1 Universidade Aberta do SUS – UnaSUS Universidade Federal de Pelotas Especialização em Saúde da Família Modalidade à Distância Turma 2 INTERVENÇÃO NA ATENÇÃO AO PRÉ-NATAL E PUERPÉRIO NA UNIDADE DE SAÚDE DA FAMÍLIA PORTO BLOS - MUNICÍPIO DE CAMPO BOM/RS MARUAN HASSAN EL EIS Orientadora: Aline Machado Feijó Pelotas, junho de 2013
2 INTRODUÇÃO Estudo da ONU com 194 países, entre 2005 e 2010, alocou o Brasil na 107ª posição no ranking de mortalidade infantil (23,47 óbitos/1000 nascidos vivos), atrás de Filipinas, El Salvador e Nicarágua (ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS, 2010). O município de Campo Bom/RS, na região metropolitana de Porto Alegre, possui habitantes. Conta com 8 USF, 3 UBS, 3 unidades especializadas (CMI, CAPS e PA24h) e um Hospital Público.
3 INTRODUÇÃO A USF Porto Blos é uma unidade urbana, constituída por duas equipes de ESF, dividida em duas áreas de atuação. A área 2 possui habitantes (Dado de fevereiro de 2013). Na atenção ao Pré-natal e Puerpério não havia um registro específico na unidade para as informações colhidas. Planejamento e monitoramento das ações não eram realizados, tão pouco atividades de promoção de saúde. A cobertura se limitava apenas às gestantes residentes na área de abrangência, gestantes de risco não eram acompanhadas na unidade. A adesão das gestantes era, na maioria das vezes, não voluntária.
4 OBJETIVOS OBJETIVO GERALQualificar a atenção ao pré-natal e puerpério na Unidade de Saúde da Família Porto Blos, no Município de Campo Bom-RS.
5 OBJETIVOS OBJETIVOS ESPECÍFICOS Ampliar a cobertura do Pré-natal;Melhorar a adesão ao Pré-natal; Melhorar a qualidade da atenção ao Pré-Natal e Puerpério realizado na Unidade; Melhorar os registros das informações; Mapear as gestantes de risco; Realizar promoção da saúde.
6 METAS Ampliar a cobertura das gestantes da área com pré-natal na Unidade Básica de Saúde (UBS) para 100%. Garantir a captação de 100% das gestantes no primeiro trimestre de gestação. Manter 100% das gestantes com consultas de pré- natal em dia. Capacitar 100% da equipe para a utilização de um protocolo de pré-natal.
7 METAS Realizar pelo menos um exame ginecológico por trimestre em 100% das gestantes durante o pré- natal. Realizar pelo menos um exame de mamas em 100% das gestantes durante o pré-natal. Garantir a 100% das gestantes a prescrição de suplementação de sulfato ferroso conforme protocolo. Garantir a 100% das gestantes a prescrição de suplementação de ácido fólico conforme protocolo.
8 METAS Garantir a 100% das gestantes a solicitação de exames laboratoriais preconizados pelo MS na primeira consulta. Garantir que 100% das gestantes completem o esquema da vacina antitetânica. Garantir que 100% das gestantes completem o esquema da vacina contra hepatite B. Realizar exame de puerpério em 100% das puérperas entre o 30º e o 42º dia do pós-parto.
9 METAS Manter registro em cada consulta na ficha espelho de pré-natal/vacinação em 100% das gestantes. Realizar atualização do IMC em cada consulta para 100% das gestantes durante o pré-natal. Monitorar a realização de avaliação de risco gestacional em 100% das gestantes. Garantir orientação nutricional a 100% das gestantes durante a gestação.
10 METAS Promover o aleitamento materno junto a 100% das gestantes.Orientar 100% das gestantes sobre os cuidados com o recém-nascido. Orientar 100% das gestantes sobre anticoncepção após o parto. Orientar 100% das gestantes sobre os riscos do tabagismo e do uso de álcool e drogas na gestação.
11 METODOLOGIA AÇÕES Captação de novas gestantes pelos ACS;Captação de novas gestantes pela equipe na unidade; Captação de novas gestantes pela equipe através do contato com a comunidade; Acompanhamento de gestantes com pré-natal de alto risco;
12 METODOLOGIA Identificação das faltosas e busca ativa pelos ACS;Modificação do horário de atendimento das consultas de pré-natal; Capacitação da equipe na atenção ao Pré-natal; Encaminhamento ao atendimento especializado; Reunião semanal da equipe;
13 METODOLOGIA Registro nas fichas espelho e na planilha eletrônica;Capacitação da equipe na classificação das gestantes de risco; Avaliação e Monitoramento do registro na ficha espelho do risco gestacional por trimestre; Capacitação da equipe na promoção de saúde;
14 METODOLOGIA Realização pelos técnicos de enfermagem de atividades de promoção de saúde; Realização de atividades de promoção de saúde junto à comunidade; Realização das atividades semanais de grupos de gestantes e puérperas.
15 METODOLOGIA LOGÍSTICA Primeiro mêsConfecção da Ficha espelho e planilha de coleta de dados; Capacitação da equipe; Registro nas fichas espelho e na planilha de coleta de dados; Reunião semanal de equipe.
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18 METODOLOGIA Segundo ao quarto mêsRegistro nas fichas espelho e na planilha de coleta de dados; Realização do acolhimento pelos técnicos de enfermagem e identificação das faltosas; Busca ativa pelos ACS das gestantes faltosas e captação de novas gestantes;
19 METODOLOGIA Realização das reuniões de grupos de gestantes e puérperas; Contato com os representantes da comunidade; Reunião semanal para avaliação das ações desenvolvidas.
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22 RESULTADOS
23 Gráfico 1 - Cobertura do programa de pré-natal na UBSFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
24 Gráfico 2 - Proporção de gestantes com consultas em dia de acordo com os períodos preconizados pelo protocolo Fonte: Planilha de Coleta de Dados Final
25 Gráfico 3 - Proporção de gestantes com início do pré-natal no primeiro trimestre de gestaçãoFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
26 Gráfico 4 - Proporção de gestantes com exame ginecológico em diaFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
27 Gráfico 5 - Proporção de gestantes com exame de mamas em diaFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
28 Gráfico 6 - Proporção de gestantes com registro de IMC na última consultaFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
29 Gráfico 7 - Proporção de gestantes com prescrição de suplementação de sulfato ferroso conforme protocolo Fonte: Planilha de Coleta de Dados Final
30 Gráfico 8 - Proporção de gestantes com prescrição de suplementação de ácido fólico conforme protocolo Fonte: Planilha de Coleta de Dados Final
31 Gráfico 9 - Proporção de gestantes com TODOS exames laboratoriais preconizados para primeira consulta Fonte: Planilha de Coleta de Dados Final
32 Gráfico 10 - Proporção de gestantes com a vacina antitetânica em diaFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
33 Gráfico 11 - Proporção de gestantes com vacina contra a hepatite B em diaFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
34 Gráfico 12 - Proporção de gestantes que receberam orientação nutricionalFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
35 Gráfico 13 - Proporção de gestantes que receberam orientação sobre aleitamento materno exclusivoFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
36 Gráfico 14 - Proporção de gestantes que receberam orientação sobre cuidados com o recém-nascidoFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
37 Gráfico 15 - Proporção de gestantes que receberam orientação sobre riscos do tabagismo, álcool e drogas Fonte: Planilha de Coleta de Dados Final
38 Gráfico 16 - Proporção de gestantes com orientação sobre anticoncepção para o período pós-partoFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
39 Gráfico 17 - Proporção de gestantes com avaliação de risco na primeira consultaFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
40 Gráfico 18 - Proporção de puérperas com exame de puerpério entre o 30º e o 42º dia do pós-partoFonte: Planilha de Coleta de Dados Final
41 Gráfico 19 - Proporção de gestantes com registro na ficha espelho de pré-natal/vacinação na última consulta Fonte: Planilha de Coleta de Dados Final
42 Gráfico 20 - Proporção de integrantes da equipe capacitados para a utilização de um protocolo de pré-natal
43 DISCUSSÃO IMPORTÂNCIA DA INTERVENÇÃO PARA A EQUIPE, PARA O SERVIÇO E PARA A COMUNIDADE Capacitação da equipe; Melhor qualificação do serviço; Redução para zero do número de partos prematuros e de morte materna e perinatal; Melhores resultados nas demais ações programáticas.
44 DISCUSSÃO INCORPORAÇÃO DAS AÇÕES À ROTINA E ADAPTAÇÕESTodas as ações serão incorporadas; Separar as gestantes por ordem de trimestre; Certificado de participação para as gestantes com 100% de presença; Criar um elo entre a unidade e o serviço de obstetrícia do hospital do município; Retomar a ideia da confecção da cartilha ilustrada.
45 REFLEXÃO CRÍTICA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE O PROCESSO PESSOAL DE APRENDIZAGEM E NA IMPLEMENTAÇÃO DA INTERVENÇÃO O desenvolvimento do curso esteve de acordo com as expectativas iniciais; O objetivo de me qualificar como profissional foi alcançado, aprimorando conhecimentos nas diversas áreas de atuação da ESF;
46 REFLEXÃO CRÍTICA Os aprendizados mais relevantes foram a importância da qualificação da atenção primária e a importância da participação popular na construção e efetivação de um Sistema de Saúde Pública eficaz, abrangente e resolutivo.
47 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Pré-natal e Puerpério: atenção qualificada e humanizada – manual técnico. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Brasília: Ministério da Saúde, Disponível em:
48 Obrigado.