Universidade Federal de Pelotas/UNASUS Especialização em Saúde da Família Qualificação da atenção à saúde da criança na UBS Veneza em São José do Norte/RS.

1 Universidade Federal de Pelotas/UNASUS Especialização e...
Author: Milton Marques Martins
0 downloads 0 Views

1 Universidade Federal de Pelotas/UNASUS Especialização em Saúde da FamíliaQualificação da atenção à saúde da criança na UBS Veneza em São José do Norte/RS Jeanie Fonseca Pinheiro Orientadora: Denise Bermudez Pereira Outubro de 2012

2 Introdução A Estratégia de Saúde da Família (ESF) é o eixo norteador para a reorganização da atenção básica no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Os cuidados com a saúde infantil estão entre as ações essenciais preconizadas pelo Ministério da Saúde. (BRASIL, 2005)

3 Introdução Para ampliar a capacidade resolutiva das ações voltadas à saúde da criança, o Ministério da Saúde estabeleceu, desde 1984, cinco ações básicas de saúde, visto que possuem eficácia comprovada: promoção do aleitamento materno, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, imunizações, prevenção e controle das doenças diarréicas e das infecções respiratórias agudas. Estas ações devem compor o centro da atenção prestada em toda a rede básica de saúde. (BRASIL, 2002)

4 Introdução São José do Norte/RS abriga 25 mil habitantes e conta, atualmente, com cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) com ESF, três delas no perímetro urbano e duas em localidades mais afastadas. Além dessas, existe uma UBS que oferece alguns serviços de apoio. O hospital local funciona em condições precárias.

5 Introdução A UBS Veneza, onde realizou-se a intervenção, localiza-se na zona urbana e conta com uma equipe completa de ESF, que cobre uma população de, aproximadamente, pessoas. A estrutura da UBS é inadequada, tanto para a equipe de saúde quanto para o acolhimento da população. Funciona em uma residência adaptada, cujo acesso e instalações são inapropriados para um serviço de saúde.

6 Introdução O acompanhamento de puericultura oferecido na Unidade não era sistematizado, a adesão não era satisfatória e não havia continuidade no atendimento. O programa não era baseado em um protocolo oficial e não havia monitoramento das ações e dos resultados. A cobertura era baixa e somente alguns membros da equipe participavam do cuidado à criança. A fragmentação do atendimento dificultava a visualização do paciente como um todo.

7 Introdução Foi proposta uma intervenção visando a qualificação do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento às crianças menores de um ano, cadastradas na UBS Veneza, na qual toda a equipe participasse da assistência e se envolvesse na resolução dos problemas identificados.

8 Objetivo Geral Qualificar o acompanhamento de puericultura às crianças menores de um ano cadastradas na UBS Veneza.

9 Objetivos Específicos*Ampliar a cobertura do programa de puericultura; *Melhorar a adesão ao programa; *Qualificar o acompanhamento da saúde da criança na UBS Veneza; *Melhorar os registros das informações; *Mapear as crianças de risco da área de abrangência da UBS Veneza e *Promover a educação em saúde.

10 Metas *Ampliar a cobertura da puericultura para 100%.*Captar 100% das crianças. *Realizar a busca ativa de 100% das crianças faltosas. *Avaliar o crescimento e o desenvolvimento em 100% das crianças. *Manter o calendário vacinal atualizado de 100% das crianças. *Identificar 90% das crianças com risco para morbidade/mortalidade (baixo peso ao nascer, prematuridade, alterações do crescimento).

11 Metas *Capacitar 100% dos profissionais da unidade em relação à saúde da criança/puericultura. *Manter registro atualizado na ficha espelho de puericultura/vacinação de 100% das crianças. *Promover o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses em 100% das crianças. *Orientar a alimentação complementar, a 100% das crianças, após os 6 meses de idade. * Orientar 100% dos pais ou responsáveis em relação aos cuidados gerais com a criança.

12 Metodologia Ações desenvolvidas: Organização e gestão do serviço:Organização dos materiais de apoio; Reunião de equipe semanal; Discussão de assuntos vivenciados na realidade local; Priorização do agendamento para menores de 1 ano; Delimitação das tarefas por núcleo profissional; Realização de busca ativa aos faltosos; Encaminhamento a serviços de referência; Disponibilização do manual de atendimento a criança.

13 Metodologia Monitoramento e Avaliação:Manutenção do cadastramento atualizado; Checagem do comparecimento a consulta; Discussão de casos com a equipe; Avaliação das ações desenvolvidas; Elaboração de estratégias para otimizar o serviço; Agendamento de retorno; Monitoramento dos casos em situação de risco.

14 Metodologia Qualificação da Prática Clínica:Capacitação da equipe quanto: ao acolhimento e a humanização; a adoção do protocolo de referência; a orientação aos pais/responsáveis; a mensuração e interpretação da curva de crescimento; a leitura do cartão da criança.

15 Metodologia Engajamento Público:Desenvolvimento de atividades de educação em saúde e promoção do controle social; Capacitação dos pais quanto a avaliação da saúde da criança e fatores de risco; Orientação sobre direitos e deveres; Estimulação da criação de vínculos.

16 Metodologia Logística:Protocolo utilizado: “Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil” (BRASIL, 2002). Apresentação do projeto à equipe; Organização dos materiais a serem utilizados; Instrumentos utilizados: questionário, gráfico do crescimento e desenvolvimento do MS, caderneta de saúde e planilha de indicadores;

17 Metodologia Agendamento de consultas;Realização de consultas de puericultura; Discussão de casos com a equipe e condutas; Identificação e manejo de faltosos; Esclarecimentos quanto às maiores dificuldades encontrados pelos membros da equipe.

18 Resultados Meta 5.1 – Ampliar a cobertura do programa de puericultura da área para 100% Indicador: Proporção de crianças menores de um ano na área de cobertura atendidas pelo serviço de saúde.

19 Resultados Meta 5.2 – Captar 100% das crianças da área que não fazem acompanhamento na UBS nem em outro serviço Indicador: Proporção de crianças que não são acompanhadas em nenhum serviço de saúde.

20 Resultados Meta 5.3 – Realizar a busca ativa de 100% das crianças faltosas ao programa Indicador: Proporção de crianças com atraso no atendimento de acordo com os períodos preconizados pelo protocolo do MS.

21 Resultados Meta 5.4 – Avaliar o crescimento (peso e altura) e desenvolvimento (parte neuromotora) em 100% das crianças Indicador: Proporção de crianças menores de um ano com baixo peso

22 Resultados Meta Manter atualizado o esquema vacinal de 100% das crianças da área de abrangência da UBS Indicador: Proporção de crianças com vacinas em dia de acordo com a idade

23 Resultados Meta 5.6 – Identificar 90% das crianças com risco para morbidade e mortalidade (baixo peso ao nascer/prematuridade/desnutrição/alterações do crescimento) Indicador: Proporção de crianças com avaliação de risco.

24 Resultados Meta Capacitar 100% dos profissionais no atendimento à criança de acordo com o protocolo adotado Indicador: Proporção de profissionais capacitados no atendimento à criança, conforme o protocolo adotado.

25 Resultados Meta Manter registro na ficha espelho de puericultura/vacinação de 100% das crianças que consultam no serviço Indicador: Proporção de crianças com registro atualizado

26 Resultados Meta 5.9 – Promover o aleitamento materno exclusivo até os seis meses em 100% das crianças da área Indicador: Proporção de crianças colocadas para mamar na primeira consulta de puericultura

27 Resultados Meta 5.10 – Orientar a alimentação complementar a 100% das crianças após os seis meses de idade Indicador: Proporção de crianças que receberam alimentação complementar após os seis meses de idade

28 Resultados Meta 5.11 – Orientar 100% dos pais ou responsáveis em relação aos cuidados gerais com a criança, aleitamento materno, triagem auditiva e neonatal, imunizações, alimentação complementar, higiene oral. Indicador: proporção de pais ou responsáveis que receberam orientações pertinentes. A opção foi não realizar grupos educativos devido a carga horária destinada a puericultura ser pequena. Por isso, priorizou-se o atendimento completo e individual da criança, sempre contemplando as orientações pertinentes a sua saúde e bem-estar. .

29 Discussão Importância da intervenção para a equipe: AcolhimentoHumanização Adoção do protocolo referente à saúde da criança proposto pelo Ministério da Saúde.

30 Discussão Preenchimento dos registrosAconselhamento do aleitamento materno exclusivo Orientações da alimentação complementar e nutricional adequada conforme a idade da criança.

31 Discussão Importância da intervenção para o serviço:Organização no agendamento das consultas Acompanhamento minucioso Estabelecimento de vínculos Definição periódica do acompanhamento

32 Discussão Olhar ampliado à saúde das criançasAproximação com as redes de apoio Elaboração de estratégias para melhorar índices insatisfatórios Qualificação da atenção

33 Discussão Importância da intervenção para a comunidade:A desmistificação de crenças em relação a qualidade do atendimento prestado pelo profissional enfermeiro A ampliação da faixa etária acompanhada, o estabelecimento do vínculo e o trabalho contínuo de informação à população (educação em saúde), poderá impactar em resultados positivos no futuro.

34 Discussão Como a intervenção já está incorporada na rotina do serviço, a pretensão futura é, justamente, ampliar a faixa etária das crianças acompanhadas e realizar atividades como os grupos, que integrem a equipe e a comunidade.

35 Aprendizagem pessoal O desenvolvimento de um trabalho baseado na vivência profissional e nas dificuldades diárias, objetivando a identificação de uma situação adversa e a elaboração de estratégias para solucioná-la, proporcionou a qualificação não apenas do profissional, mas também do serviço.

36 Aprendizagem pessoal A segurança e o conhecimento adquiridos no andamento do curso me ajudaram a realizar o projeto de intervenção. O estímulo quanto a avaliação, reflexão, organização e programação da atividade profissional me qualificou enquanto profissional enfermeira.

37 Aprendizagem profissionalVisualizar o paciente como um todo, assim como identificar e resolver todos os problemas que ele enfrenta, foram lições valiosas. Desenvolver um olhar crítico sobre as situações possibilita a identificação das falhas e o planejamento de mudanças.

38 Aprendizagem profissionalA união da equipe faz toda a diferença, principalmente no engajamento para a realização das ações. Manter a equipe informada, capacitada e unida é fundamental para obter êxito na execução de um serviço qualificado.

39 Aprendizados mais importantesAtualização de conhecimentos Olhar atento e escuta qualificada facilitam a identificação de problemas não relatados A comunicação e a troca de experiência multiprofissional possibilita a elaboração de estratégias eficientes para melhorar o serviço.

40 Referências ASSIS, Wesley Dantas de et al . Processo de trabalho da enfermeira que atua em puericultura nas unidades de saúde da família. Rev. bras. enferm.,  Brasília,  v. 64,  n. 1, fev.    Disponível em . acessos em  08  nov.  2011.  BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Atenção Básica.Saúde da criança: acompanhamento do crescimento e desenvolvimento infantil / Ministério da Saúde. Secretaria de Políticas de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2002. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Saúde da criança: nutrição infantil: aleitamento materno e alimentação complementar / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2009. CAMPOS, Roseli Márcia Crozariol; RIBEIRO, Circéa Amália; SILVA, Conceição Vieira da  and  SAPAROLLI, Eliana Campos Leite. Consulta de enfermagem em puericultura: a vivência do enfermeiro na Estratégia de Saúde da Família. Rev. esc. enferm. USP [online]. 2011, vol.45, n.3, pp ISSN  

41 Referências Ceará. Secretaria do Estado da Saúde. Manual de normas para saúde da criança na atenção primária: módulo I: puericultura. Fortaleza; 2002. DEL CIAMPO, Luiz Antonio et al. O Programa de Saúde da Família e a Puericultura. Ciênc. saúde coletiva [online]. 2006, vol.11, n.3, pp ISSN   MINISTÉRIO DA SAÚDE (BR). Agenda de Compromissos para a Saúde Integral da Criança e Redução da Mortalidade Infantil. 2ª reimpressão. Série A. Normas e Manuais Técnicos. Brasília: Ministério da Saúde; 2005. PRADO, Sônia Regina Leite de Almeida; FUJIMORI, Elizabeth  e  CIANCIARULLO, Tamara Iwanow. A prática da integralidade em modelos assistenciais distintos: estudo de caso a partir da saúde da criança. Texto contexto - enferm. [online]. 2007, vol.16, n.3, pp ISSN  

42 Referências QUEIROZ, Maria Veraci  and  JORGE, Maria Salete. Estratégias de educação em saúde e a qualidade do cuidar e ensinar em pediatria: a interação, o vínculo e a confiança no discurso dos profissionais. Interface (Botucatu) [online]. 2006, vol.10, n.19, pp ISSN   VIANA, Maria Regina et al. Atenção à Saúde da Criança. Minas Gerais.Secretaria de Estado da Saúde. Belo Horizonte: SAS/DNAS, p.

43 OBRIGADO!