1 Universidade Aberta do SUS Universidade Federal de Pelotas Especialização em Saúde da Família Modalidade à Distância Turma 3 Trabalho de Conclusão de Curso Qualificação da atenção à saúde da criança de 0 a 72 meses na ESF José da Luz do Município de Itaqui, RS Especializanda: Fernanda Hanke Bottega Reis Orientadora: Marta Cocco da Costa Pelotas, 2013
2 INTRODUÇÃO Itaqui, RS 04 Estratégias de Saúde da Família (ESF);Mais de 38 mil habitantes; 04 Estratégias de Saúde da Família (ESF); Estratégia de Agentes Comunitários de Saúde (EACS); 02 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS); SAMU; 01 Unidade Móvel de Saúde; 04 postos de saúde em área urbana e 02 postos de saúde em área rural; Centro de Saúde; 01 Hospital.
3 ESF José da Luz: Na área de abrangência da ESF estão cadastradas mais de pessoas; Localiza-se na área urbana; Composição da equipe: 13 funcionários, sendo 01 enfermeira, 01 técnico em enfermagem, 05 ACS, 01 dentista, 01 auxiliar de saúde bucal, 01 médico, 02 secretários, 01 auxiliar de serviços gerais e ainda como equipe de apoio tem-se 01 médico obstetra e 01 nutricionista, que atendem na unidade uma vez por semana.
4 Estrutura física da unidade:02 consultórios; 01 consultório odontológico; Sala de espera; Sala de procedimentos; Sala de vacinas junto com o local de dispensação de medicamentos; Cozinha; Local para esterilização dos materiais. O local é pequeno, o prédio é antigo e adaptado para ser UBS.
5 Processo de trabalho na ESF – PUERICULTURAA puericultura não é realizada = desafios a serem superados pela equipe; Não é utilizado protocolo no atendimento; Não há pediatra que atenda na ESF; O médico da ESF não realiza puericultura - atende a criança quando já está com problemas de saúde;
6 Não é realizado atendimento odontológico com crianças na ESF;Não existe arquivo especifico para puericultura = qualificar os registros; O teste do pezinho e a triagem auditiva são realizados no Centro de Saúde do Município; Cobertura vacinal, em geral, as crianças mantêm a vacinação em dia;
7 A implementação do atendimento em puericultura de forma adequada = criança saudável para garantir seu pleno desenvolvimento; Priorizar a saúde em vez da doença; Abordar a promoção da saúde infantil, prevenção de doenças e educação da criança e de seus familiares; Orientações antecipatórias aos riscos de agravos à saúde e medidas preventivas mais eficazes.
8 OBJETIVO GERAL Qualificar a atenção à criança de 0 a 72 meses na Estratégia de Saúde da Família – ESF José da Luz.
9 METODOLOGIA Protocolo de Saúde da Criança do Ministério da Saúde de 2012; Reformulação e implantação da nova ficha espelho; Planilha Eletrônica de Coleta de Dados; Identificação das crianças entre 0 e 72 meses moradoras da área de abrangência da ESF; Capacitação da equipe.
10 Envolvimento de cada profissional da equipe nas ações de intervenção em Puericultura:ACS = identificar as crianças entre 0 e 72 meses moradoras da sua área de abrangência e entregarão relatório à enfermeira que fará o monitoramento destas crianças; Médico e enfermeira = consultas de puericultura; Enfermeira e técnico em enfermagem = acolhimento; ACS, enfermeira, técnica em enfermagem e médico = visitas domiciliares; Odontólogo = ações de saúde bucal.
11 Responsabilidades de toda equipe: Orientações em saúde; Identificar crianças em atraso; Preencher as informações solicitadas na ficha espelho; Participar ativamente nas capacitações.
12 OBJETIVOS, METAS E RESULTADOS
13 Objetivo: Ampliar a cobertura da puericultura.Meta: Ampliar a cobertura da puericultura de crianças entre 0 e 72 meses moradoras da área de abrangência da ESF para 50%. Resultado: 38,2% das crianças realizaram consultas de puericultura. Não foi atingido o percentual esperado = pequeno espaço de tempo para realização da intervenção, precariedade do atendimento realizado anteriormente e dificuldades a serem superadas.
14 Objetivo: Melhorar adesão a puericultura.Meta: Realizar busca ativa de 100% das crianças faltosas. Resultado: 79,5% das crianças com consultas em dia. As crianças que não estão em dia são as que realizaram consultas fora da idade preconizada pelo MS, mas já estão agendadas para a idade de acordo com o protocolo.
15 Objetivo: Melhorar a qualidade do atendimento à criançaObjetivo: Melhorar a qualidade do atendimento à criança. Foram identificadas as crianças cujas mães fizeram pré-natal na ESF = 79,5%. Ao acompanhar a criança desde a gestação é possível realizar uma assistência abrangente = orientações desde o pré-natal, direcionar a família para lidar de maneira satisfatória com intercorrências.
16 Meta: Capacitar 100% dos profissionais de acordo com os protocolos do Ministério da Saúde.Resultados: Protocolo de Saúde da Criança do Ministério da Saúde de 2012; Importância da suplementação de ferro em crianças de 06 a 18 meses; Mudanças no esquema vacinal da Tríplice Viral e da Rotavírus.
17 Meta: Monitorar o desenvolvimento e o crescimento de 50 % das crianças de 0 a 72 meses.Resultado: Crianças com déficit de peso = 4,5%. Encaminhadas para a avaliação com a nutricionista.
18 Resultado: Crianças com excesso de peso = 2%Resultado: Crianças com excesso de peso = 2%. Encaminhadas para a avaliação com a nutricionista.
19 Resultado: Crianças identificadas com curva de peso descendente ou estacionária = 0,8%.
20 Nenhuma foi identificada com atraso no desenvolvimento neurocognitivo.Resultado: Avaliação de desenvolvimento neurocognitivo em 100% das crianças. Nenhuma foi identificada com atraso no desenvolvimento neurocognitivo.
21 93,9% das crianças com vacinas em dia. Meta: Vacinar 100% das crianças de acordo com a idade. Resultado: 93,9% das crianças com vacinas em dia. Não foi atingida a meta de vacinar 100% das crianças de acordo com a idade.
22 Crianças que realizaram triagem auditiva = 72,5%. Meta: Realizar triagem auditiva em 100% das crianças. Resultado: Crianças que realizaram triagem auditiva = 72,5%. O teste foi implantado no Município há pouco mais de 02 anos e 06 meses = crianças maiores de 02 anos e 06 meses não realizaram o teste.
23 Meta: Realizar teste do pezinho em 100% das crianças até 7 dias de vida. Resultado: Teste do pezinho = 100% das crianças até 07 dias de vida realizaram o teste. Mães conscientes da importância do teste.
24 Meta: Realizar suplementação de ferro em 50% das crianças entre 6 e 18 meses. Resultado: Suplementação de ferro em crianças entre 06 e 18 meses de idade = 87,3%. Percentual atingido maior que o estipulado no projeto = 50%. Capacitação do médico acerca das recomendações do Ministério da Saúde sobre suplementação de ferro.
25 Objetivo: Melhorar registros das informações.Metas: Registrar todos os acompanhamentos da criança em ficha específica; Criar arquivo específico para puericultura. Resultado: Nova ficha espelho e comprometimento da equipe = 100% das crianças com registro de peso da última consulta na ficha espelho.
26 Objetivo: Mapear as crianças de risco pertencentes à área de abrangência da ESF.Meta: Identificar 75% das crianças baixo peso, prematuras, desnutridas ou com alteração no desenvolvimento/crescimento. Resultado: 100% das crianças realizaram avaliação de risco. Ações de promoção à saúde e prevenção de doenças para as crianças e suas famílias. Avaliação da situação de risco e vulnerabilidade das famílias das crianças.
27 Objetivo: Realizar ações de promoção à saúde e prevenção de doenças para as crianças e suas famílias. Meta: Realizar ações de promoção à saúde para as crianças. Resultado: Prática de escovação dental
28 Resultado: Crianças observadas mamando na primeira consulta = 11,9%.
29 Metas: Realizar ações de promoção à saúde e prevenção de doenças com 100% das famílias das crianças, previamente investigadas; Avaliar a situação de risco e vulnerabilidade das famílias das crianças. Resultado: Grupos de orientação sobre acidentes com crianças com distribuição de folder e orientações nutricionais.
30 Objetivo: Promover a saúde bucal.Meta: Atingir 50% das crianças livres de cárie. Resultado: 12,2% das crianças com primeira consulta odontológica. Procura espontânea por atendimento odontológico para crianças é pequena.
31 Resultado: Foi incentivado a adesão através da conscientização dos pais ou responsáveis sobre a importância da higiene oral adequada = aumento na procura por consultas.
32 Resultado: Avaliação de risco para saúde bucal com as crianças que compareceram para consulta odontológica.
33 Resultado: Todas as crianças que realizaram consultas odontológicas receberam orientações do odontólogo sobre higiene bucal e prevenção de cárie, bem como, orientações nutricionais.
34 Resultado:
35 Foram realizadas atividades que não estavam previstas:Reativação do grupo de orientação nutricional “Alimentação infantil: uma atitude positiva”.
36 A implantação da intervenção propiciou:DISCUSSÃO A implantação da intervenção propiciou: Ampliação da cobertura da atenção às crianças de 0 a 72 meses de idade. Melhoria dos registros das informações. Qualificação da atenção à criança.
37 Identificação das crianças de risco.Realização de ações de promoção à saúde e prevenção de doenças. Monitoramento do desenvolvimento e do crescimento das crianças. Promoção da saúde bucal.
38 Capacitação da equipe para seguir as recomendações do Ministério da Saúde. Trabalho integrado do médico, do odontólogo, da enfermeira, do técnico em enfermagem, das Agentes Comunitárias de Saúde (ACS) e da recepção. A intervenção priorizou a promoção da saúde = prevenção de intercorrências.
39 Agendamento das consultas e a busca ativa das crianças faltosas = maior adesão às consultas.Redução importante na procura por consultas para tratamento de intercorrências = mais fácil seguir as orientações da equipe, as crianças mantêm as vacinas em dia e com isso adoecem menos. Apesar da implantação do atendimento em puericultura ainda há crianças sem cobertura = pretende-se investir na ampliação da cobertura das crianças entre 0 e 72 meses de idade moradoras da área de abrangência da ESF.
40 REFLEXÃO CRÍTICA Qualidade do trabalho realizado e aumentar a efetividade da ESF. Ampliar conhecimentos como enfermeira de ESF e trocar experiências = favoreceu o aprendizado associado ao cotidiano profissional, oportunizou interagir com outros especializandos e conhecer outras realidades. Construção do conhecimento em saúde da família a partir do trabalho sobre a realidade do serviço, propicia desenvolver habilidades para implementar ações efetivas.
41 Atualização constante da equipe da ESF = qualifica o serviço.Planejar e discutir ações de atenção à puericultura, relacionando o dia a dia a teoria, alcançando bons resultados. O conhecimento adquirido ao longo da intervenção permitiu desenvolver novas habilidades para superar as dificuldades = importante aprender na prática.
42 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2.488, de 21 de outubro de Brasília, 2011. DEL CIAMPO L.A. et al. O Programa de Saúde da Família e a Puericultura. Ciência & Saúde Coletiva, 11(3): , 2006. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Caderno de Atenção Básica 33 – Saúde da Criança: Crescimento e Desenvolvimento. Brasília – DF. 1ª Edição MINISTÉRIO DA SAÚDE. Aleitamento materno. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde. Dez Disponível em Acesso em 03 jul 2013. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Caderneta de Saúde da Criança. Brasília – DF. 3ª Edição
43 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Manual operacional do Programa Nacional de Suplementação de Ferro. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica. Brasília: Ministério da Saúde PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAQUI. Site da Prefeitura Municipal de Itaqui. Disponível em Acesso em 25 jul 2012. SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE DE PORTO ALEGRE; COORDENADORIA GERAL DE VIGILÂNCIA DA SAÚDE; GRUPO HOSPITALAR CONCEIÇÃO; SERVIÇO DE SAÚDE COMUNITÁRIA; SOCIEDADE DE PEDIATRIA DO RIO GRANDE DO SUL. A atenção à saúde da criança de zero a cinco anos de idade. Porto Alegre – RS. 2004 SOCIEDADE DE PEDIATRIA DO RIO GRANDE DO SUL. A atenção à saúde da criança de zero a cinco anos de idade. Secretaria Municipal da Saúde de Porto Alegre; Coordenadoria Geral de Vigilância da Saúde; Grupo Hospitalar Conceição; Serviço de Saúde Comunitária. Porto Alegre-RS VIANA, Maria Regina et al. Atenção à Saúde da Criança. Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. Belo Horizonte – MG. 1ª Edição
44 AGRADECIMENTOS Agradeço a Deus pela graça da vida, da sabedoria e por tudo o que me foi concedido no decorrer dessa etapa. A minha orientadora, pelas palavras de incentivo, orientação e paciência. Agradeço aos Gestores Municipais e a equipe da ESF José da Luz pelo apoio e colaboração, bem como aos pacientes pela confiança.