntamos: De onde veio o recurso? Qual a origem dos recursos? E a resposta será: o recurso veio do Caixa, logo a Conta Creditada será Caixa. Débito e crédito são os nomes utilizados para indicar o ingresso ou saída de recursos das contas. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
24 Síntese do mecanismo de débito e crédito.1. Uma das maneiras de representar a conta, é através de um “T” o qual é chamado de razonete; 2. O lado esquerdo do razonete é o lado do débito; 3. O lado direito é o lado do crédito; 4. Um lançamento do lado esquerdo de uma conta chama-se lançamento de débito ou a débito, ou simplesmente débito; 5. Um lançamento do lado direito de uma conta chama-se lançamento de crédito, lançamento a crédito, ou simplesmente crédito; 6. A diferença entre os débitos e os créditos efectuados numa conta chama-se saldo; Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
25 Cont. (Mecanismo de débito e crédito)7. Se os débitos forem maiores que o crédito o saldo é devedor; 8. Se os créditos forem maiores que os débitos, o saldo é credor; 9. As contas do Activo, Despesas, Custos e Deduções da Receita são de natureza devedora; portanto, seus saldos são devedores ou nulos, isto é, os débitos devem ser maiores ou iguais aos créditos; recebem o 1º lançamento a débito; 10. As contas do Passivo, Património Líquido e de Receitas são de natureza credora; portanto, seus saldos são credores ou nulos, isto é, os créditos devem ser maiores ou iguais aos débitos; recebem o 1º lançamento a crédito; 11. O débito representa aplicação de recursos (a aplicação de recursos diz respeito à destinação dos recursos); 12. O crédito representa origem de recursos (de onde veio o recurso); Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
26 OBJECTO DA CONTABILIDADE PÚBLICAO objecto de qualquer ramo de contabilidade é o Património, portanto, o objecto da Contabilidade Pública é o Património Público (bens, direitos e obrigações). Os bens do Estado, de forma geral, recebem diversas classificações: a) Bens de Domínio Público ou Bens de Uso Comum do Povo – são aqueles que a comunidade utiliza directamente e sem intermediário. Ex: ruas, parques, rios, etc. Não são inventariados e não podem ser alienados. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
27 Cont. (Classificação dos Bens)b) Bens Especiais – são para uso do público, mas necessita de alguém para tornar isso possível o seu uso. São utilizados para o Estado prestar um serviço público. Ex: biblioteca, escola, creche, etc São contabilizados ou inventariados e são inalienáveis. Bem alienável - que pode ser vendido, trocado, que passa de uma pessoa para outra. Bens inalienáveis - os que não podem ser doados, vendidos ou penhorados, em virtude de lei ou de cláusula contratual. c) Bens Dominiais (Dominicais) – são os bens sobre os quais o Estado tem a posse e o domínio. Podem ser utilizados para qualquer fim. São inventariados. Podem ser alienados conforme a Lei, e podem produzir rendas. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
28 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017Objectivos A Contabilidade Aplicada à Administração Pública tem por objectivo: registar a previsão da receita e a fixação da despesa, estabelecida no Orçamento Público aprovado para o exercício; escriturar a execução orçamental da receita e da despesa, fazer a comparação entre a previsão e a realização das receitas e despesas, controlar as operações de créditos, os créditos e obrigações, revelar as variações patrimoniais e mostra o valor do património, fornecer informações actualizadas e exactas à Administração para subsidiar as tomadas de decisões Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
29 FORMALIDADES DO REGISTRO CONTÁBILSão características do registo e da informação contábil: a) Comparabilidade – comparação das semelhanças e diferenças dessa situação patrimonial com a de outras entidades. b) Compreensibilidade c) Confiabilidade – verdadeiros, credibilidade aos usuários no processo de tomada de decisão. d) Fidedignidade – fidedignas, fiel e) Imparcialidade – imparciais f) Integridade – integro, totalidade não podendo ser omissas g) Objectividade – deve representar a realidade dos fenómenos patrimoniais Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
30 Cont. (Caracteristicas de IC)h) Representatividade – as informações apresentadas devem conter todos os aspectos relevantes. i) Tempestividade – os fenómenos patrimoniais devem ser registados no momento de sua ocorrência j) Uniformidade – as informações devem observar critérios padronizados k) Utilidade l) Verificabilidade – as informações devem ser validades. m) Visibilidade – as informações contábeis devem ser disponibilizados para a sociedade e expressar, com transparência, o resultado da gestão e a situação patrimonial da entidade do sector público. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
31 São elementos essenciais do registo contábil:a) a data da ocorrência da transacção; b) a conta debitada; c) a conta creditada; d) o histórico da transacção de forma descritiva ou por meio do uso de código de histórico padronizado, quando se tratar de escrituração electrónica, baseado em tabela auxiliar inclusa em plano de contas; e) o valor da transacção; f) o número de controle para identificar os registos electrónicos que integram um mesmo lançamento contábil. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
32 FINALIDADE E IMPORTANCIA DA INFORMAÇÃO (CONTABILISTICA) FINANCEIRACONCEITO Teixeira (2009:25) citando Pérez-Grueso(1997), alega que, “informação contabilística, é toda a informação financeira cujo desenvolvimento são aplicados os princípios e normas de reconhecimento, valorização ou relevância da Informação Contabilística no apoio à gestão do Sector Público. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
33 OBJECTIVO DA INFORMAÇÃO CONTABILÍSTICAProvidenciar dados sobre a posição financeira da entidade; Das alterações desta entidade; E dos resultados das operações. Os utilizadores da informação financeira: a) Externos: Bancos, Investidores,Fornecedores Empregados (Colaboradores) b) Internos: Administração e direcção, Empregados (Colaboradores) Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
34 Cont. (Utilizadores da informação Contabilística)Os empregados (colaboradores) constam nos utilizadores internos e externos, na medida em que, embora não tenham um acesso formal à informação, têm uma percepção bastante real da situação da empresa. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
35 Características Qualitativas da Informação Financeira1 - Relevância e Materialidade - A Relevância - avalia o impacto da informação nos utentes. Quanto demora o lançamento de dados, menor é o valor da relevância. - A Materialidade - mede o impacto em termos materiais, isto é, quais foram os impactos materiais e financeiros quando a informação financeira foi providenciada aos utentes. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
36 Cont. (Caracteristicas da IF)2 - Fiabilidade - avalia a capacidade da informação de estar livre de erros, omissões. 3 - Comparabilidade - é a qualidade da informação ser comparada com outros dados de modo a ser compreendida. 4 - Compreensibilidade - informação financeira deve ser de fácil compreensão. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
37 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017IMPORTANCIA DA IF Apoio na tomada de decisão; Porque a contabilidade representa um instrumento que auxilia a administração a tomar decisões uma vez que ela reúne todos os dados económicos, mensurando-os, registando-os e sintetizando-os em forma de relatórios ou comunicados, que contribuem sobre maneira para a tomada de decisões. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
38 Cont. (Importância da IFPermite uma maior compreensão do estado em que se encontra a entidade, seu desempenho, sua evolução, riscos e oportunidades. Permite avaliar o património. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
39 PRINCIPAIS CONCEITOS CONTABILISTICOSPatrimónio - conjunto de bens, direitos e obrigações. Inventário – relação de elementos patrimoniais de uma empresa/pessoa devidamente quantificados, valorizados e datados. Conta – agrupamento de elementos patrimoniais com características semelhantes devidamente valorizados. Balanço – documento contabilístico que representa a situação patrimonial (composição e valor) de uma empresa/pessoa em determinada data. Balanço Patrimonial é a principal DF existente (relatório contábil obrigatório por Lei). Ele mostra como de facto está o Património da empresa/pessoa. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
40 APRESENTAÇÃO DO BALANÇO1 – Activo – as contas devem ser apresentadas por ordem crescente de liquidez (maior liquidez: mais rapidamente transformável em dinheiro; menor tempo de permanência na empresa). a) Elementos do activo Balanço -ACTIVO -Activo não corrente -Activo corrente -CAPITAL PRÓPRIO -PASSIVO Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
41 Cont. (ELEMENTOS DO ACTIVO)Activo não Permanente – elementos patrimoniais que permanecem na empresa por períodos superiores a 1 (um) ano (aplicação de carácter permanente) e que servem para a empresa desenvolver a sua actividade. Elementos patrimoniais não se destinam a ser comercializados, nem transferidos. Activos correntes – não permanecem no balanço (na empresa) por período superior a 1 (um) ano. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
42 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO2 – Capital próprio e Passivo: apresentam-se por ordem decrescente dos prazos de exigibilidade. a) Elementos Balanço -ACTIVO -Activo não corrente -Activo corrente -CAPITAL PRÓPRIO -PASSIVO -Passivo não corrente -Passivo corrente Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
43 ELEMENTOS DO CAPITAL PRÓPRIOCapital fornecido pelos sócios Capital acumulado pela empresa ao longo dos tempos Capital já aplicado no activo ELEMENTOS PRINCIPAIS DO PASSIVO Provisões – responsabilidades prováveis especificadas mais ainda não certas e documentadas Passivo não corrente (médio e longo prazo) – divida que deverão ser liquidadas num prazo superior a 1 (um) ano contado a partir da data do balanço. Passivo corrente (curto prazo) – divida que deverão ser liquidadas no prazo inferior a 1 (um) ano contado a partir da data do balanço. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
44 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017PRINCIPAIS SUPORTES FORMAIS DE REGISTO CONTABILISTICO: OS LIVROS DE CONTABILIDADE 1 - Livro Diário é aquele onde são marcadas diariamente todas as movimentações de valor de uma empresa, sendo um registo básico de toda a escrituração contábil. Neste livro são lançados dia a dia todos os actos ou operações em actividade, que modifiquem ou possam alterar a situação patrimonial da empresa. Além de ser obrigatório, esse livro conta com formalidades específicas, tais como as folhas numeradas, o termo de abertura e o de encerramento. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
45 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017Cont. (Livro Diário) Os lançamentos feitos no Livro Diário poderão ser feitos directamente ou por reprodução, ou ainda por meio electrónico de dados. Os registos no Livro Diário devem ser feitos de acordo com a ordem cronológica do lançamento, desde o primeiro até o último dia de cada ano. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
46 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017LIVRO RAZÃO 2 - Livro Razão Também é um livro contábil obrigatório, fundamental para a contabilidade da empresa, porém não possui tantas formalidades quanto o Livro Diário. Neste livro não são necessários os termos de abertura ou encerramento e, da mesma forma, não é preciso a autenticação da parte da Direcção Comercial. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
47 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017Cont. (Livro Razão ) O Livro Razão é um livro que serve para controlar os saldos de todas as contas registadas no Livro Diário de forma individualizada. Assim, mantém os registos dos dados em aberto além das contas a pagar ou a receber. Este livro, possui como foco as contas que afectam o resultado do património da empresa. Tanto o Livro Diário quanto o Livro Razão contam com os registos feitos em um período de um ano. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
48 BALANCETE E LANÇAMENTO CONTÁBIL3 - Balancete é um documento demonstrativo contábil que reúne todas as contas em movimento na empresa e seus respectivos saldos (saldos de débito/saldos devedores e saldos de crédito/saldos credores). 4 - Lançamento contábil é a forma como a Contabilidade regista os factos que afectam (ou que possam vir a afectar) o património da empresa. Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN
49 Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN - 2017BIBLIOGRAFIA PEREIRA, J.M. Esteves, (2000) Contabilidade Básica e Geral (2 volumes), Lisboa: Plátano Editora Docentes: Dr. Mussuca; Chimangande & Rafique – ITN